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Teatro Zulmira Canavarros garante entretenimento e diversidade cultural e imprime responsabilidade social

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Há uma década, o Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, anexo à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), se consolidou como um dos principais polos de cultura no estado. Com arquitetura grandiosa e estrutura imponente, o espaço é o maior teatro de Mato Grosso, contando com foyer, palco multifuncional e capacidade para 769 espectadores.

Em 2025, sob a gestão do secretário de Integração Social e Cidadania da ALMT, Edevandro Guandalin, o teatro segue com uma programação intensa e plural, que combina arte, cultura e solidariedade. A agenda inclui desde espetáculos teatrais e shows musicais até palestras e eventos beneficentes voltados à transformação social.

Segundo Guandalin, um dos focos da atual gestão é democratizar ainda mais o acesso ao teatro. “A agenda contempla apresentações pagas e ações sociais, para permitir que pessoas em situação de vulnerabilidade também tenham a oportunidade de vivenciar o teatro, muitas delas pela primeira vez. Temos planos para buscar parcerias que viabilizem a participação gratuita de alunos da rede pública e suas famílias. O encantamento é geral quando conseguimos proporcionar essa experiência”, afirmou.

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A superintendente administrativa do teatro, Daniella Paula de Oliveira, comemora o crescente sucesso de público. “Este ano já recebemos o escritor Fabrício Carpinejar, com a palestra ‘Transformação pelo Afeto – Que ninguém seja invisível ao seu lado’, e estamos preparando duas apresentações do Grupo Cidarta, previstas para junho e dezembro”, destacou.

Ela também reforça o papel democrático do espaço. “Nestes 10 anos, o teatro tem recebido desde grandes nomes nacionais até grupos comunitários. Mantemos uma programação gratuita para estudantes e realizamos ações sociais como o Dia das Mães, Dia das Crianças e a tradicional festa de Natal”, pontuou.

Com a incorporação à Secretaria de Assistência Social e Cidadania, a expectativa é ampliar ainda mais o alcance das atividades culturais. “A proposta é romper barreiras e promover o acesso à cultura de forma cada vez mais inclusiva. A agenda inclui simpósios, congressos, palestras e shows, sempre com esse espírito democrático”, completou Daniella.

Para ficar por dentro de toda a programação, acesse o instagram @zulmiracanavarros. Para o mês de junho, atrações confirmadas como o Miss Cuiabá Teen e Recital Dunga Rodrigues. A atração nacional será o Teatro Tapete Voador, de Recife, que se apresentará nos dias 9,10 e 11 de junho.

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Já para o mês das férias escolares em julho, a diversão será garantida com Nico e Lau; a comédia ‘Os melhores do mundo’, com Bruno Dantas; palestra sobre o combate à violência doméstica, da Procuradoria Especial Mulher e o simpósio sobre a capacitação dos profissionais de mídia, instituições sociais e religiosas.

Em agosto, o espaço sediará um debate ampliado sobre a produção de cacau em Mato Grosso; espetáculos com Gio Lisboa e também com o Padre Patrick, além do show de Pescuma, Henrique e Claudinho e um Festival de Dança de Jovens.

A programação segue em setembro com foco no Bazar Solidário, que será no dia 5; show Aba Cover do Monge; palestras motivacionais; apresentação do corpo musical da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), e muito mais, acesse e confira.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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