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TV Assembleia lança série especial sobre prédios históricos para homenagear Cuiabá

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A TVAL da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) vai começar a apresentar aos mato-grossenses uma série de reportagens em homenagem ao aniversário de 306 anos de Cuiabá, que será comemorado na próxima terça-feira (8). As matérias têm como destaque cinco prédios que marcaram o passado da capital mato-grossense e continuam tendo a mesma importância na atualidade, sendo verdadeiros patrimônios históricos e culturais.

As produções vão começar a ser exibidas na programação da próxima segunda-feira (7) e seguem durante toda a semana de aniversário, com estreia às 12h30 e reprise às 21h20.

A emissora é um canal de comunicação pública e você poderá assistir pela nos canais: 30.1 e 30.2 (Aberto HD Digital), 3.2 (Rede Legislativa) e 10 (NET TV). É importante lembrar que para aqueles que não puderem acompanhar o material pela tevêV, é possível assistir os vídeos pelo canal da TV AL no YouTube: www.youtube.com/tvassembleiamt .

O idealizador do projeto, Jorge Albert, destaca o caráter coletivo do trabalho, que envolveu pelo menos 10 profissionais na produção. Segundo Jorge, há cerca de sete anos a equipe faz essa homenagem a Cuiabá e que já foi enfatizada a comida típica, danças, personalidades ilustres da cuiabania e muitos outros temas.

“Esse ano nós definimos por mostrar prédios que tiveram importância na história e ainda hoje têm função pública no estado. Então a gente resolvemos contar um pouco da história do Colégio Liceu Cuiabano, do Palácio da Instrução, do Museu da Caixa d’Água Velha, do prédio dos Correios e do Mercado do Peixe, que foi na realidade onde começou a história comercial de Cuiabá”, explicou Jorge, ao agradecer o envolvimento de todos os colegas no projeto, bem como do superintendente da TVAL, Jaime Neto.

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A jornalista Lina Carvalho, que participou do projeto, acrescenta que a oportunidade de conhecer mais sobre esses edifícios históricos tão representativos da cultura cuiabana foi muito enriquecedor.

“Alguns prédios eu já conhecia, outros eu ainda não havia entrado, como o Museu do Rio (antigo Mercado do Peixe) ou o Museu da Caixa D´água Velha. Ouvir causos e curiosidades sobre esses monumentos in loco fez a diferença, uma experiência gratificante para toda a equipe. A gente espera que assim também seja para os cuiabanos e todos que assistirem o material”, afirmou a jornalista.

Conheça os prédios icônicos que revelam um passado no presente em Cuiabá:

Agência Central dos Correios – na Praça da República, centro de Cuiabá foi construída em 1937 para ser um dos cartões postais da cidade. Primeiro edifício em estilo art déco da cidade. O local também marca uma virada na paisagem urbana do Centro Histórico, com construções em sua maioria em estilo colonial e eclético.

Escola Estadual Liceu Cuiabano – a imponência de um prédio da década de 1940, em estilo arte déco, situado na Avenida Presidente Marques, bem no centro do Bairro Quilombo, se destaca entre os prédios modernos da paisagem urbana e é parte integrante da história e da cultura da cidade. A escola é uma das protagonistas desses 306 anos de Cuiabá e leva o nome de Maria de Arruda Müller.

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Mercado do Porto – construído em 1899, o depósito comercial deu origem ao mercado público. E de mercado público a mercado onde se limpavam e vendiam os pescados vindos do rio Cuiabá, na Orla do Porto. Atualmente, o edifício histórico tombado em 1986 faz parte do Complexo Turístico Museu do Rio Cuiabá Hid Alfredo Scaff.

Palácio da Instrução – em 1914, sobre as ruínas de um antigo quartel, foi construído um edifício cuja razão de existir já estava em seu próprio nome: Palácio da Instrução, em estilo neoclássico, a construção representava a ideia de progresso por meio da educação, com a criação de grupo escolares em vários estados brasileiros.

Museu Morro da Caixa D’água Velha – a antiga caixa d’água foi o primeiro sistema de abastecimento público sem tratamento, inspirado em um aqueduto romano. Ela foi desativada em 1940, funcionando por cerca de 60 anos. A estrutura é feita em pedra canga e tijolinho maciço, sem qualquer uso de ferragens ou cimento.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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