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Participantes elogiam estrutura da 1ª Corrida Diálogos com a Sociedade

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Mais do que uma corrida, um convite ao diálogo e à qualidade de vida. Assim foi a 1ª Corrida Diálogos com a Sociedade, realizada neste domingo (16) no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) em parceria com a Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP). O evento reuniu centenas de atletas, cidadãos, membros e servidores do MPMT em uma manhã de integração, superação e muita diversãoLogo cedo, antes da largada, o clima era de entusiasmo. “A expectativa é alta, São Pedro colaborou, está mais fresco, a turma está animada, já aquecemos e é só alegria. O pessoal está com sorriso no rosto e acredito que faremos uma bela corrida, com a sociedade participando junto com o Ministério Público”, destacou o promotor de Justiça Rubens Alves de Paula, traduzindo o espírito do evento.E a experiência superou as expectativas. Para Vitória Mendes, que veio a convite de uma prima que trabalha na Promotoria de Justiça de Nobres (a 146 km de Cuiabá), tudo estava perfeito: “A prova foi muito boa, o clima agradável, tudo propício para dar certo hoje. A medalha é maravilhosa. Está tudo muito bem organizado, muito legal”, afirmou.A medalha, aliás, virou protagonista. “Está tudo maravilhoso, adorei. A energia na hora que cheguei aqui, falei: é balada! Foi bem diferente de outras provas que eu corri. E a medalha é perfeita, amei, mais uma para a coleção”, comemorou Leilimar da Silva Dias, servidora do Departamento de Gestão de Pessoas (DGP).O corredor Inácio Martins Neto observou cada detalhe. “Se esta corrida não foi a melhor corrida que já corri em Cuiabá, com certeza deve estar entre as melhores que já vivenciei. Tudo muito bem pensado e organizado. A escolha do local, o Parque Novo Mato Grosso, com amplo estacionamento para abrigar os veículos, e asfalto novo, o que facilitou o desempenho durante a prova. Os pontos de hidratação muito bem distribuídos e com água em abundância. A sinalização da prova estava impecável. Gostei bastante, principalmente pelo horário de largada, que foi pontual”, descreveu.No fim do percurso, a sensação era de superação e conquista. “A prova foi incrível, melhor ainda é o pós-prova, amei demais”, resumiu Gislaine Gomes. Já Karol Guerra destacou a organização: “Adorei o percurso, o clima estava super favorável também. E essa medalha é muito chique, espelhada e colorida”, apontou. Para Raquel Ferreira, a participação foi igualmente satisfatória: “Gostei, achei bem organizada, inclusive para chegar. O percurso foi tranquilo, com algumas subidas, mas nada exagerado. A experiência foi bem positiva”, revelou.Até quem encarou o desafio pela primeira vez, gostou. “A experiência foi extraordinária, eu fiz 5 km, é minha primeira corrida. Aliás, nós precisamos criar mesmo essa cultura do esporte. Esporte salva vidas, é incentivo para qualidade de vida. Agora sim, é puxado, não é fácil não”, refletiu o promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, coordenador-geral dos Centros de Apoio Operacional do MPMT.A segurança também foi destaque, com uma estrutura robusta coordenada pelo coronel Leonardo Leite de Amorim, do Gabinete de Segurança Institucional do MPMT, que também participou da prova. “Foi sensacional, excelente itinerário e o clima ajudou também. A chegada foi muito animada, show”, avaliou. A corrida contou com oito policiais motociclísticos, quatro viaturas (sendo três de policiamento ordinário e uma da cavalaria), além da equipe do GSI. A 1ª Corrida Diálogos com a Sociedade foi realizada com apoio do Sistema Fiemt, Bom Futuro, Sicredi, Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Energisa, Águas Cuiabá, Nova Rota do Oeste, Unimed Cuiabá, Bodytech Goiabeiras, Construtora São Benedito, Cerveja Artesanal Louvada, Comper Supermercado, Bananas Schmitt, SlowTak e Sorvetes Alaska.

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Fotos: Everton Queiroz.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Lira de vinte anos

