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Alunos de Cuiabá criam desenhos alertando riscos do bullying

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Trinta crianças matriculadas no 4º ano da EMEB (Escola Municipal de Educação Básica) Agostinho Simplício, localizada no bairro Poção, em Cuiabá, todas com 9 anos de idade, criaram desenhos durante as aulas de Educação Artística, expondo suas contrariedades às práticas de bullying e cyberbullying.

Trata-se de mais uma iniciativa do projeto “Bullying Acabou Aqui”, idealizado e executado pela Secretaria Municipal de Educação (SME).

A criatividade e a sinceridade dos alunos, expressas nos desenhos destinados à prevenção e conscientização sobre bullying e cyberbullying, estão expostas em cartazes nas paredes do pátio da EMEB Agostinho Simplício.

Há também cartolinas exibindo desenhos com ideias de combate ao bullying e cyberbullying feitos pelos estudantes da 1ª série, que têm seis anos.

A diretora da EMEB Agostinho Simplício, Maria Aparecida Ribeiro Martini, avalia que as atividades em sala de aula são primordiais para despertar a consciência das crianças a respeito de um tema tão importante e contemporâneo, que é o bullying e o cyberbullying.

“O ambiente escolar tem que ser pautado na disseminação da paz e do respeito. Quando o respeito se rompe, tudo cai por terra. Quando prevalece o respeito, não há agressão nem discriminação. A educação é essencial, por exemplo, para combater a estrutura do machismo, que tristemente se reflete no aumento do índice de feminicídio”.

O secretário municipal de Educação, Amauri Monge, destaca que a construção de um ambiente afetivo para as crianças nas escolas é prioridade da atual gestão municipal.

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“Professores e servidores estão engajados nesta ação e contamos com o apoio da família. O amor e a união são o que deve prevalecer nas escolas”, afirma o secretário.

Conscientização

O projeto “Bullying Acabou Aqui” já realizou, nos dias 26 e 27 deste mês, palestras para mais de 500 crianças de 9 a 11 anos matriculadas nas escolas Agostinho Simplício e Celina Fialho Bezerra.

As palestras são conduzidas pelo assessor pedagógico Edmilson Marques de Moraes, servidor efetivo da Prefeitura de Cuiabá e professor de História há 25 anos.

“Estamos cuidando do ser humano em sua essência. A criança é o futuro de um país. Por isso, é importante aprender desde cedo a respeitar o colega, independente de raça, religião ou condição social. Vivemos em um mundo onde as diferenças precisam ser compreendidas e respeitadas”, afirma.

Entenda

Bullying é um comportamento agressivo, repetitivo e intencional, que envolve um desequilíbrio de poder, usado para intimidar, humilhar ou envergonhar uma vítima.

Cyberbullying é o mesmo tipo de agressão, mas praticado através de meios digitais, como redes sociais, mensagens de texto e jogos online. Pode ser ainda mais invasivo por não ter limites de tempo ou espaço.

Quais os efeitos causados sobre a criança?

Depressão, baixa autoestima, ansiedade e abandono dos estudos são algumas das consequências mais comuns. De certa forma, o bullying é uma prática de exclusão social, cujos principais alvos costumam ser pessoas mais retraídas e inseguras. Essas características fazem com que muitas vítimas não peçam ajuda. Em geral, sentem-se desamparadas, com medo, intimidadas e com dificuldade em encontrar um adulto que as ouça sem julgamentos, que as ampare e tome as providências necessárias.

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Além dos traços psicológicos, as vítimas desse tipo de agressão podem apresentar particularidades, como problemas relacionados à obesidade, estatura ou deficiência física. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos. Também podem ocorrer com um novato, uma pessoa inteligente, neurodiversa ou até com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas.

Como os pais percebem que seu filho está sofrendo bullying?

Crianças e adolescentes que sofrem humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem ter queda no rendimento escolar, somatizar o sofrimento em doenças psicossomáticas e desenvolver traumas que influenciem traços de sua personalidade. Observa-se também uma mudança de comportamento. As vítimas tendem a se isolar, tornam-se agressivas e reclamam de dores físicas justamente na hora de ir para a escola.

Qual é o perfil de quem pratica o bullying?

