AGRONEGÓCIO

Sealba Show se consolida como marco significativo para o agronegócio

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A quarta edição da Sealba Show, realizada no início do mês no parque Cunha Menezes, em Itabaiana, Sergipe, consolidou-se como um marco significativo para o agronegócio na região que abrange Sergipe, Alagoas e Bahia. O evento, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe (Faese) em parceria com o Sebrae, reuniu mais de 175 marcas expositoras e atraiu um público recorde, superando as expectativas dos organizadores.

A Sealba Show 2025 destacou-se pela expressiva movimentação econômica. Durante os quatro dias de feira, foram assinados contratos que totalizaram R$ 11 milhões em investimentos para produtores sergipanos, por meio do Banco do Nordeste. Esses recursos foram direcionados para financiamentos de equipamentos, implementos agrícolas e capital de giro, fortalecendo a infraestrutura e a capacidade produtiva das propriedades rurais locais.

Além disso, a feira proporcionou um ambiente propício para a realização de negócios e parcerias. A expectativa dos organizadores era superar a marca de R$ 310 milhões em negócios registrados na edição anterior, refletindo o crescente interesse e investimento no setor agropecuário da região.

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A feira também serviu como palco para a apresentação de inovações tecnológicas e soluções voltadas para o aumento da produtividade no campo. Foram realizadas palestras e workshops que abordaram temas como agricultura de precisão, sustentabilidade e gestão eficiente das propriedades rurais. Essas iniciativas visaram capacitar os produtores locais e prepará-los para os desafios do mercado atual.

A Sealba Show 2025 reforçou a importância da integração entre os estados de Sergipe, Alagoas e Bahia, promovendo o desenvolvimento sustentável da região conhecida como Sealba. A feira destacou as potencialidades dessa fronteira agrícola, incentivando a troca de experiências e a cooperação entre produtores, pesquisadores e empresários do setor.

Com o sucesso desta edição, a Sealba Show solidifica-se como um evento estratégico para o agronegócio nordestino, contribuindo para o fortalecimento da economia regional e nacional. A expectativa é que, nas próximas edições, a feira continue ampliando sua influência, atraindo novos investidores e promovendo inovações que impulsionem ainda mais o setor agropecuário na região.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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