Dois criminosos, envolvidos em um crime de furto qualificado ocorrido em uma loja na região central de Várzea Grande, foram presos em flagrante pela Polícia Civil de Mato Grosso, na quinta-feira (16.4), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos do município (Derf-VG).
Os suspeitos, com diversas passagens criminais, são conhecidos pela prática de crimes patrimoniais. Eles foram autuados em flagrante pelo crime de furto qualificado pelo rompimento de obstáculo e concurso de pessoas.
O crime ocorreu durante a madrugada em uma loja de variedades no centro da cidade. Para invadir o local, os suspeitos utilizaram ferramentas para arrombamento, entre elas um alicate de corte industrial, para romper o cadeado da grade de entrada. Em seguida, eles quebraram a porta de vidro com chutes e invadiram o local.
Dentro da loja, os criminosos subtraíram diversos produtos, incluindo mais de 100 relógios, diversas peças de roupa, bonés, perfumes, carteiras, óculos, eletrônicos e outros itens, que foram colocados em sacolas e levados pelos suspeitos.
Assim que acionada, a equipe da Derf-VG realizou análise das imagens de segurança e identificou os autores do crime. Diante das informações, os policiais iniciaram diligências em diferentes pontos da cidade, especialmente em áreas onde suspeitos costumam se esconder, e localizaram os dois investigados em uma região de mata no bairro Ponte Nova.
Ao perceberem a aproximação policial, eles tentaram fugir e desobedeceram às ordens de parada, porém acabaram detidos. Com eles, os policiais apreenderam a mochila utilizada no crime, contendo as ferramentas de arrombamento, incluindo o alicate empregado para romper o cadeado da loja. Questionados sobre os produtos furtados, os suspeitos confirmaram o envolvimento no crime, mas disseram que trocaram os itens por entorpecentes.
Segundo a delegada titular da Derf-VG, Elaine Fernandes, os dois presos possuem histórico de envolvimento em crimes patrimoniais, sendo que um deles já responde a processo por roubo, e o outro possui registros anteriores, incluindo condenação por tentativa de latrocínio.
Diante das evidências, os suspeitos foram conduzidos à delegacia, interrogados e autuados em flagrante por furto qualificado, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT) realizam, entre 16 e 19 de abril, o Seminário Regional Araguaia – Trabalho Escravo, Direitos Humanos e Participação Popular, em Porto Alegre do Norte (a 1.125 km de Cuiabá).
A presidente do Coetrae, Márcia Ourives, destacou que o município foi escolhido para receber o seminário após o resgate de 563 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma obra de usina de etanol no ano passado.
“O diálogo e a participação social são pilares fundamentais para a construção de uma política pública exitosa. O enfrentamento ao trabalho escravo não é diferente. Estamos aqui para dialogar e capacitar agentes e lideranças de direitos humanos, além de gestores públicos e autoridades competentes, que são atores importantes para o combate ao trabalho escravo em Mato Grosso”, reforçou.
A programação começou na tarde desta quinta-feira (16.4), com a visita técnica a uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis, voltada para a prevenção do trabalho escravo.
No período noturno, foi realizada uma palestra educativa e apresentações sobre o tema aos alunos do modelo de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), da Escola Estadual Alexandre Quirino de Souza. Além de conhecer a realidade do trabalho escravo, os alunos também aprendem como denunciar e a quem recorrer para garantir seus direitos.
Para o estudante Matheus de Carvalho, 19 anos, que participou das apresentações, a visita do Coetrae à escola foi fundamental para mudar a percepção dos estudantes sobre o que é trabalho análogo à escravidão nos dias atuais.
“A vinda do Coetrae nos trouxe uma nova visão sobre o trabalho escravo, muito importante para os jovens da nossa idade que estão terminando os estudos e entrando no mercado de trabalho, para não nos tornarmos vítimas desse tipo de crime”, destacou.
A estudante Ruth Maria, 19 anos, pontuou que, além de ajudar os estudantes que estão começando a trabalhar, também ajuda a alertar a própria família, que não teve acesso à informação.
“Além de ser importante para nós que estamos começando a trabalhar, essa informação é muito importante para nossa família, pois muitos não têm essa informação e não conhecem o que é estar refém do trabalho escravo, porque, sem ajuda, não conseguem sair”, reforçou.
As atividades continuam nesta sexta, sábado e domingo, com visitas técnicas, encontros com autoridades, palestras e mesas-redondas acerca do tema no município.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.