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Advogados podem se cadastrar para atuar como defensores dativos em Nova Ubiratã

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O Poder Judiciário de Mato Grosso publicou o Edital nº 02/2026, que abre o cadastramento de advogados interessados em atuar como defensores dativos na Comarca de Nova Ubiratã ao longo do ano de 2026. A medida reforça o compromisso da Justiça em assegurar que pessoas sem condições financeiras tenham acesso à defesa jurídica e ao direito de serem ouvidas em processos judiciais.

O cadastro é destinado a advogados regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que queiram atuar, quando necessário, em processos cíveis e criminais nos casos em que a Defensoria Pública não puder prestar atendimento. A atuação do defensor dativo é fundamental para garantir que nenhum cidadão fique sem representação legal, fortalecendo o princípio do acesso à Justiça.

Os profissionais interessados poderão se inscrever em até cinco áreas de atuação distintas, que incluem processos e audiências cíveis, processos criminais em geral, audiências de custódia, julgamentos pelo Tribunal do Júri e processos de execução penal. Em todas as modalidades, o advogado assume o compromisso de atendimento responsável e, quando exigido, presencial.

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As inscrições estarão abertas no período de 26 de janeiro a 26 de fevereiro de 2026 e devem ser realizadas exclusivamente de forma on-line, por meio do site https://processoseletivo.tjmt.jus.br. No momento do cadastro, o advogado deverá preencher formulário eletrônico e anexar documentos pessoais e profissionais, como a carteira da OAB e certidão atualizada que comprove a regularidade da inscrição.

Após o encerramento do prazo, será formada uma lista única de profissionais habilitados, organizada em ordem alfabética. As nomeações seguirão um sistema de rodízio, garantindo transparência, igualdade de oportunidades entre os inscritos e evitando privilégios. Os honorários serão fixados conforme a tabela da OAB, com pagamento realizado pelo Estado.

Com essa iniciativa, o Judiciário reafirma seu papel social ao assegurar que a população de Nova Ubiratã tenha acesso efetivo à Justiça, com defesa técnica qualificada, mesmo nos casos em que o cidadão não dispõe de recursos para contratar um advogado particular.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

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A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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