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Ações da prefeitura de Cuiabá para a saúde mental são apresentadas em CST

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A Câmara Setorial Temática sobre a Efetivação da Política de Saúde Mental em Mato Grosso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) recebeu representantes da Secretaria de Saúde de Cuiabá em reunião na tarde desta segunda-feira (5). Foram apresentadas as dificuldades enfrentadas pela pasta e também os trabalhos em andamento na área de saúde mental no município.

A secretária de Saúde, Lúcia Helena Barboza Sampaio, justificou que a mudança de gestão na prefeitura demandou tempo para ajustes antes da retomada de obras paradas, como a reforma de prédios que vão abrigar Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

“Nós pegamos várias obras nos CAPS paralisadas e sem a possibilidade de retomar essas obras da maneira célere que a gente precisa. Teve de acontecer todo um processo de licitação e de ter credibilidade junto aos nossos fornecedores. Então, por isso as coisas demoraram. Agora estamos conseguindo encontrar atas às quais podemos aderir. Então essas reformas vão continuar acontecendo. Além dos CAPS, cujas obras para as quais verbas foram destinadas precisam ser terminadas, tem todo o equipamento dessas unidades que vai ter de acontecer num segundo momento. Então, quando elas estiverem finalizadas, aí a Prefeitura [de Cuiabá] entra com a capacidade financeira que tiver para colocar o equipamento desses CAPS”, explicou a gestora.

A coordenadora de saúde mental de Cuiabá, Darci Bezerra, declarou que ainda não estão garantidos recursos para mobiliar e colocar outros equipamentos necessários para o funcionamento dos CAPS. Conforme Bezerra, serão retomadas as reformas da sede do CAPS II Adolescer (conclusão prevista para setembro), hoje instalado provisoriamente no bairro Jardim Shangri-lá e do CAPS I, do bairro CPA IV. Além disso, o prédio que abrigava a Policlínica do Verdão terá reforma concluída para instalação de um CAPS III com atendimento 24 horas.

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“O CAPS III está previsto até final do ano a finalização da parte estrutural. Por ser um espaço grande teve um custo alto para a secretaria e parceiros para a gente conseguir estruturar. Agora também estamos correndo atrás da parte de mobiliário. A gente precisa até final do ano estar com as aquisições todas em dia”, informou.

“A CST pode ajudar com emendas para a saúde mental, para aquisição de bens permanentes ou para custeio. No custeio entra a parte da manutenção do serviço, artigos de arteterapia e outras questões que trabalham a saúde mental”, aponta Darci Bezerra. Ela ainda conta que as ações em andamento contam com recursos buscados pela CST da Saúde Mental e também de parcerias com o Ministério Público do estado e Ministério da Saúde. Além das obras, estão no planejamento a oferta de leitos de saúde mental no Antigo Pronto Socorro, até o fim do ano, e no Hospital Municipal (HMC), até outubro. A construção de duas residências terapêuticas está prevista para ocorrer de janeiro a dezembro de 2026.

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O presidente da CST, deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), se comprometeu a buscar os recursos solicitados durante o encontro. “Hoje a prefeitura, por meio da nova secretária, nova equipe, apresentou o cronograma de execução das obras, que já tem recursos colocados por nós. E também vieram pedir mais recursos. E nós vamos atrás disso e vamos conseguir com certeza absoluta”, garantiu.

Avallone também destacou a emenda de R$ 88 milhões incluídas no Plano Plurianual (PPA) que reserva R$ 22 milhões por ano, durante quatro anos, para custeio da saúde mental no estado. “Com isso, no ano passado, seis municípios criaram o CAPS I por essa iniciativa feita pela Câmara Temática junto ao governo do estado, que colocou o recurso. Esse ano mais onze vão ser criadas”, disse o presidente da CST.

