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Projeto Integra e treinamentos reforçam atuação estratégica dos Oficiais de Justiça no TJMT

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Em 2025, a Coordenadoria Judiciária (CJUD) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso consolidou uma gestão voltada à valorização das pessoas, ao trabalho em equipe e ao uso inteligente do conhecimento. Por meio de projetos de integração e programas de capacitação, a CJUD ampliou a colaboração interna e preparou servidores para atuar em um ambiente cada vez mais digital e orientado a dados.
Duas iniciativas se destacaram ao longo do ano: o Projeto Integra, dedicado ao aprendizado coletivo e à otimização de processos, e o Treinamento de Aperfeiçoamento dos Oficiais de Justiça do 2º Grau, que reforçou o papel desses profissionais como agentes de inteligência do Judiciário.
Cartaz azul afixado em porta de madeira traz o título “Projeto Integra – Coordenadoria Judiciária” e ícones coloridos de gráficos, engrenagens e lupa. Texto: “É pela troca de experiências que o conhecimento acontece”Projeto Integra – Criado em 2025, o Projeto Integra teve como objetivo promover a troca de conhecimentos entre os departamentos da Coordenadoria e aprimorar as rotinas de trabalho. A iniciativa funciona como uma imersão de 15 dias úteis, com encontros diários de cerca de 40 minutos, as chamadas “injeções de conhecimento”.
Durante esses encontros, servidores compartilhavam boas práticas, soluções tecnológicas e experiências do dia a dia. Um dos focos do projeto foi incentivar o uso dos painéis de Ciência de Dados e das ferramentas de Inteligência Artificial, ampliando a eficiência e a capacidade analítica das equipes.
A integração ficou ainda mais forte com a presença da equipe do projeto dentro do Departamento de Processamento Eletrônico, Inteligência de Dados e Negócio (DPIN). Essa convivência diária permitiu que todos aprendessem juntos: o DPIN ofereceu técnicas e metodologias de tecnologia e, ao mesmo tempo, absorveu informações sobre as rotinas dos demais departamentos. O resultado foi um ambiente mais colaborativo e eficiente.
Profissionais capacitados atuando como agentes de inteligência – Em novembro de 2025, a CJUD realizou, em parceria com a Escola de Servidores, o Treinamento de Aperfeiçoamento dos Oficiais de Justiça do 2º Grau, com cinco dias de duração.
A formação reconheceu a importância desses profissionais, que representam o Tribunal fora das unidades judiciais e são responsáveis por dar efetividade às decisões. Um dos temas centrais foi “O Oficial de Justiça como Agente de Inteligência do Poder Judiciário”, destacando a necessidade de atuação estratégica, sensível e tecnicamente preparada no cumprimento dos atos.
A capacitação também abordou práticas modernas e sustentáveis:
• Sustentabilidade e Celeridade: uso do QR-Code em mandados, evitando impressões desnecessárias e contribuindo para uma atuação mais rápida e ambientalmente responsável.
• Eficiência Digital: uso de aplicativos como PJe Token, Adobe Scan e Google Maps, reforçando a importância de habilidades tecnológicas para o desempenho da função.
Essas ações mostraram como a CJUD integra modernização, segurança jurídica e desenvolvimento humano em sua gestão.

Autor: Vitória Maria Sena

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

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A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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