O adido de Assuntos Ambientais e Climáticos da Embaixada da Alemanha no Brasil, Timon Lepold, afirmou que Mato Grosso avançou na proteção das florestas, demonstrando que é possível produzir e preservar o meio ambiente.
“Mato Grosso é um exemplo importante no contexto brasileiro e internacional. O que precisamos é mostrar que podemos produzir alimentos e outros produtos e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente e os ecossistemas”, afirmou após o encerramento do evento Climate Talks.
Organizado pela Embaixada da Alemanha, com o apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Climate Talks promoveu discussões sobre os desafios da produção de alimentos com mais sustentabilidade, nesta terça-feira (8.7) no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Representantes de vários segmentos participaram dos debates.
Segundo a secretária adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Luciane Bertinatto, o órgão ambiental tem desenvolvido várias ações com o objetivo de instruir o produtor a cumprir a legislação ambiental.
“Mato Grosso tem muitos produtores que são responsáveis, que trabalham a produção aliada a questões econômicas, ambientais e sociais. Nosso estado tem mais de 60% da área preservada e a produção vem crescendo consideravelmente, o que prova que estamos no caminho certo”, afirmou.
Proprietário de áreas fragmentadas na região da Serra da Petrovina, no município de Pedra Preta, o produtor Fabrício Azevedo destacou que, atualmente, o foco não se restringe à produção, mas ao sistema como um todo.
“Começamos a olhar o solo de forma mais ampla, não somente para a plantação. Temos fechado parcerias com instituições de pesquisa para a realização de estudos para entendermos as necessidades de cada área”, afirmou.
Segundo a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia, Linacis Roberta Pinho da Silva Vogel Lisboa, Mato Grosso desenvolve várias ações que demonstram o compromisso com a produção sustentável. Entre os exemplos, ela citou as práticas de plantio direto, recuperação de pastagem, utilização de bioinsumos, produção de biocombustível, entre outros.
“Mato Grosso já está em um caminho concreto de produção sustentável. Cerca de 30% da produção de grãos do Brasil é de Mato Grosso, com 60% do nosso território preservado”, observou.
A série de eventos regionais e temáticos denominada “Climate Talks 2025 – Diálogo Climático Brasil-Alemanha, Perspectivas para a COP30” tem como objetivo fomentar uma melhor compreensão dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e das soluções que a economia circular e experiências locais podem trazer à agenda climática.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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