AGRONEGÓCIO

Agrishow 2025 começa nesta segunda-feira em Ribeirão Preto

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Começa nesta segunda-feira (28.04), em Ribeirão Preto (320 km da capital, São Paulo) a 30ª edição da maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, a Agrishow, que segue até 2 de maio. O evento pretende atrair 200 mil visitantes de mais de 50 países, com destaque para inovações tecnológicas, melhorias na infraestrutura e incentivo à participação feminina no agronegócio.

Com o tema “O Futuro do Agro de A a Z”, a feira celebra três décadas de história com uma linha do tempo que mostrará a evolução do evento desde sua origem até os dias atuais. Conteúdos especiais também foram preparados para valorizar essa trajetória.

Para receber com mais conforto os milhares de visitantes, a feira contará com melhorias importantes. Foram feitas obras de asfaltamento, ajustes na sinalização e mudanças no fluxo de trânsito. Em parceria com a Polícia Rodoviária, haverá liberação do acostamento nos horários de pico, o que deve facilitar o acesso ao local. O estacionamento foi reestruturado e o número de bilheterias ampliado, visando reduzir as filas na entrada.

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A Agrishow 2025 também avança na valorização da presença feminina no agro. Dados do Censo Agropecuário de 2017 indicam que 19% dos estabelecimentos rurais no Brasil já são comandados por mulheres. Hoje, elas representam cerca de 30% do público da feira.

Para ampliar ainda mais essa presença, o espaço “Agrishow Pra Elas” ganhou área coberta e climatizada, pensada especialmente para promover troca de experiências e oferecer oportunidades. Outro ponto alto da edição 2025 é o projeto voltado à educação. Estudantes de 16 escolas públicas de Ribeirão Preto participarão da feira. Ao todo, 1.150 alunos do 9º ano e 84 professores farão visitas monitoradas, com transporte garantido em 38 viagens de ônibus.

SERVIÇO:
Agrishow 2025 – 30ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação

De 28 de abril a 2 de maio de 2025
Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)
Das 8h às 18h
Mais informações: www.agrishow.com.br

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Nova proposta pode destravar até R$ 800 bilhões em crédito para o agronegócio

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A modernização do sistema de financiamento do agronegócio voltou ao centro da agenda política com a apresentação de um novo pacote de medidas que pode ampliar de forma significativa o volume de recursos disponíveis ao setor. Batizado de “Lei do Agro 3”, o conjunto de propostas foi apresentado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e prevê mudanças estruturais no crédito rural e no acesso ao mercado de capitais.

A proposta nasce dentro da Câmara Temática de Modernização do Crédito Agropecuário (ModerCred), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e reúne ajustes em 11 frentes, incluindo a Cédula de Produto Rural (CPR), os fundos de investimento do agro, garantias, subvenções, títulos privados e acesso a capital estrangeiro.

O impacto potencial é relevante. Pelas estimativas apresentadas ao grupo, as mudanças podem permitir a incorporação de mais de R$ 800 bilhões em operações via CPR, ampliando o peso do mercado privado no financiamento da produção agrícola.

Hoje, o setor ainda depende fortemente do crédito subsidiado do Plano Safra. No mercado de capitais, a participação do agro gira em torno de 3%, segundo dados apresentados no encontro, o que indica amplo espaço para crescimento. A estratégia da proposta é justamente reduzir essa dependência, ampliando fontes alternativas de financiamento.

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Entre os pontos centrais está a ampliação do uso de instrumentos privados e a melhoria das garantias, com ajustes legais que buscam dar mais segurança jurídica às operações. Também estão previstas mudanças para facilitar a entrada de capital estrangeiro, visto como uma fonte de recursos mais baratos em comparação às taxas praticadas no mercado doméstico.

Outro eixo relevante é a reorganização do sistema de registro de garantias e a padronização de custos cartoriais, temas que hoje encarecem e dificultam o acesso ao crédito, especialmente para médios produtores.

A proposta também dialoga com um dos principais gargalos atuais do setor: o endividamento rural. A expectativa é que a modernização do crédito ajude a criar novas alternativas de financiamento, reduzindo a pressão sobre os programas oficiais e abrindo espaço para reestruturação financeira de produtores.

Apesar do avanço na agenda de crédito, o ambiente regulatório ainda preocupa. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) aponta que pontos importantes da reforma tributária seguem sem definição, especialmente em relação ao aproveitamento de créditos fiscais, à lista de insumos beneficiados e às obrigações acessórias do produtor rural.

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Na avaliação do setor, a falta de clareza nesses pontos mantém a insegurança jurídica e pode elevar o custo de conformidade, afetando diretamente a competitividade do agro.

No conjunto, a chamada “Lei do Agro 3” sinaliza uma tentativa de mudança estrutural no financiamento do setor. Se avançar, a proposta pode reduzir a dependência de recursos públicos e ampliar o acesso a capital — mas o impacto dependerá da capacidade de transformar as medidas em regras efetivas e acessíveis ao produtor na ponta.


Fonte: Pensar Agro

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