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Eduardo Botelho promove ação “Natal com Propósito” para crianças do Educandário Mães Zeferina

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O deputado estadual Eduardo Botelho (União) realizou, nesta sexta-feira (12), a ação “Natal com Propósito” no Educandário Espírita Mães Zeferina, no Parque Geórgia, em Cuiabá. A iniciativa, que contou com o apoio de servidores, amigos, empresários e dos deputados estaduais Janaína Riva (MDB) e Dr. João (MDB), teve como objetivo reforçar a solidariedade e beneficiar as crianças atendidas pela instituição.

O evento, idealizado junto com sua esposa, Sônia Botelho, levou presentes, atividades e muito carinho às cerca de 100 crianças matriculadas na escola, que atende alunos de 4 a 11 anos, do Jardim ao 5º ano, vindos de seis bairros das proximidades. A Obra Social Mãe Zeferina atua há 12 anos oferecendo educação gratuita e de qualidade para famílias em situação de vulnerabilidade, mantida por doações e trabalho voluntário.

O deputado Eduardo Botelho destacou a felicidade em iniciar mais uma edição do Natal com Propósito justamente na instituição que, segundo ele, desempenha um papel essencial na vida de tantas crianças. “Hoje a gente começa nossa ação de Natal na Obra Mãe Zeferina, no Parque Geórgia. Estou muito feliz, o carro já está cheio de presentes para as crianças. Esses presentes foram todos doados por servidores, colaboradores, amigos, gente que quis doar e ver uma criança sorrindo neste Natal. Quero agradecer também meus parceiros de parlamento, Janaína Riva e Dr. João, que entraram com a gente no Natal com Propósito”, afirmou Botelho.

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Na ocasião, Sônia Botelho, relembrou como nasceu sua relação com a instituição. “Eu vim aqui pela primeira vez só para conhecer, não tinha nenhuma ação programada. E quando entrei na sala, as crianças me receberam com aquele ‘bom dia, tia’, com uma educação que me encantou. Em cada sala era igual, carinho, respeito, amor. Fiquei apaixonada. Não tem como vir aqui e não se apaixonar por essas crianças. Enquanto eu tiver saúde, quero continuar fazendo isso. É apaixonante. A gente vê a alegria delas e sai leve, nossos problemas nem parecem problemas”.

O presidente da Obra Social Mãe Zeferina, Ademar Fraga, destacou que o educandário funciona essencialmente por meio do voluntariado e depende de parcerias como essa. “Essa escola funciona desde 2009. Eu fui o primeiro diretor. Aqui tudo acontece com voluntariado. Precisamos muito de ações relevantes como essa do deputado Botelho e da dona Sônia”, pontuou Ademar Fraga.

A diretora do Educandário, Oneide Castrillon, ressaltou a importância da ação e lembrou que a escola é a única da região que atende essa faixa etária. “A escola atende crianças de seis bairros, porque não existe outra unidade com essa faixa etária aqui perto. A ação de hoje partiu do coração da dona Sônia, que quis fazer uma festa diferente para eles. Sou muito grata, porque a maioria dessas crianças não tem acesso a momentos como esse. Dona Sônia veio no primeiro ano em uma ação de Páscoa, voltou no ano seguinte, veio no Dia das Crianças e agora encerra o ano com essa linda festa de Natal”, enfatizou a diretora.

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O Natal com Propósito dá início a uma série de atividades que o gabinete do deputado Botelho promoverá ao longo do mês para beneficiar comunidades e instituições sociais.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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