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“Sensação de impunidade é a principal causa da insegurança pública do país”, afirma governador

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O governador Mauro Mendes afirmou que a sensação de impunidade é um dos principais fatores que têm agravado o problema da insegurança pública no país.

Mauro participou, nesta sexta-feira (26.9), da 18ª edição do Encontro de Líderes, promovido pela Comunitas, em São Paulo.

O debate reuniu lideranças políticas e gestores públicos, entre eles os governadores Raquel Lyra (PE), Rafael Fonteles (PI), o deputado federal José Mendonça Bezerra Filho e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. A mediação foi da jornalista Andréia Sadi.

Segundo Mauro Mendes, o Brasil criou ao longo das últimas décadas um ambiente permissivo com o crime, resultado de um sistema burocrático, leis brandas e baixa efetividade das punições.

“A polícia prende, a Justiça condena, mas os criminosos cumprem um sexto, às vezes dois quintos da pena. Isso criou uma sensação de impunidade, que é real, e uma cultura de que o crime compensa”, afirmou.

O governador citou como exemplo o crescimento das facções criminosas dentro das cidades de todo o país, e a influência negativa sobre os jovens, especialmente nas periferias.

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“Em Mato Grosso, fazemos investimentos recordes em armamentos, viaturas, novas vagas em presídios, tecnologia. Mas não adianta apenas tratar a consequência. É preciso acabar com a causa de tudo isso, que são as leis frouxas que geram essa impunidade”, relatou.

Mauro Mendes pontuou que todos os 20 países mais seguros do mundo adotaram, em algum momento de sua história, penas severas para coibir o crime e construir uma sociedade que respeite as leis.

“Todos esses países tiveram, sem exceção, ou prisão perpétua ou pena de morte. Essa mudança no DNA da sociedade só aconteceu quando houve uma resposta firme do Estado. Enquanto o Brasil não tiver coragem de fazer o que é necessário, a Segurança vai continuar piorando”, finalizou.

Fonte: Governo MT – MT

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Comissão de Combate ao Trabalho Escravo promove seminário em Porto Alegre do Norte

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT) realizam, entre 16 e 19 de abril, o Seminário Regional Araguaia – Trabalho Escravo, Direitos Humanos e Participação Popular, em Porto Alegre do Norte (a 1.125 km de Cuiabá).

A presidente do Coetrae, Márcia Ourives, destacou que o município foi escolhido para receber o seminário após o resgate de 563 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma obra de usina de etanol no ano passado.

“O diálogo e a participação social são pilares fundamentais para a construção de uma política pública exitosa. O enfrentamento ao trabalho escravo não é diferente. Estamos aqui para dialogar e capacitar agentes e lideranças de direitos humanos, além de gestores públicos e autoridades competentes, que são atores importantes para o combate ao trabalho escravo em Mato Grosso”, reforçou.

A programação começou na tarde desta quinta-feira (16.4), com a visita técnica a uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis, voltada para a prevenção do trabalho escravo.

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No período noturno, foi realizada uma palestra educativa e apresentações sobre o tema aos alunos do modelo de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), da Escola Estadual Alexandre Quirino de Souza. Além de conhecer a realidade do trabalho escravo, os alunos também aprendem como denunciar e a quem recorrer para garantir seus direitos.

Para o estudante Matheus de Carvalho, 19 anos, que participou das apresentações, a visita do Coetrae à escola foi fundamental para mudar a percepção dos estudantes sobre o que é trabalho análogo à escravidão nos dias atuais.

“A vinda do Coetrae nos trouxe uma nova visão sobre o trabalho escravo, muito importante para os jovens da nossa idade que estão terminando os estudos e entrando no mercado de trabalho, para não nos tornarmos vítimas desse tipo de crime”, destacou.

A estudante Ruth Maria, 19 anos, pontuou que, além de ajudar os estudantes que estão começando a trabalhar, também ajuda a alertar a própria família, que não teve acesso à informação.

“Além de ser importante para nós que estamos começando a trabalhar, essa informação é muito importante para nossa família, pois muitos não têm essa informação e não conhecem o que é estar refém do trabalho escravo, porque, sem ajuda, não conseguem sair”, reforçou.

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As atividades continuam nesta sexta, sábado e domingo, com visitas técnicas, encontros com autoridades, palestras e mesas-redondas acerca do tema no município.

Fonte: Governo MT – MT

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