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Cejusc de Rondonópolis completa 10 anos com a promoção da solução consensual dos conflitos

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O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis celebra uma década de atuação em 2025, consolidando-se como referência em práticas autocompositivas e cultura da paz.

Desde 12 de agosto de 2015, quando foi instalado, o CEJUSC de Rondonópolis tem sua trajetória marcada por uma série de feitos, mutirões, campanhas, palestras, que ganharam notoriedade nacional, além de parcerias institucionais e, mais recentemente, por protagonizar um processo de aprovação de uma lei municipal que institucionaliza práticas restaurativas nas escolas do município.

Para se ter uma ideia do seu crescimento da unidade judiciária, em 2023, o Cejusc de Rondonópolis foi o responsável pelo maior número de demandas pré-processuais no Estado Mato Grosso, que são aqueles casos em que ainda não existe um processo judicial em andamento e os interessados procuram resolver uma questão de maneira amigável, resultando em aproximadamente 85% em acordo.

No mesmo ano, foram mais de 2 mil atendimentos, demonstrando um desempenho expressivo, reafirmando a confiança da população e a eficácia das soluções humanizadas adotadas pelo Cejusc.

A população conta com diversas ferramentas disponibilizadas pelo Cejusc, como o Programa Pai Presente, que assegura o reconhecimento voluntário da paternidade de forma simples, gratuita e humanizada, bem como as oficinas de parentalidade, que proporcionam a difusão de conhecimento sobre as situações envolvendo questões familiares.

A participação anual na Semana Nacional da Conciliação (SNC), promovida pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo NUPEMEC, é destaque. O ano de 2024, em especial, por meio do evento “Movimento Paz e Conciliação” mobilizou mais de 300 audiências, promovendo oficinas, premiações, palestras em universidades, rodas de conversa e um mutirão de renegociação de dívidas, envolvendo comércios, instituições públicas e comunidade acadêmica.

Muito além da conciliação e da mediação, o Cejusc de Rondonópolis também tem atuado na expansão da justiça restaurativa rendendo outros marcos importantes para o Poder Judiciário e para a comunidade. Mais especificamente em 2021 o Cejusc passou a atuar fortemente na cultura da paz impulsionado pelo espírito de seu juiz coordenador e de sua equipe, disseminando os círculos de construção de paz em escolas estaduais e municipais, fórum, sistema prisional e ambientes institucionais. Em 2023, por exemplo, foram realizados mais de 70 círculos em 21 escolas da rede estadual de educação.

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Outra marca institucional foi a que garantiu a aprovação da Lei Municipal nº 12.975/2023, que instituiu o Programa Municipal de Práticas de Construção de Paz nas escolas municipais de Rondonópolis, permitindo que as ações ganhassem respaldo legal, uniformização e, mais recentemente, estrutura para seu avanço nos ambientes escolares locais, com acesso a círculos de paz para estudantes das escolas, que somam cerca de 20 mil alunos.

Com uma atuação integrada entre o Poder Judiciário, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa, e o Poder Executivo, o CEJUSC tem promovido a capacitação contínua de facilitadores de círculos de paz, totalizando atualmente mais de 130 profissionais formados apenas na comarca de Rondonópolis.

“O Cejusc de Rondonópolis vem, ao longo desses 10 anos, se consolidando como um verdadeiro instrumento de transformação social. São inúmeros os avanços: ampliamos o acesso à justiça, reduzimos a litigiosidade, fortalecemos parcerias e levamos práticas restaurativas para espaços que antes pareciam inalcançáveis, como escolas, presídios e comunidades vulneráveis. Os números são expressivos e importantes, e seguimos com o compromisso de expandir essa cultura de paz de forma permanente e estruturada”, destaca o juiz coordenador do Cejusc, Wanderlei José dos Reis.

Questões sensíveis e que para muitos se mostravam complicadas, como divórcios, guarda de filhos, pensão alimentícia, reconhecimento e dissolução de união estável, cobranças e até desentendimentos entre vizinhos foram solucionadas por esse modelo simples e eficiente de atuação. Esses atendimentos proporcionam não apenas celeridade e economia processual, mas principalmente a escuta ativa das partes, a restauração dos vínculos familiares e comunitários e o resgate da autonomia dos envolvidos na construção das próprias soluções.

