A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) leva, nesta segunda-feira (15.09), a Poconé (100 quilômetros de Cuiabá), o Seminário Alfabetiza MT, iniciativa voltada ao fortalecimento das práticas de alfabetização na rede pública estadual. A programação, iniciada às 10h30, inclui um bate-papo sobre o programa EducAção 10 Anos, que reúne 30 políticas e ações estratégicas para aprimorar a qualidade do ensino no estado.
Durante o evento, gestores escolares, coordenadores pedagógicos, professores e estudantes participam de debates sobre metodologias de ensino e estratégias para elevar os índices de alfabetização, além de reuniões de trabalho para identificar demandas locais e alinhar ações pedagógicas.
Na edição de 2025 do Alfabetiza MT, realizada em agosto, a Seduc destinou R$ 5 milhões a 100 escolas do Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano) com os melhores resultados em alfabetização em 2024. Cada unidade recebeu R$ 500 mil. Outros R$ 2,7 milhões foram distribuídos como apoio a outras 100 escolas, incentivando a continuidade de boas práticas.
Além disso, foram premiados Professores Alfabetizadores, Gestores Escolares e os 13 estudantes com as maiores proficiências em cada uma das Diretorias Regionais de Educação (DREs).
“Incentivamos práticas pedagógicas eficazes e mostramos que o esforço dos professores transforma realidades. O Alfabetiza MT apresenta resultados e, com este prêmio, queremos reforçar a importância da dedicação de cada profissional na vida dos estudantes”, afirmou o secretário de Educação, Alan Porto.
O secretário destacou, ainda, que a meta de alfabetização da rede pública, que era de 59,2% em 2024, foi superada, atingindo 60,59%. “Em 2025, também vamos ultrapassar os 83% estimados”, completou, agradecendo aos presentes pelo empenho e participação no resultado.
Sobre o Educação 10 anos, Alan Porto destacou que o objetivo é aprimorar a qualidade do ensino no estado por meio de 30 políticas e ações divididas em seis pilares estratégicos: impacto educacional, equidade e diversidade, tecnologia e educação, valorização profissional, gestão para resultados e infraestrutura.
À tarde, a programação continua com visitas às escolas estaduais Maria Helena de Araújo Bastos, Antônio João Ribeiro, Bacharel Ribeiro de Arruda, Frei Carlos Valette e Professor Eucaris Nunes Cunha Moraes, para avaliar necessidades de infraestrutura, formação de professores e apoio pedagógico.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informa que a vacina contra a meningite do tipo B não integra o calendário nacional de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, não é ofertada pelo Ministério da Saúde.
A vacina meningocócica B passou por análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec, mas a recomendação final foi pela não incorporação do imunizante ao sistema público. Em abril de 2026, o Ministério da Saúde publicou portaria oficializando a decisão.
Atualmente, a rede pública oferta os imunizantes meningocócica C e a meningocócica ACWY, que protegem crianças e adolescentes contra a forma grave da doença e ajudam a reduzir complicações e óbitos.
Além dessas vacinas específicas, o SUS também oferta a pneumocócica 10-valente e a pentavalente, que podem prevenir contra alguns tipos de meningite.
“É preciso combater a desinformação e deixar claro que o SUS não oferta a vacina contra meningite tipo B, nem que o Estado solicite, porque esse imunizante ainda não foi incorporado pelo Ministério da Saúde. Neste momento, a melhor estratégia é continuar incentivando a população a manter a vacinação dos outros tipos em dia”, alertou a secretária adjunta de Vigilância e Atenção à Saúde da SES, Alessandra Moraes.
A vacina meningocócica C é aplicada em crianças aos 3 e 5 meses de idade, com reforço aos 12 meses. Já a vacina meningocócica ACWY é destinada a adolescentes de 11 a 14 anos.
Conforme o painel de coberturas vacinais do Ministério da Saúde, Mato Grosso registra 93% de cobertura vacinal pela meningocócica C, 93% da pentavalente e 94% da pneumo10. “A vacinação é uma das principais formas de prevenção contra casos graves de meningite. É fundamental que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação atualizada”, acrescentou Alessandra.
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes infecciosos. As formas bacterianas são consideradas as mais graves e podem evoluir rapidamente.
Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sonolência e, em alguns casos, manchas avermelhadas pelo corpo. Ao apresentar sinais suspeitos, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente.
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