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Agrovila João Ponce de Arruda, em Campo Verde, recebe mutirão eleitoral para biometria

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A Justiça Eleitoral promove nesta quinta (2) e sexta-feira (3) mutirão eleitoral na Agrovila João Ponce de Arruda, zona rural de Campo Verde (município distante 132 km de Cuiabá). O atendimento está previsto para o horário das 14h às 18h. O foco da ação é o cadastramento biométrico de eleitores, mas outros serviços também serão oferecidos, tais como: alistamento (primeiro título), revisão, transferência, mudança de domicílio e emissão de segunda via do título de eleitor, além da emissão de guia de recolhimento para pagamento de multas.

O mutirão eleitoral faz parte da estratégia da campanha Biometria 100%, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT), que tem como objetivo alcançar, ainda este ano, a meta de, no mínimo, 98% de cadastramento biométrico no Estado. O cartório da 12ª Zona Eleitoral levará para o mutirão toda a estrutura necessária para o atendimento do eleitor. Serão duas servidoras e dois kits biométricos. Cada kit é composto por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e cases para ambientação e transporte dos equipamentos, padronizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para receber atendimento, basta levar documento oficial com foto e comprovante de endereço atualizado, que podem ser apresentados em versão física ou digital. No mutirão, o cidadão ou a cidadã já sai com o título de eleitor em mãos, além de receber orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título. Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso: não é necessário votar no local ou morar na cidade onde a ação é realizada.

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A iniciativa integra os esforços da Justiça Eleitoral para ampliar a cobertura dos serviços oferecidos à população rural, assegurando que comunidades mais distantes tenham acesso ao atendimento necessário dentro do prazo estipulado pelo calendário eleitoral.

Panorama Municipal

Dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) revelam que o cadastramento biométrico em Campo Verde apresenta índice de 94,97%, correspondente a 30.819 eleitores e eleitoras. O município possui um eleitorado apto a votar de 32.451 pessoas, faltando um contingente de 1.623 eleitores, o equivalente a 5,03%.

Biometria

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada eleitor vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra pessoa no momento da votação.

No dia da eleição, o eleitor coloca o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica. Além das digitais, o cadastro biométrico atualiza outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes, como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros.

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A biometria eleitoral representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança, a confiabilidade e a inclusão no processo de votação. Ela impede duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições.

Jornalista: Anderson Pinho

Crédito da Imagem: Prefeitura Municipal de Campo Verde

#PraTodosVerem – A imagem mostra uma vista aérea da cidade de Campo Verde e sua área urbana organizada, com ruas arborizadas, prédios comerciais e residenciais, além de uma igreja de arquitetura moderna em destaque à esquerda. Ao fundo, é possível ver a extensão da cidade cercada por áreas de campo e horizonte plano.

Fonte: TRE – MT

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Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

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Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

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Fonte: Governo MT – MT

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