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Havia um frio discreto — mas insistente — naquela noite, no Hotel Fazenda Mato Grosso. Não era apenas a solenidade, nem o peso das formalidades. Era algo mais íntimo: a percepção de que, dali em diante, a vida deixaria de ser preparação e passaria a ser uso.Pediram-me uma frase para a revista institucional. E, em vez de um conceito jurídico, veio um verso de Thiago de Mello:“Pois aqui está a minha vida.Pronta para ser usada.”Naquele instante, parecia apenas uma escolha de linguagem. Hoje, à distância que o tempo permite, percebe-se outra coisa: não era ornamento. Era direção.No dia seguinte, o mapa começou a se abrir — não como abstração, mas como destino. Colniza, Cotriguaçu, Aripuanã, Nova Monte Verde, Apiacás, Porto dos Gaúchos, Tabaporã, Nova Canaã do Norte, Marcelândia, São Félix do Araguaia, Porto Alegre do Norte, Confresa, Ribeirão Cascalheira, Querência. Cada nome indicava um lugar no qual os direitos previstos na Constituição precisariam ganhar maior ressonância na vida de sua gente.A chegada, em cada uma dessas comarcas, tinha algo de iniciação. Estradas longas, muitas vezes de chão, que não apenas levavam — já preparavam. O tempo do deslocamento ensinava que o relógio institucional precisaria dialogar com outras medidas: a distância, o clima, a espera. E, quando finalmente se chegava, não havia intervalo. Havia trabalho.Em um sábado qualquer, por exemplo, mal se acomodavam as malas e já surgia o primeiro chamado. Um delegado à porta, um adolescente apreendido, e a constatação imediata de que as estruturas previstas nos livros — centros especializados, fluxos definidos — nem sempre estavam disponíveis. Não se tratava de ausência, mas de construção em curso. E, nesse espaço entre o que deveria existir e o que efetivamente existia, nascia a necessidade de decidir.Os primeiros dias tinham essa marca: a realidade não aguardava adaptação prévia. Ela se impunha. E, pouco a pouco, cada um compreendia que a função não seria exercida dentro de um sistema plenamente dado, mas, muitas vezes, no próprio processo de sua afirmação.As cidades, longe de qualquer simplificação, revelavam-se densas. Comunidades com história, vínculos, economia própria, religiosidade, associações, expectativas legítimas. Havia vitalidade, trabalho, cooperação. E havia, como em qualquer sociedade em transformação, tensões que pediam mediação. Conflitos fundiários que extrapolavam o papel, práticas econômicas que testavam os limites normativos, desafios ambientais que exigiam equilíbrio entre produção e preservação.Mas o ponto mais delicado surgia quando a dor coletiva buscava resposta imediata. Em crimes que ferem profundamente — como a violência sexual —, por vezes emergia o impulso do chamado “justiçamento”. Não como desvio simplista, mas como expressão de uma indignação que ainda não encontrara plena confiança nos canais institucionais. E era exatamente aí que a atuação ganhava seu contorno mais exigente: sustentar, com firmeza e serenidade, que a Justiça — para ser legítima — precisa se fazer pelo devido processo legal. Que a proteção da vítima não se opõe à forma, mas depende dela. Que a resposta estatal, para ser justa, precisa ser também racional, pública e controlável — como já advertia Cesare Beccaria.Ao lado disso, havia uma outra frente, menos visível e mais persistente. Estruturar serviços. Fazer com que a escola fosse mais do que um prédio, que o posto de saúde funcionasse com regularidade, que a assistência social alcançasse quem dela necessitava, que a segurança pública se organizasse com os recursos disponíveis. Não eram tarefas rápidas. Exigiam insistência, diálogo, retorno. Exigiam, sobretudo, a compreensão de que o Direito não atua apenas depois do problema — ele também contribui para que o problema não se repita.É nesse contexto que iniciativas como o incentivo à leitura deixam de parecer laterais e passam a revelar seu sentido. Promover leitura, ali, não era ornamento cultural. Era ampliar o horizonte de compreensão, inclusive do próprio Direito. Era permitir que a linguagem jurídica deixasse de ser estranha e passasse a ser partilhável. Era, de algum modo, preparar o terreno para que a ideia de Justiça encontrasse eco.Cada um daqueles colegas seguiu seu próprio caminho. Havia o mais discreto e reflexivo, o mais combativo, o mais afeito à negociação, o mais rigoroso na técnica, o mais enérgico na arena do júri popular. Diferenças naturais, necessárias. Mas havia um ponto de convergência que o tempo evidencia: a disposição de permanecer. De insistir. De retornar às mesmas questões sob ângulos distintos. De sustentar a continuidade quando o resultado não era imediato.Vinte anos depois, talvez não seja possível reconstituir cada ato, cada decisão, cada intervenção. E talvez isso não seja necessário. O que permanece é a direção. Comunidades que passaram a dialogar com mais clareza sobre seus direitos, serviços que se consolidaram, práticas que foram revistas, expectativas que ganharam forma.E, de algum modo, aquele verso inicial continua a caber — não como lembrança, mas como medida:“Vida que não guardanem se esquiva, assustada.Vida sempre a serviçoda vida.Para servir ao que valea pena e o preço do amor.”Talvez seja isso que melhor descreve aquele começo coletivo — e tudo o que dele se seguiu. Não a soma de feitos extraordinários, mas a persistência em afirmar, em diferentes lugares e circunstâncias, que a Justiça, para existir de verdade, precisa ser construída com tempo, com forma e com humanidade.Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça do MPMT

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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