Ministério Público MT

Júri condena PM por tentativa de homicídio contra adolescente

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O Tribunal do Júri reconheceu as duas qualificadoras apresentadas na denúncia pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e condenou o policial militar Ricker Maximiano de Moraes a 12 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, por tentativa de homicídio qualificado contra um adolescente. A sentença foi anunciada após mais de 11 horas de julgamento, nesta terça-feira (08), no Fórum de Cuiabá.O réu foi condenado nos termos da pronúncia pelo crime ocorrido em 2018, em Cuiabá. O PM foi denunciado por motivo fútil, considerando que o suspeito atirou por não gostar de ter sido observado durante uma discussão, e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.“O Ministério Público mostrou aos jurados que a defesa se baseava numa farsa, uma mentira inclusive inventada pelo Ricker, no sentido de que, por serem jovens caminhando juntos num bairro à noite, isso justificaria a atitude dele, o que foi totalmente derrubado. No fim, o Ricker mesmo assim sustentou a legítima defesa, algo que não houve”, explicou o promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes.Conforme relatado na época, a vítima estaria indo para casa ao lado de dois amigos, também adolescentes, na Avenida General Melo, quando passou ao lado de Ricker, que estava discutindo com a então namorada. O policial militar atirou pelas costas e atingiu um dos adolescentes.“A farsa dele, de que os jovens tentaram assaltar, foi totalmente derrubada com a análise das imagens das câmeras e dos laudos constantes nos autos. A defesa tentou confundir os jurados, mas os jurados, já experientes, não caíram nesse engodo. Eu demonstrei o caráter dele, ou a falta de caráter, o desvio de caráter, nesse sentido de o tempo todo, ser uma pessoa dissimulada, falsa, mentirosa, ali nos autos. Demonstrei também que ele, por ser uma pessoa preparada, tinha o dever de não agir da forma como agiu, e que essa atitude dele envergonha a Polícia Militar”, explicou o promotor de Justiça.Feminicídio — No dia da tentativa de homicídio, o policial militar discutia com a então namorada Gabrieli Daniel de Sousa. Neste ano, no dia 25 de maio, ele a matou com três tiros na residência do casal, localizada no bairro Praeiro. O crime ocorreu na frente dos dois filhos pequenos, de 2 e 5 anos, que testemunharam toda a cena.O Ministério Público de Mato Grosso denunciou Ricker Maximiano de Moraes por feminicídio qualificado, considerando agravantes como violência doméstica, presença de descendentes, o fato de a vítima ser mãe de crianças e o uso de recurso que dificultou a defesa. Além disso, o MPMT requereu o julgamento pelo Tribunal do Júri, a condenação do réu, além de reparação por danos morais e materiais às vítimas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Rondonópolis e Itiquira aderem à campanha eleitoral sustentável

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Com o objetivo de prevenir a poluição ambiental e visual decorrente da propaganda eleitoral, o Ministério Público Eleitoral (MPEMT) e a Justiça Eleitoral lançaram o “Protocolo de Intenções para Campanha Eleitoral Limpa e Sustentável – 2026”. A pactuação foi realizada no dia 28 de agosto, na sede das Promotorias de Justiça de Rondonópolis (218 km de Cuiabá).O protocolo, que busca promover práticas sustentáveis durante o processo eleitoral nos municípios de Rondonópolis e Itiquira, foi elaborado pelos promotores eleitorais Fábio Paulo da Costa Latorraca e Antonio Moreira da Silva, que atuam perante a 10ª e a 46ª Zonas Eleitorais, respectivamente, em parceria com os juízes eleitorais Francisco Rogério Barros e Wagner Plaza Machado Junior.De caráter pedagógico, preventivo, voluntário e colaborativo, o instrumento estabelece compromissos voltados à mitigação dos impactos ambientais causados pela propaganda eleitoral.Entre as medidas previstas estão a redução do uso de materiais impressos, o incentivo a ferramentas digitais de comunicação, a utilização de materiais recicláveis ou biodegradáveis, a promoção da reciclagem e a adoção de ações para evitar o descarte irregular de santinhos e outros impressos em vias públicas.Uma das principais preocupações da iniciativa é combater o chamado “derramamento de santinhos”, prática considerada crime eleitoral quando realizada nas proximidades dos locais de votação. Para isso, o protocolo prevê ações preventivas e orientações às equipes de campanha, além do planejamento para recolhimento e destinação ambientalmente adequada dos materiais remanescentes ao término do período eleitoral.O documento também define a participação da Cooperativa de Trabalho dos Catadores e Catadoras de Material Reciclável Nova Esperança, responsável pelo recebimento e processamento das sobras de material de campanha.Conforme pactuado, impressos, panfletos, cartazes, santinhos, banners e faixas poderão ser entregues diretamente à cooperativa, garantindo destinação ambientalmente correta aos resíduos gerados durante as eleições. O protocolo prevê ainda horário excepcional de funcionamento da cooperativa para recebimento desse material.Aderiram ao protocolo o MDB de Itiquira, os partidos Cidadania, PT, PSD, PSOL, PV e Podemos, de Rondonópolis, além da Cooperativa Nova Esperança, da Secretaria Municipal de Administração de Rondonópolis e do representante do Município de Itiquira. As adesões foram formalizadas por meio de assinatura do documento ou de termos posteriores de adesão.Embora diversas legendas e federações partidárias tenham sido oficialmente notificadas sobre a proposta, algumas não compareceram à reunião de pactuação nem formalizaram adesão ao instrumento.O protocolo permanecerá vigente até o dia do pleito eleitoral de 2026.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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