A Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso, estará no Show Safra 2025, de 24 a 28 de março, em Lucas do Rio Verde. No estande do Governo de Mato Grosso em parceria com a Prefeitura Municipal, a instituição apresentará soluções financeiras voltadas para empreendedores do setor agropecuário, e demais segmentos para apoiar a economia local, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do estado.
A novidade para este ano é a linha de crédito rural que financia até R$1,5 milhão, com taxa de juros de 1% ao mês, podendo chegar até 0,80% para pagamento em dia. Entre os itens financiáveis estão tratores, colhedoras, pulverizadores, plantadeiras, sistemas de ordenha mecânica, criação de peixes e uma variedade de equipamentos essenciais para as operações agrícolas e agroindustriais.
A linha de crédito rural da Desenvolve MT oferece financiamento para máquinas e equipamentos novos e usados, com até 85% do valor financiado para itens novos e até 60% para usados. O prazo para pagamento pode ser de até 90 meses, já a carência varia de acordo com a produção do empreendedor. O crédito está disponível para produtores rurais, empresas do ramo e cooperativas sediadas em Mato Grosso, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.
Durante os cinco dias de evento, a equipe da Desenvolve MT estará à disposição para esclarecer dúvidas, realizar simulações de financiamento e orientar os visitantes sobre as melhores opções de crédito para impulsionar os negócios não só do setor agropecuário, mas também do comércio local e serviços.
Para Mayran Beckmann, presidente da Desenvolve MT, o evento será uma oportunidade para atender o máximo de clientes e fortalecer o apoio ao setor produtivo. “Estamos muito empenhados em participar do Show Safra 2025, um evento fundamental para o agronegócio e a economia de Mato Grosso. Nossa expectativa é levar soluções de crédito acessíveis, com prazos flexíveis e taxas competitivas, ajudando empresários e produtores a expandirem seus negócios”.
SERVIÇO
Data: 24 a 28 de março de 2025 Local: Show Safra 2025 – Lucas do Rio Verde (MT) Estande: Governo de Mato Grosso e Prefeitura de Lucas do Rio Verde
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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