Os agressores são geralmente os líderes da turma, os mais populares, aqueles que gostam de colocar apelidos nos mais frágeis. Assim como as vítimas, os agressores também precisam de ajuda psicológica. No futuro, essa criança ou jovem pode se tornar um adulto com comportamento de assediador moral no trabalho e, pior, adotar atitudes violentas, delinquentes ou criminosas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Audiência pública detalha revisão do contrato de água e esgoto e reforça atuação técnica da Cuiabá Regula

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A Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Cuiabá Regula) apresentou os resultados da segunda revisão ordinária do contrato de concessão dos serviços de água e esgotamento sanitário durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Cuiabá, na terça-feira (28). O encontro reuniu representantes do poder público, da concessionária, instituições técnicas e a sociedade civil para discutir ajustes contratuais, metas e impactos à população.

A audiência integra um processo mais amplo conduzido pela Prefeitura de Cuiabá, que tem como foco o equilíbrio contratual, a transparência e a participação social. Etapas anteriores incluíram consulta pública e debates técnicos com contribuições de instituições como a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Revisão contratual e impacto tarifário

A revisão ordinária, prevista em contrato e realizada a cada quatro anos, analisa possíveis desequilíbrios e a necessidade de ajustes para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços. O processo atual considera o período de maio de 2019 a abril de 2023.

Segundo o diretor-presidente da agência, Alexandre César Lucas, a revisão envolve a reavaliação de todos os pontos do contrato, com análise dos argumentos apresentados tanto pela concessionária quanto pelo município. “É um momento de rediscussão do contrato, sempre buscando o menor impacto possível para o cidadão”, afirmou.

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Para garantir isenção, a Cuiabá Regula contou com estudos independentes da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável pela análise jurídica, econômica e financeira dos pleitos.

Um dos principais pontos debatidos foi o possível impacto nas tarifas. A concessionária Águas Cuiabá apresentou pedidos que poderiam resultar em aumento significativo, com estimativas iniciais próximas de 30%.

No entanto, conforme explicou o diretor de Saneamento, Hemerson Leite, a análise técnica independente indicou um percentual substancialmente inferior. A decisão preliminar da agência fixou o índice em 0,32%, após revisão detalhada dos itens apresentados. Parte dos pleitos foi acolhida parcialmente, enquanto outros foram rejeitados ou seguem sob discussão judicial. O processo ainda está em fase recursal e pode sofrer ajustes.

Fiscalização, desafios e encaminhamentos

Durante a audiência, a agência também apresentou dados de fiscalização dos serviços. Entre junho de 2025 e janeiro de 2026, foram realizadas 919 vistorias, que resultaram em 288 relatórios e 204 notificações à concessionária.

A ouvidoria foi destacada como instrumento relevante, já que grande parte das FEmefiscalizações motivadas por reclamações da população resultou na identificação de irregularidades.

A audiência abordou ainda desafios estruturais, como a ampliação do atendimento em áreas irregulares. Atualmente, cerca de 120 bairros de Cuiabá ainda não contam com cobertura adequada de esgotamento sanitário. Também foram discutidos critérios de medição das metas contratuais, incluindo a necessidade de atualização de indicadores utilizados para calcular a cobertura dos serviços.

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Representantes da Águas Cuiabá apresentaram dados de investimentos realizados na cidade desde 2017, com expansão das redes de água e esgoto e execução de obras estruturantes. Entre os pontos levantados no debate estão intervenções urbanas decorrentes das obras, como a recomposição asfáltica, tema recorrente nas manifestações de moradores e parlamentares. A agência esclareceu que a avaliação técnica da pavimentação é atribuição da Secretaria Municipal de Obras, cabendo à reguladora atuar com base em relatórios técnicos.

As contribuições apresentadas durante a audiência, incluindo manifestações de representantes institucionais, parlamentares e cidadãos, serão consideradas na análise final.

A revisão ordinária segue para apreciação do Conselho de Saneamento e, posteriormente, para deliberação da diretoria da Cuiabá Regula, responsável pela decisão final.

O processo reforça o papel da regulação na busca por equilíbrio contratual, transparência e proteção do interesse público, ao mesmo tempo em que evidencia desafios para a ampliação e a melhoria dos serviços de saneamento na capital.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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