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Jean Garcia de Freitas Bezerra é empossado como novo juiz-membro do TRE-MT

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O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra foi empossado nesta segunda-feira (17) como membro-efetivo do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), categoria juiz de Direito, para o biênio 2025-2027. O novo juiz-membro titular foi eleito pelo Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e assume a cadeira deixada por Edson Dias Reis, cujo biênio na Corte Eleitoral se encerrou no dia 14 de novembro. A sessão plenária que marcou a posse foi prestigiada por familiares, amigos, autoridades, juristas, dirigentes, magistrados e servidores do Poder Judiciário e da Justiça Eleitoral no Estado, e foi transmitida pelo canal do TRE-MT no YouTube

A cerimônia seguiu ritos protocolares com o magistrado conduzido ao plenário por dois integrantes da Corte, os juízes Luis Otávio Pereira Marques (de Direito) e Juliana Maria da Paixão Araújo (Federal). Logo após o juramento, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, deu posse ao novo integrante. Na sequência, o diretor diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, leu o Termo de Posse e Compromisso que foi assinado pelo juiz-membro. 

Em seu discurso de posse, o juiz-membro Jean Garcia de Freitas Bezerra, afirmou que é dever de todos – magistrados, membros do Ministério Público, advogados, imprensa e sociedade civil – defender a justiça eleitoral, não apenas como instituição, mas como patrimônio da cidadania, guardiã da legitimidade do voto e da confiança pública no processo democrático. 

“Assumo esse cargo comprometido em auxiliar os pares com independência, técnica e serenidade, combatendo com o rigor da lei e o equilíbrio da razão, toda forma de abuso de poder, corrupção eleitoral e desvio de conduta que ameacem a legitimidade do voto. Da mesma forma que na Vara de Combate às Organizações Criminosas, trarei comigo a experiência de julgar, assim como fazem os meus pares com base em provas, não em aplausos, em fatos, não em conveniências e sempre com a consciência tranquila. De que a justiça não se faz para agradar, mas para garantir o direito”, defendeu o magistrado. 

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A presidente do TRE-MT, Serly Marcondes Alves, desejou boas-vindas ao novo integrante e destacou as qualidades técnicas e humanas do novo juiz-membro. “Te recebo com maior amor e carinho. Espero que você se lembre do seu discurso ou que alguém te lembre também, durante esse processo. A gente tem que rever e reafirmar porque a gente vai evoluindo, a pessoa já mudou no processo. Não somos estanques. A gente sempre está mudando, evoluindo. E se eu pudesse te desejar alguma coisa seria manter a coragem, a sua fé e a alegria de ver no futuro o seu trabalho gerando riqueza ao povo mato-grossense que tanto precisa. Bem-vindo entre nós”, enfatizou. 

O vice-presidente do TRE-MT e corregedor Regional Eleitoral, desembargador Marcos Machado, enalteceu o perfil do magistrado e defendeu a sua capacidade e competência técnica. “Espero na sua atuação, que compreenda o que é um colegiado e o que é o princípio da colegialidade. Como é importante um tribunal, ainda que a unanimidade nem Jesus conseguiu, como é importante a maioria, como é importante o diálogo. Aqui, temos este cuidado de compartilhar os nossos pensamentos, de dialogarmos onde você é e foi recebido. Espero que você suceda o doutor Edson Reis, mas com seu brilho, com a sua competência, com a sua capacidade. E você venha, e eu acredito nisso, somar com todos nós”, enfatizou. 

O juiz-membro Luis Otávio Pereira Marques, que falou em nome do Pleno, fez uma síntese da carreira do magistrado e também consignou sua saudação. “A posse de um novo membro é sempre momento de renovação institucional e de reafirmação dos valores que sustentam a Justiça Eleitoral. Hoje celebramos não apenas um profissional de sólida formação, mas o magistrado, cuja trajetória revela mérito, disciplina e profundo respeito pela função jurisdicional”, destacou. 

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A solenidade foi acompanhada por diversas autoridades civis e militares, além de representantes de instituições com o ouvidor-geral do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargador Rodrigo Curvo, vice-presidente do Colégio Nacional de Ouvidores Judiciais (Cojud); a presidente da seccional em Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), Gisela Cardoso; a presidente da Associação Mato-grossense dos Magistrados (AMAM), juíza Jaqueline Cherulli; e o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin. 

Carreira

Jean Garcia de Freitas Bezerra é natural de Cassilândia (MS). Atualmente, exerce o cargo de juiz titular da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá. É bacharel em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e possui MBA em Direito: Poder Judiciário (Lato Sensu) pela ESMAGIS-MT / Fundação Getúlio Vargas (FGV). É juiz de Direito do Estado de Mato Grosso desde 2012, com atuação jurisdicional nas Comarcas de Guiratinga, Comodoro, Mirassol D’Oeste, Alta Floresta e Cuiabá. Foi técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) de 2002 a 2012. Tem participação institucional e acadêmica como membro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso e da Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). 

Jornalista Anderson Pinho 

#PraTodosVerem – Imagem captura o momento em que o juiz Jean Bezerra faz seu discurso de posse, no plenário do TRE-MT, tendo atrás dele os integrantes da Corte Eleitoral. As paredes laterais do ambiente são revestidas em um painel acolchoado de cor vinho ou bordô. A plateia, em primeiro plano, está voltada para o orador e a mesa, composta por diversas pessoas vestidas socialmente, sentadas em cadeiras com assentos vermelhos e encostos pretos, atentas ao evento. 

1/ Galeria de imagens

 

Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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