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Formação no TJMT aprofunda uso da inteligência financeira no apoio às investigações

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Transformar informações financeiras em conhecimento útil para o enfrentamento da criminalidade é o principal papel da inteligência financeira, conceito central da palestra “Inteligência Financeira e Grupo de Egmont”, ministrada nesta segunda-feira (20) por Leandro Lopes Ferreira, chefe da Divisão de Análise Estratégica do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).

A atividade integrou o terceiro módulo do Curso Avançado do Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Recuperação de Ativos e o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, que acontece nos dias 20 e 21 de outubro, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Durante a palestra, Leandro Ferreira revelou que o COAF processa cerca de 50 mil comunicações financeiras por dia para combater a lavagem de dinheiro no Brasil, desvendando os bastidores de um sistema que atua como verdadeiro radar financeiro do país. “Inteligência financeira é transformar dados de atividades financeiras em conhecimento útil para as autoridades”, explicou o especialista, que possui MBA em auditoria, compliance e gestão de risco.

Da origem à modernização

Criado em 1998, após compromissos internacionais assumidos pelo Brasil desde a Convenção de Viena (1988), o COAF surgiu em cumprimento a recomendações do Grupo de Ação Financeira (GAFI), organismo internacional que orientou países a criarem suas Unidades de Inteligência Financeira. Desde então, mais de 60 milhões de comunicações já foram recebidas e analisadas.

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Atualmente vinculado ao Banco Central, o órgão atua em três frentes principais: inteligência financeira, supervisão de setores sem regulador próprio (como joalherias e factoring) e articulação institucional com órgãos nacionais e internacionais.

Como funciona

Diferente do que muitos imaginam, o COAF não acessa contas bancárias, não quebra sigilos fiscais e não investiga pessoas diretamente. O trabalho começa quando setores obrigados, como bancos, corretoras, cartórios e seguradoras, enviam comunicações sobre operações em espécie ou transações suspeitas. “Utilizamos modelos preditivos e inteligência artificial para identificar riscos e gerar Relatórios de Inteligência Financeira”, detalhou Ferreira.

Esses relatórios podem ser produzidos espontaneamente pelo COAF ou solicitados por autoridades por meio do Sistema Eletrônico de Intercâmbio do Coaf (SEI-C), com entrega criptografada e rastreável em até 24 horas.

Cooperação internacional

O palestrante também destacou o papel do Grupo de Egmont, criado em 1995 e composto por 182 países, que permite a troca segura de informações entre unidades de inteligência financeira de todo o mundo. “Podemos solicitar ou receber dados de outros países, desde que haja justificativa e indícios consistentes”, ressaltou Ferreira. Ele lembrou que os relatórios produzidos têm caráter exclusivamente de inteligência, não podendo ser usados diretamente como prova judicial.

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Ferreira revelou que a nova gestão do COAF busca modernizar o sistema e agilizar o rastreamento de ativos, ampliando a eficiência no suporte às investigações e fortalecendo a atuação do Poder Judiciário na recuperação de recursos desviados e na punição de crimes financeiros.

Para o palestrante, é importante que os participantes do curso compreendam a importância do papel de todos os envolvidos nesse sistema. “Desde as instituições financeiras até os profissionais obrigados a comunicar operações suspeitas, cada elo é essencial para fortalecer o combate ao crime organizado”, finalizou.

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Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aposentada elogia atendimento humanizado do Cejusc em mutirão realizado em Salto da Alegria

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Foto horizontal colorida, que mostra o juiz coordenador da Justiça Comunitária, José Antonio Bezerra Filho, e a senhora Rita Maria Soares sorrindo para a foto, no pátio da escola onde ocorreu o mutirão Justiça em Ação. Ele usa boné bege, óculos de sol e camiseta preta da Justiça Comunitária.“Estou muito feliz com essa equipe boa, prestativa, sorridente, graças a Deus! Porque não é fácil enfrentar 200 quilômetros pra vir pra cá. Já estou com 69 anos e ir pra Paranatinga é muito difícil. Muito obrigada a vocês todos que se deslocaram de outros lugares pra vir pra cá atender a gente”. Foi com essas palavras, cheias de entusiasmo e agradecimento, que a aposentada Rita Maria Soares saiu do atendimento que recebeu do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), durante o mutirão Justiça em Ação, ocorrido entre os dias 6 e 7 de maio no distrito de Salto da Alegria (200 km de Paranatinga).

Na oportunidade, ela buscou reaver a documentação de sua chácara, onde vive naquela localidade, que está com a pessoa que intermediou a regularização do imóvel. “Eu paguei, arrumei testemunha e até agora ele não me devolveu esse documento. E eu quero saber por que ele não me deu uma satisfação. E aqui eu encontrei essa bênção divina”, disse, se referindo à gestora jurídica e conciliadora do Cejusc de Paranatinga, Andreia Correa da Costa Carvalho, que realizou seu atendimento.

Foto horizontal colorida, em plano aberto, que mostra a senhora Rita Maria Soares em pé, sendo atendida por duas servidoras da Justiça Comunitária, em uma sala de aula, onde ocorreu o mutirão Justiça em Ação. No lado esquerdo da foto, aparece um banner do Cejusc. A conciliadora afirmou que o reclamado será convidado a participar de audiência para que possa conversar com dona Rita e entrar em uma solução amigável sobre a entrega do documento.

“Atender a dona Rita foi muito bom porque, primeiro, a simpatia dela faz qualquer um ficar mais animado com a Justiça. Ela estava muito desanimada, triste e preocupada porque já faz muitos anos que ela está correndo atrás de conseguir os documentos dela de volta. E ela saiu animada. Nós vamos marcar a audiência e vai dar tudo certo”, disse Andreia.

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Foto horizontal colorida, em plano aberto, que mostra a senhora Rita Maria sentada, sendo atendida por servidora do CRAS, em uma sala de aula, onde ocorreu o mutirão Justiça em Ação.Dona Rita conta que é de São Paulo e se mudou para Salto da Alegria em 1990. “Eu vim pra curar de bronquite e fiquei aqui. Eu gosto daqui porque é quente e São Paulo é frio”, diz. Além do atendimento do Cejusc, a aposentada aproveitou o serviço do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) de Paranatinga para solicitar carteirinha de idoso, com a qual pretende viajar com gratuidade ou desconto para sua terra natal. “Preciso ir ver meu bisneto. Então vim aqui pra tirar minha carteirinha de viajar e resolver esse problema”.

Segundo a idosa, se não fosse o mutirão Justiça em Ação em Salto da Alegria, ela não conseguiria resolver seus problemas. “Nada feito! Porque você desloca daqui pra Paranatinga, chega lá o sistema está parado. Então veio todo mundo pra fazer tudo e isso é muito bom”.

Justiça em Ação – Durante os dias 6 e 7 de maio, o Cejusc de Paranatinga foi parceiro do mutirão Justiça em Ação e realizou diversos atendimentos à população, oferecendo serviços de solução consensual de conflitos, dentre eles, divórcios, questões de família, conflitos entre partes de um negócio, entre outros.

No mutirão, também foram realizados atendimentos de emissão de documentos, regularizações junto à Receita Federal, solicitações de benefícios do governo e previdenciários, círculos de construção de paz, orientações jurídicas, atividades de educação e lazer, vacinação, consultas médicas, doações de cestas básicas, livros, roupas, entre outros serviços.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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