O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) reforça o alerta sobre o risco crescente de queimadas urbanas durante o período de estiagem e convoca a população a colaborar com a prevenção e o combate aos focos de incêndio, para manter os índices sob controle. A combinação entre baixa umidade, altas temperaturas e ventos intensos cria condições extremamente favoráveis à propagação do fogo, exigindo atenção redobrada e responsabilidade coletiva.
De acordo com dados da Diretoria Operacional do CBMMT, houve uma redução de 39,66% nas ocorrências de incêndios em vegetação, terrenos baldios e locais com lixo acumulado nas zonas urbanas, no período de janeiro a junho de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Neste ano, foram registrados 765 atendimentos, contra 1.268 no ano anterior.
O diretor Operacional do CBMMT, coronel BM Heitor Fernandes da Luz, afirma que esse resultado positivo, com redução da estatística, é fruto das ações preventivas, campanhas educativas e parcerias interinstitucionais do CBMMT com órgãos de fiscalização e proteção ambiental. Incêndios em áreas urbanas são proibidos durante todo o ano, independentemente da estação, e o Governo de Mato Grosso adota uma política de tolerância zero contra crimes ambientais.
O diretor destaca que, apesar da redução dos números em relação ao ano passado, o cenário pode se agravar com a intensificação da seca. Por isso, é imprescindível o apoio da população, que deve evitar o uso do fogo para limpeza de área e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ao identificar focos de incêndio ou situações de risco.
“É imprescindível o apoio da população, que deve evitar o uso do fogo para qualquer tipo de limpeza e comunicar imediatamente o CBMMT ao identificar focos de incêndio ou situações de risco”, afirmou o coronel.
A prática de atear fogo em áreas urbanas configura crime ambiental, sujeito a sanções administrativas e penais. Além de causar danos à natureza, as queimadas colocam em risco a saúde da população, a segurança de imóveis, vias públicas e vidas humanas. Em alguns casos, a inalação de fumaça pode agravar quadros respiratórios e provocar acidentes em função da baixa visibilidade em vias urbanas.
Como denunciar?
Qualquer cidadão pode comunicar queimadas ilegais ou focos de incêndio por meio do telefone de emergência 193. A denúncia pode ser feita de forma anônima e as informações recebidas são fundamentais para a atuação das equipes do CBMMT, promovendo a contenção dos focos e a responsabilização dos envolvidos, em parceria com as demais forças de segurança e órgãos ambientais.
O governador Otaviano Pivetta determinou, nesta quinta-feira (30.4), a retomada dos contratos dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que haviam sido encerrados no fim do mês passado.
“Em consideração à contribuição e ao histórico do serviço prestado, o Governo de Mato Grosso decidiu pela recontratação dos profissionais. O mais importante é garantir o atendimento à população. O Samu e o Corpo de Bombeiros vão seguir atuando juntos, com qualidade, rapidez e eficiência”, afirmou o governador.
A decisão foi tomada durante reunião com a Comissão de Saúde e representantes do setor, no Palácio Paiaguás.
Segundo a secretária-adjunta do Complexo Regulador da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Fabiana Bardi, a medida também define os procedimentos administrativos para o retorno dos profissionais.
“O governador decidiu que esses profissionais retomem seus postos aos quais eram vinculados. Todo o processo de retomada será feito em conjunto com a Seplag, conforme os procedimentos administrativos necessários”, explicou.
A enfermeira do Samu, Damares Figueiredo, destacou a importância da decisão para a continuidade do serviço. “Essa decisão do governador garante a continuidade do trabalho e traz segurança tanto para os profissionais quanto para a população. Com isso, conseguimos manter o atendimento dentro dos padrões do SUS, com qualidade e segurança. O Samu é um serviço essencial, que atende toda a população”, disse.
Também participaram da reunião a secretária adjunta de Administração Sistêmica da SES, Cristiane Mello, e os deputados estaduais Dr. João, Paulo Araújo e Lúdio Cabral.
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