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Auditoria do TCE-MT aponta falhas na Central de Regulação do Hospital São Benedito

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Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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Conselheiro-relator, Waldir Teis. Clique aqui para ampliar.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apontou que uma série de falhas na Central de Regulação do Hospital Municipal São Benedito, em Cuiabá, resultou em internações feitas sem autorização, atendimentos por meio de fila paralela e distorção de dados em sistemas oficiais. As irregularidades ocorreram entre 2016 e 2018 e foram constatadas em auditoria de conformidade sob relatoria do conselheiro Waldir Teis, apreciada na sessão plenária desta terça-feira (10).

No período, o hospital deveria funcionar exclusivamente como unidade de “porta fechada”, com acesso regulado. No entanto, foram identificados casos de atendimentos diretos, sem encaminhamento prévio, e registros inseridos nos sistemas apenas após a internação, por exemplo. “Essa prática desorganiza todo o sistema de regulação do SUS e prejudica diretamente os usuários que aguardam por atendimento na fila oficial”, afirmou o relator.

A auditoria demonstrou que apenas 1,80% das autorizações de internação hospitalar (AIHs) seguiram todas as etapas exigidas pela Central de Regulação. Em 83% dos casos, a solicitação de regulação foi feita depois da internação, e em situações extremas, o pedido só ocorreu mais de 400 dias após o atendimento.

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Outro ponto levantado na fiscalização foi a divergência entre os dados do Sistema Nacional de Regulação (SISREG) e do Sistema de Informação Hospitalar do SUS (SIHD). Enquanto o primeiro indicava tempo médio de internação superior a 60 dias, o segundo registrava que mais de 90% dos atendimentos foram encerrados em até 10 dias.

“Houve distorção nos dados, perda de governança e, possivelmente, até redução no repasse de recursos federais ao município. A inserção retroativa de informações no sistema nacional de regulação compromete não apenas a gestão do acesso à saúde, mas também a qualidade dos dados usados para planejamento e controle”, acrescentou Teis.

Diante do exposto, o relator acolheu o parecer do Ministério Público de Contas (MPC) e emitiu uma série de recomendações à atual gestão municipal, voltadas à padronização dos fluxos de atendimento, regularização do uso dos sistemas e melhoria na governança da política de regulação hospitalar.

Além disso, determinou que a prefeitura providencie o instrumento de pactuação e transferência de recursos financeiros, firmado com a Empresa Cuiabana de Saúde Pública para operacionalização do hospital, com metas de atendimento e execução orçamentária definidas conforme as regras de controle do Ministério da Saúde.

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Por fim, encaminhou o processo à Comissão Permanente de Saúde, presidida pelo conselheiro Guilherme Maluf, para acompanhamento das providências. “São medidas que visam evitar a recorrência dos problemas identificados e garantir que os princípios do SUS, como universalidade e equidade, sejam respeitados”, concluiu Teis.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
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Fonte: TCE MT – MT

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TCE-MT apresenta prática da LGPD em workshop do Governo do Estado

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TCE-MT apresenta prática da LGPD em workshop do Governo do Estado. Clique aqui para ampliar

O processo contínuo de adequação do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi destaque durante o II Workshop LGPD na Prática para Encarregados, promovido pela Secretaria Adjunta de Planejamento e Governo Digital da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) na última semana.

O evento buscou fortalecer a governança em proteção de dados pessoais e promover a cultura institucional alinhada à LGPD, expondo aos encarregados de proteção de dados pessoais da administração estadual um modelo concreto de implementação que possibilita a consolidação da prática mesmo em estruturas públicas complexas.

Em sua apresentação, o encarregado de proteção de dados (DPO) e secretário-adjunto de Inovação e Inteligência Artificial da Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação (SETI) do TCE-MT, Valteir Teobaldo Santana de Assis, destacou que a conformidade à LGPD não se resume à edição de atos normativos, mas envolve a consolidação de uma estrutura permanente de governança, gestão de riscos, capacitação institucional e revisão de fluxos internos de tratamento de dados, sempre com aval da alta gestão.

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O II Workshop LGPD na Prática para Encarregados foi realizado pela Seplag.

“Ao inspirar confiança nos novos encarregados, alinhamos as expectativas em um ambiente regulatório ainda em processo de consolidação. A cultura de proteção de dados, quando internalizada como valor institucional, converte-se em mecanismo de redução de riscos, aumento da transparência e reforça a confiança da sociedade nas instituições públicas”, defendeu Teobaldo.

Para exemplificar, foram compartilhadas as etapas adotadas pelo TCE-MT no processo de adequação, como a criação de políticas internas, definição de responsabilidades, mapeamento de operações de tratamento e integração entre áreas técnicas e estratégicas. “A aderência à LGPD deve ser um processo dinâmico e evolutivo, orientado por critérios de accountability, um princípio que exige não apenas conformidade, mas capacidade de demonstrá-la de forma objetiva e documentada”, completou o DPO.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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