MATO GROSSO

Escola de Música Cuiabana realiza show de encerramento no Cine Teatro Cuiabá nesta quarta-feira (30)

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A primeira Escola de Música Cuiabana realiza um show de encerramento gratuito, nesta quarta-feira (30.7), às 19h30, na Sala Anderson Flores do Cine Teatro Cuiabá. Com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a iniciativa ofertou aulas práticas e teóricas de instrumentos usados na música, dança e outras expressões da cultura cuiabana, como viola-de-cocho, mocho e ganzá.

De acordo com a coordenadora pedagógica e artística do projeto, a musicista, compositora e musicoterapeuta Josi Crispim, o projeto contou com orientação profissional especializada, permitindo a compreensão musical e ampliação de conhecimentos sobre os saberes da cultura mato-grossense.

“O projeto tem como objetivo dar oportunidade aos participantes de aprenderem a tocar os instrumentos utilizados no cururu, no siriri e em outros gêneros musicais também. Os inscritos tiveram ainda uma oficina sobre noções de confecção dos instrumentos, realizada no Ateliê do Mestre Alexandre em Várzea grande”, explica a musicista.

As oficinas ocorreram nas dependências da Paróquia Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, local simbólico da cultura cuiabana. Além das aulas, os participantes vivenciaram rodas de conversa conduzidas pelo aprendiz de mestre de cururu, como gosta de ser mencionado, o jovem cururueiro Vinicio Gonçalves.

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Sempre no início das aulas, os participantes tiveram ainda preparação vocal com a coralista Alize Bernardes, que é aluna do curso de Música da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

“Este projeto propôs e se propõem manter viva nossa cultura passando o conhecimento às novas gerações. E assim aumentar o número de tocadores e tocadoras de viola-de-cocho, mocho e ganzá, valorizando o patrimônio material e imaterial da cultura cuiabana e ribeirinha”, finalizou Josi Crispim.

O projeto Escola de Música Cuiabana é uma realização da Associação Ciranda – Barra do Garças, que foi viabilizada por emenda parlamentar atendida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Serviço | Show Escola de Música Cuiabana
Data: quarta-feira (30.7), às 19h30
Local: Cine Teatro Cuiabá (Sala Anderson Flores)
Entrada Gratuita

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sema monitora mais de 400 planos de manejo em execução no estado de Mato Grosso

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) monitora, atualmente, 402 planos de manejos autorizados e em execução. O Estado possui 5,2 milhões de hectares em áreas de manejo e a meta é chegar até 6,5 milhões até 2040.

Nesta quinta-feira (25.6), equipes do órgão ambiental participaram de uma imersão prática na Fazenda Leonel Bedin, em Ipiranga do Norte, onde cerca de 150 pessoas acompanharam em campo as etapas do manejo em uma área de 300 hectares.

A atividade integrou a programação da 6ª edição do Dia na Floresta, promovida pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem).


“Quando nós olhamos para as áreas de manejo, a incidência é de menos de 10% de desmatamentos posteriores e também não há incidência de incêndios florestais porque essas áreas possuem acessos e mantém toda uma estrutura”, destacou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

Ela explicou que o manejo florestal não se confunde com a supressão de vegetação. “A incidência de ilegalidade nos desmatamentos é superior do que em manejo florestais sustentáveis”, assegurou.

No manejo florestal, conforme a secretária, existem critérios a serem seguidos para o levantamento florestal e realização do inventário dos indivíduos existentes na área contemplada no projeto de manejo. A partir desses dados e levando em consideração a renovação da floresta, é estabelecida uma matriz com a indicação do quanto é possível ser extraído do manejo.


“O Brasil tem critérios técnicos muito mais especializados do que em os outros países, que não possuem um regramento que faça uma composição que considera a especificidade de cada área. Em Mato Grosso nós possuímos várias matrizes, pois as regiões são diferentes. Mas ao final, todos esses critérios levam para o objetivo principal que é manter a floresta para o novo ciclo”, ressaltou Lazzaretti.

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O processo para autorização do manejo florestal, segundo a secretária, começa com a elaboração do projeto pelo empreendedor. O órgão ambiental recebe todos os dados de forma digital, com 100% do inventariado e georreferenciado.

Na sequência, os dados são analisados pelos técnicos que atuam no licenciamento e se tudo estiver de acordo com a legislação, inclusive o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado, a Sema emite a autorização de exploração florestal.

“Com a emissão da autorização, nós temos uma estrutura de monitoramento e passamos a confrontar as imagens de área que nós temos com a exploração que acontece em campo e com a comercialização desses produtos no nosso sistema Sisflora 2.0, que acompanha o corte, a secção, o transporte e o comércio de todo o produto florestal deste manejo”, explicou.

Segundo a secretária, o monitoramento contínuo permite ao órgão ambiental acompanhar se a exploração está ocorrendo exatamente onde foi autorizada e se a árvore que foi cortada e informada no sistema é compatível com a que foi apresentada no projeto.

Para o presidente do Cipem, Gleisson Tagliari, o manejo representa um compromisso de longo prazo com a manutenção da floresta em pé, capaz de manter a área produtiva e preservada nas décadas seguintes.

“Quando você faz manejo florestal, assume um compromisso de garantir que aquela propriedade permaneça com floresta e que, daqui a 25 ou 30 anos, exista um novo ciclo de madeira. Ou seja, você promove também a conservação das nossas florestas. Levar esse conhecimento adiante traz mais credibilidade, mais visibilidade e gera mais confiança sobre o trabalho desenvolvido pelo setor”.

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Nas áreas de manejo, o corte das árvores é feito de maneira seletiva, respeitando o ciclo de vida dos indivíduos. Árvores que já cumpriram o seu papel na natureza são colhidas de forma estratégica, minimizando o impacto ambiental e dando espaço para que suas filhas possam crescer para proliferação da espécie.


Imersão na floresta

Durante a trilha técnica, os participantes percorreram trechos da floresta acompanhados por especialistas. A atividade contou com apoio tecnológico do aplicativo Madereiro, G2R Soluções tecnológicas, que fornece em tempo real o mapa da área, árvores catalogadas e a classificação das espécies por um sistema de cores.

Fechando o ciclo, os participantes visitaram a Madeireira São Miguel, em Sinop, para conhecer de perto as etapas da indústria, acompanhando a transformação de toras brutas em matéria-prima pronta para uso na construção civil, fabricação de móveis ou outros setores.

O Dia na Floresta 2026 contou com o apoio de diversas entidades, entre elas, a Sema, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), Universidade Federal de Mato Grosso, Corpo de Bombeiros Militar, Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (AMEF) e vários sindicatos.

Fonte: Governo MT – MT

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