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“Celebrar essa data é reconhecer o impacto concreto que a justiça consensual e restaurativa tem produzido em nossa comarca. Não se trata apenas de números ou estatísticas, mas de vidas tocadas, relações restauradas e pontes construídas onde antes havia muros. Cada mutirão, cada círculo de paz, cada audiência conciliatória representa um passo rumo a uma sociedade mais empática, cooperativa e consciente. É motivo de orgulho ver nossa comarca ser referência estadual e nacional, e maior ainda é o compromisso que renovamos diariamente com a pacificação social e o fortalecimento do diálogo como ferramenta de transformação, sempre com o apoio institucional permanente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e do Núcleo de Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Gross”o, completou o magistrado.

Para o gestor judiciário João Batista Barbosa Santana o sucesso do Cejusc está no esforço coletivo de toda a equipe do Cejusc: magistrado, servidores, estagiários, parceiros institucionais e a própria comunidade. “Ao longo dos anos, temos trabalhado intensamente para garantir a eficiência dos serviços prestados e, ao mesmo tempo, promover uma justiça cada vez mais humanizada, centrada no diálogo, na escuta e no acolhimento das pessoas e ficamos orgulhosos por termos feito parte dessa história”.

Autor: Assessoria

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Escola da Magistratura amplia quadro de formadores e fortalece rede de capacitação do Judiciário

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Arte institucional com fundo em degradê verde. No topo, em letras brancas, aparece o título A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) publicou a Portaria n. 9/2026, que inclui 36 novos integrantes — sete magistrados(as) e 29 servidores(as) — no seu Quadro de Formadores(as), para fins de cadastro no Banco Nacional de Formadores (BNF), mantido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam).
A medida dá continuidade à política de fortalecimento da formação judicial desenvolvida pela Esmagis-MT desde a publicação do Ato n. 7/2024, que instituiu o Quadro de Formador(a) de Formadores(as) – Nível 1, composto por magistrados(as) e servidores(as) certificados em curso credenciado pela Enfam, com carga horária de 80 horas.
Assinada pelo diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, a portaria formaliza a inclusão de novos integrantes aptos a atuar em atividades de ensino, pesquisa e produção científica no âmbito da Escola, contribuindo para o aperfeiçoamento contínuo da magistratura e dos serviços judiciários em Mato Grosso.
Os(as) formadores(as) podem atuar em conferências, palestras, aulas e cursos de formação inicial e continuada, além da supervisão de pesquisas científicas e coordenação de produções acadêmicas relacionadas ao Sistema de Justiça, à magistratura e aos serviços judiciários.
A inclusão dos novos nomes também atende às diretrizes da Resolução Enfam n. 6/2025, que regulamenta o Banco Nacional de Formadores, reunindo profissionais qualificados para atuar em atividades de capacitação promovidas pelas escolas judiciais de todo o país.
Passam a integrar o Quadro de Formadores(as) da Esmagis-MT:
Magistrados(as)
Adair Julieta da Silva;
Frank Eugênio Zakalhuk;
João Alberto Menna Barreto Duarte;
Marcelo Ferreira Botelho;
Myrian Pavan Schenkel;
Olinda de Quadros Altomare;
Raíssa da Silva Santos Amaral.
Servidores(as)
Adriany Sthefany de Carvalho;
Alessandra Carvalho Mariano;
Alessandra Paiva Puertas Fernandes;
Alessandra Viana de Sousa Calestini;
Amanda Andrade de Toledo Perri;
Ana Carolina Ribeiro da Cunha Ferreira;
Angelo Fabricio de Souza Lima;
Bianca dos Anjos de Oliveira;
Cátia Valéria Maciel de Arruda;
Evelyne Rizziolli Corrêa;
Felipe Santana Vitoriano;
Filipe Santos Ribeiro de Oliveira;
Glaucio Chaim Correia;
José da Guia da Silva Miranda;
Julia Sebastiana Costa dos Santos;
Juliana Bolognesi Trindade Franco;
Kalia Ramos Miranda Farina;
Leandro Cezar Rey Leitão de Figueiredo;
Lucas Freitas Viana;
Maria Eterna Pereira Mello;
Marilza Conceição Lima da Silva Fleury;
Marina Soares Vital Borges;
Meire Rocha do Nascimento;
Paulo Luiz Batista Nogueira;
Rauny José da Silva Viana;
Reginaldo Rossi do Carmo;
Rogeria Borges Ferreira;
Verônica Brandão;
Vinicius Fernandes Alves.
A publicação da Portaria n. 9/2026 dá continuidade às ações iniciadas com o Ato n. 7/2024, que instituiu o Quadro de Formador(a) de Formadores(as) – Nível 1. Na sequência, a Portaria n. 11/2025 promoveu a primeira ampliação desse quadro, incluindo novos profissionais habilitados a atuar em atividades de formação, pesquisa e produção científica.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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