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Governos de MT e Federal discutem importância dos planos de contingência municipais para resposta a desastres

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O Governo de Mato Grosso discutiu com a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, a importância do plano de contingência para a gestão de riscos de desastres no Estado.

O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, recebeu o secretário nacional, Wolnei Wolff, na tarde desta terça-feira (13.5), no Palácio Paiaguás.

Na ocasião, Fábio Garcia destacou que a Defesa Civil de Mato Grosso está à disposição para apoiar os municípios nas ações necessárias para o mapeamento dos riscos e na elaboração do plano, e ressaltou a importância do planejamento de ações integradas para atender a população de forma rápida e eficiente em caso de necessidade.

“É preciso estruturar as Defesas Civis dos municípios para que possamos estar preparados para os eventos de mudanças climáticas, que podem ser cada dia mais corriqueiros. É importante que as prefeituras estejam preparadas para, junto com o Governo do Estado e a Defesa Civil Nacional, enfrentar esses eventos, principalmente nas épocas de chuva, que nos leva a ter alagamentos, rompimentos de barreiras e pontes, além da época de seca, que tem sido marcada pelos incêndios florestais. Sem planejamento não vamos conseguir mitigar, da melhor forma possível, esses incidentes”, avaliou o chefe da Casa Civil.

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O plano de contingência é um documento estratégico que mapeia os riscos de desastres nos municípios, como enchetes e deslizamentos, e estabelece uma série de protocolos que orientam a atuação dos órgãos nos casos de situação de emergência ou calamidade pública.

O secretário nacional de Defesa Civil, Wolnei Wolff, ressaltou que o documento é fundamental para que o Governo Federal possa enviar recursos para auxiliar as prefeituras a mitigar os riscos, e que as coordenadorias municipais precisam ser capacitadas para construir o planejamento.

“As prefeituras precisam dar importância para os planos de contigência. As mudanças climáticas nos impõe situações de desastres cada vez mais frequentes e intensas. Isso não vai mudar no curto prazo, e a tendência é ficar mais impactante, como as chuvas no Rio Grande do Sul no ano passado. Então, os prefeitos precisam colocar a mão na consciência, capacitar as suas defesas civis e fazer a sua parte”, afirmou.

O secretário adjunto de Defesa Civil de Mato Grosso, coronel BM César Brum, enfatizou que o Estado está pronto para ajudar os municípios e ressaltou a importância da estruturação das coordenadorias municipais.

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“A Defesa Civil Estadual tem atuado de forma cooperada com a União e as prefeituras quando algum município enfrenta uma situação de emergência que não pode solucionar sozinho. Prontamente, nós apoiamos os municípios e vamos a campo para que a comunidade local possa voltar à normalidade o mais rápido possível, no entanto, é fundamental que os municípios estruturem as equipes de Defesa Civil para dar uma resposta eficiente à população”, disse.

A elaboração do plano de contingência vai ser tema de capacitação no Tribunal de Contas do Estado (TCE) entre esta quarta e sexta-feira (14 e 16.5). O evento vai contar com a participação do secretário nacional, Wolnei Wolff, além de apoio da Defesa Civil do Estado e Corpo de Bombeiros.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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