Estão abertas as inscrições para o 2º Encontro de Ouvidoria e Transparência do Poder Executivo Estadual, que ocorrerá no dia 2 de abril. Durante o evento, serão entregues os selos “Avaliação de Ouvidoria e Transparência MT”.
Com o objetivo de capacitar e promover a troca de experiências entre os participantes, o encontro contará com importantes palestrantes. Entre eles, Renato Morgado, Gerente de Programas da Transparência Internacional – Brasil, que abordará o tema “Transparência e Acesso à Informação: Pilares da Cidadania”; Arllon Viçoso, Diretor da Associação Brasileira de Ouvidores – ABO, que discutirá “Desenvolvimento e Potencialidades das Ouvidorias”; Maria Fernanda Cortes de Oliveira, Chefe da Assessoria de Gestão Estratégica e Projetos do Governo do Distrito Federal, que apresentará o case “Governança em Serviços no Governo do Distrito Federal, além da psicóloga empresarial, Cynthia Lemos.”.
O 2º Encontro de Ouvidoria e Transparência visa proporcionar uma reflexão importante sobre o papel desse instrumento de controle social nas instituições públicas, com ênfase na sua contribuição para o fortalecimento da democracia, por meio da participação ativa da sociedade. O evento é destinado a ouvidores e servidores da Rede de Ouvidoria do Poder Executivo Estadual, de outros poderes e esferas administrativas, além de ouvidores em geral.
As atividades de Ouvidoria, Transparência e Controle Social do Executivo Estadual são organizadas em formato de rede, coordenada pela Controladoria Geral do Estado, por meio da Secretaria Adjunta de Ouvidoria-Geral e Transparência. Atualmente, a rede conta com 38 ouvidorias setoriais e especializadas, e mais de 80 servidores envolvidos nas atividades. Este ano, a Ouvidoria Geral do Estado comemora 21 anos de atuação.
Selo de Ouvidoria e Transparência
Este é o primeiro ano da entrega do Selo de Avaliação de Ouvidoria e Transparência aos órgãos estaduais. Criado com o intuito de fortalecer as ações de transparência, incentivar a participação social e promover a melhoria contínua dos serviços prestados à população, o selo foi instituído pela Controladoria Geral do Estado como parte do programa Integridade Pública do Governo de Mato Grosso. A premiação reconhecerá as instituições que se destacarem em suas práticas.
O processo de avaliação leva em consideração a aderência das instituições a critérios relacionados à transparência ativa e passiva, bem como à gestão das ouvidorias. Com base nas pontuações obtidas, os órgãos serão classificados nas categorias bronze, prata, ouro e diamante.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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