AGRONEGÓCIO

Agronegócio amplia presença em conselho estratégico do governo

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O setor agropecuário ganhará mais espaço nas discussões sobre o futuro econômico do país a partir da próxima semana. O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como “Conselhão”, receberá novos representantes ligados ao agronegócio em sua composição, que conta com cerca de 200 integrantes e funciona como um órgão consultivo do governo federal.

O colegiado tem a missão de assessorar a Presidência da República em temas estratégicos, reunindo diferentes setores da sociedade civil, do empresariado e do meio acadêmico para debater soluções de longo prazo. Suas reuniões servem como um espaço de diálogo e formulação de propostas em áreas como desenvolvimento sustentável, transição energética, uso da terra e políticas de inclusão produtiva.

A entrada de novos integrantes ligados ao agro ocorre em um momento em que o governo busca estreitar laços com o setor, historicamente um dos motores da economia brasileira, mas que mantém distância do atual ciclo político.

Os novos conselheiros terão mandato até 2027 e devem levar pautas como a recuperação de terras degradadas, a ampliação do seguro rural, a criação de um fundo para catástrofes climáticas e a securitização de dívidas de produtores afetados por eventos extremos.

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A expectativa é que a participação mais ativa do segmento ajude a embasar políticas públicas e acordos comerciais, além de fortalecer a agenda de práticas sustentáveis no campo. O conselho já discute, por exemplo, a formação de um grupo de trabalho para tratar do reaproveitamento de áreas improdutivas, de forma a ampliar a produção sem necessidade de desmatamento.

Com a nova configuração, o “Conselhão” reforça seu papel de ponte entre governo e sociedade, abrindo espaço para que diferentes setores apresentem suas demandas e contribuam para decisões que impactam a economia e o meio ambiente nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

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No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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