MATO GROSSO

Unidade móvel da Justiça Eleitoral mira eleitores da área urbana de Gaúcha do Norte

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A unidade móvel da Justiça Eleitoral de Mato Grosso fará uma parada na próxima semana no município de Gaúcha do Norte (distante 544 km de Cuiabá). O ônibus da Justiça Eleitoral Móvel (JEM), adesivado na cor azul, atenderá o eleitorado no período de 23 a 26 de setembro (de terça a sexta-feira), das 8h às 18h. O veículo ficará estacionado no pátio em frente à Prefeitura Municipal de Gaúcha do Norte, localizada na Av. Brasil, nº 1373. Levantamento que monitora a evolução do cadastramento biométrico no município indica que 85,78% do eleitorado vive na área urbana de Gaúcha do Norte.

“A gente tem um contingente de 1.418 eleitores que vivem na cidade, então o problema não é distância. A presença da unidade móvel quer oportunizar que cidadãos e cidadãs possam ter acesso à biometria. Fizemos divulgação em rádios, jornais, sites, grupos de WhatsApp, perfis de redes sociais da Prefeitura e da Justiça Eleitoral, além de carro de som. Enviamos recados aos familiares de eleitores que procuraram o posto eleitoral no município para que não percam essa oportunidade”, informa a chefe do cartório da 57ª Zona Eleitoral, Sandra Dias de Oliveira. A sede do cartório fica em Paranatinga, a 200 km de Gaúcha do Norte.

Panorama Municipal

Dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) indicam que, dos 6.576 eleitores aptos a votar, 74,86% já fizeram cadastramento biométrico, o que corresponde a 4.923 pessoas. Enquanto isso, 1.653 eleitores ainda não realizaram a biometria, o equivalente a 25,14%. Em Mato Grosso, a cobertura biométrica é de 89,66%, cerca de 2.266.364 eleitores. Faltam ainda 261.314 pessoas, ou 10,34% do eleitorado mato-grossense.

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A presença da unidade móvel no município reforça a campanha “Biometria 100%”, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE), que visa ampliar a coleta biométrica no Estado, em 2025, para no mínimo 98%. O foco do mutirão é o cadastramento biométrico, mas outros serviços também serão oferecidos à população, como alistamento (1º título), transferência, revisão, regularização de inscrição cancelada, emissão de segunda via e guia para pagamento de multas, entre outros.

Para ser atendido, basta levar documento oficial com foto e comprovante de endereço atualizado, que podem ser apresentados em versão física ou digital. Qualquer eleitor(a) pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso: não é necessário votar no local ou morar na cidade onde a ação é realizada.

Conforto e segurança

Para esta ação, o cartório da 57ª Zona Eleitoral levará toda a estrutura necessária para o atendimento dos eleitores. O ônibus é totalmente refrigerado, oferecendo conforto, segurança e comodidade. A linha de frente do atendimento será composta por cinco servidores, operando cinco kits biométricos. Cada kit é formado por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e cases para ambientação e transporte dos equipamentos.

Os itens são padronizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e permitem que o eleitor saia do mutirão já com o título eleitoral em mãos, além da orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título.

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A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada pessoa vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra no momento da votação.

No dia da eleição, o eleitor coloca o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica. Além das digitais, no cadastro biométrico também são atualizados outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes, como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros.

A biometria eleitoral representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança, a confiabilidade e a inclusão no processo de votação. Ela impede a duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove a acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições.

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem mostra a fachada moderna e colorida da Prefeitura de Gaúcha do Norte, identificado como Palácio Juscelino Kubitschek, um prédio com design curvo e grandes janelas de vidro espelhadas. A estrutura é pintada em tons de vermelho e amarelo. Na parte da frente, há um gramado e uma palmeira, e um grande painel preto de palco está montado em frente à entrada principal.

Fonte: TRE – MT

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MATO GROSSO

Polícia Civil mira grupo familiar envolvido na divulgação de jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23.4), a Operação Aposta Perdida, para cumprir 34 ordens judiciais contra um grupo criminoso composto por membros de uma mesma família, investigado por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.

As ordens judiciais incluem sete mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro cautelares de apreensão de passaporte e 10 bloqueios de contas físicas e jurídicas no valor de R$ 10 milhões. Todas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.

A investigação, conduzida por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), com apoio da Diretoria de Inteligência, identificou um esquema estruturado de obtenção de valores ilícitos por meio da divulgação e intermediação de plataformas ilegais de apostas, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”, que são consideradas ilegais por não estarem regulamentadas no país.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, além do município de Itapema, no Estado de Santa Catarina. Entre os principais alvos estão integrantes de um mesmo núcleo familiar, além de pessoas jurídicas ligadas ao grupo, que seriam utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos.

A operação tem como objetivo desarticular o esquema criminoso, interromper a circulação de valores ilícitos e aprofundar a coleta de provas, contribuindo para a responsabilização dos envolvidos.

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Jogos digitais e lavagem de dinheiro

Os elementos apurados apontaram que os investigados utilizavam redes sociais para promover os jogos, atraindo participantes com promessas de ganhos fáceis e elevados. O modelo de funcionamento apresentava características típicas de pirâmide financeira, em que os rendimentos dependiam da entrada de novos usuários.

Apontado como principal articulador do esquema, o alvo principal exercia papel central na movimentação financeira e na ocultação dos valores ilícitos ganhos com a divulgação dos jogos de azar, utilizando empresas e bens de alto valor para dar aparência de legalidade aos recursos.

As investigações também apontaram que os valores obtidos eram dissimulados por meio de empresas, movimentações financeiras fracionadas e aquisição de bens de alto valor, incluindo imóveis de luxo, veículos importados, como BMW, Land Rover e Porsche, e outros patrimônios incompatíveis com a renda declarada.

Há indícios ainda de uso de “laranjas” e empresas de fachada, bem como transações simuladas para dificultar o rastreamento financeiro. Relatórios técnicos produzidos ao longo da investigação evidenciaram movimentações milionárias, divergências fiscais e vínculos com outras pessoas investigadas por crimes semelhantes, além de conexões com plataformas e contatos internacionais associados a fraudes digitais.

Influencers

As investigações também apontaram o papel central da esposa e da cunhada do principal investigado, que atuavam como influenciadoras digitais no esquema criminoso e utilizavam suas redes sociais para promover plataformas ilegais de apostas, atraindo seguidores com promessas de ganhos fáceis e elevados.

Por meio de postagens frequentes, ostentação de resultados e divulgação de links para acesso aos jogos, as investigadas ampliavam o alcance das plataformas, muitas vezes utilizando contas demonstrativas para simular lucros. Além de fomentar a adesão de novos usuários, essa atuação contribuía diretamente para a geração de receitas ilícitas, posteriormente inseridas no sistema financeiro por meio de mecanismos de ocultação e dissimulação.

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Vida de alto padrão

O alto padrão de vida ostentado pelos investigados, considerado incompatível com a renda formal declarada, foi um dos pontos que chamou a atenção nas investigações.

Mesmo tendo como atividade econômica empresas de pequeno e médio porte, o grupo adquiriu, em um curto espaço de tempo, imóveis de alto padrão, veículos de luxo, realizou viagens frequentes e passou a ostentar elevado padrão financeiro nas redes sociais, sem lastro econômico lícito que justificasse tais aquisições.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

Fonte: Governo MT – MT

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