“Nós vivemos numa grande pandemia de saúde mental. Os números de suicídios são assustadores. A nossa juventude está sofrendo muito. As mães atípicas, as famílias também. Nós temos realmente um processo grave e que precisa da união de todos. E é isso que a gente vê aqui na Câmara Setorial Temática que já está há dois anos e meio se reunindo. Nós conseguimos avanços importantíssimos. Mas os problemas são muito grandes. Então, por mais que a gente tenha avançado, ainda temos problemas gravíssimos para serem resolvidos”, finalizou Avallone.

Fonte: ALMT – MT

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Realidades do interior podem inspirar reportagens para o Troféu Parlamento

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As diferentes realidades dos municípios de Mato Grosso podem render boas pautas para a segunda edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento. A proximidade com as comunidades, o conhecimento das particularidades locais e o acesso a personagens e histórias do cotidiano são características que podem contribuir para reportagens relevantes e de interesse estadual.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Itamar Perenha, a participação de profissionais do interior amplia a diversidade de trabalhos apresentados na premiação. Segundo ele, apesar da concentração da mídia corporativa na capital, os jornalistas que atuam nos municípios estão diariamente diante de situações que podem resultar em reportagens de qualidade. “O Troféu Parlamento, ao incluir esses trabalhos, amplia o reconhecimento e incentiva a prática de um jornalismo cada vez mais qualificado”, afirma.

A coordenadora do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Rosceli Kochhann, destaca que a diversidade regional é uma oportunidade para estudantes e profissionais desenvolverem um olhar mais atento para as demandas da população. “Boas pautas nascem da pluralidade de experiências e da amplitude das percepções de mundo. O Mato Grosso é um estado diverso, onde cada região tem suas particularidades”, frisa.

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Segundo Rosceli, uma pauta que surge em um município nem sempre está restrita àquela localidade. “Uma ação desenvolvida em uma comunidade específica pode, por vezes, inspirar ações que resolvam problemas encontrados em outros espaços e realidades”, afirma.

Essa perspectiva dialoga diretamente com o tema desta edição, “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”. Para a professora, o jornalismo tem papel importante ao tornar acessíveis informações sobre leis, projetos e debates do Legislativo e mostrar como eles repercutem na vida da população.

Inscrições – O Prêmio ALMT de Jornalismo recebe, até 9 de novembro, trabalhos em cinco categorias: reportagem em texto, fotojornalismo, telejornalismo, radiojornalismo e universitário. Podem participar trabalhos publicados em veículos de imprensa ou produzidos em instituições de ensino superior sediadas em Mato Grosso.

Para Itamar, os profissionais do interior devem aproveitar a oportunidade para apresentar suas melhores produções. “Para participar do Troféu Parlamento, tanto na edição presente quanto nas edições futuras basta disposição, boa vontade e aplicação”, afirma.

Na categoria universitária, o prêmio também estimula estudantes a conhecerem o trabalho do Legislativo e seus impactos na sociedade, contribuindo para o amadurecimento das pautas. “Eles se sentem motivados a buscar informação sobre projetos que estão sendo propostos, promovem debates buscando compreender a aplicabilidade prática desses projetos para, assim, amadurecerem suas pautas”, afirma Rosceli.

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Segundo ela, a premiação também reconhece produções que muitas vezes não encontram espaço para publicação. “Circular as suas produções em espaços como os prêmios torna-se uma forma de reconhecer o trabalho por eles desenvolvido e estimular a produção de novas boas pautas”, diz.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.trofeuparlamento.com.br, onde também está disponível o regulamento.

Serão premiados os três melhores trabalhos de cada categoria. O primeiro lugar receberá R$ 30 mil e o Troféu Parlamento; o segundo, R$ 20 mil e placa de homenagem; e o terceiro, R$ 10 mil e placa de homenagem.

Na primeira edição, foram inscritos 293 trabalhos de 19 municípios mato-grossenses, reforçando a diversidade da produção jornalística no estado.

Fonte: ALMT – MT

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