Ministério Público MT

Após 22h de julgamento, três réus são condenados por assassinato

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Após mais de 22 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da Comarca de Sorriso condenou três réus pelo envolvimento no assassinato de Elvis Alves Rosa, ocorrido em abril de 2023. A sessão, presidida pelo juiz Rafael Depra Panichella, teve início às 8h da manhã de terça-feira (19) e foi concluída apenas na manhã desta quarta-feira (30).O promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino atuou na acusação e defendeu a tese de que o crime foi motivado por razão torpe e cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima. Além do homicídio qualificado, os réus também foram denunciados por porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada (pistola calibre 9 mm).Wesley Júnior da Silva foi condenado a 31 anos de reclusão; Gabriel dos Santos Marques, a 28 anos; e Talisson Venicius Dias de Oliveira, a 24 anos de reclusão.Segundo a denúncia do MPMT, os três réus planejaram e executaram o homicídio como forma de vingança, acreditando que a vítima teria furtado uma quantidade de entorpecentes.No dia do crime, os acusados tentaram invadir a casa da vítima, mas sem sucesso, perseguiram Elvis, o atropelaram enquanto ele trafegava de motocicleta com sua companheira e, em seguida, efetuaram diversos disparos de arma de fogo, impedindo qualquer chance de defesa.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios

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O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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