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De gestão judiciária à tecnologia: novos juízes vivenciam semana de capacitação multidisciplinar

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A semana de 2 a 6 de fevereiro foi marcada por diversidade de temas apresentados aos 35 novos juízes substitutos de Direito de Mato Grosso, na programação do Curso Oficial de Formação Inicial (COFI) 2026. Além da prática supervisionada ofertada diariamente por magistrados(as) tutores(as) no período vespertino, os magistrados tiveram acesso a densas informações afetas à Administração da Atividade Judiciária (02 a 04/02), diferentes sistemas utilizados pelo Judiciário (05/02), e Tecnologia da Informação e das Comunicações (06/02).

Entre segunda e quarta-feira, foram ofertadas aulas sobre Diretoria de Foro e Gestão Judiciária. As atividades foram conduzidas pelo juiz de Direito Wanderlei José dos Reis (titular da Segunda Vara Especializada de Família e Sucessões da Comarca de Rondonópolis), com foco na preparação dos magistrados para as responsabilidades administrativas que eles já enfrentam nas comarcas onde estão designados, ainda em atuação remota.

Durante as aulas, o formador destacou que o início da carreira vai muito além da atividade jurisdicional, exigindo domínio das ferramentas de gestão que sustentam o funcionamento das unidades judiciais. Ao conhecerem a realidade das comarcas — número de processos, estrutura e desafios — os novos magistrados receberam orientações práticas para aprimorar a administração das unidades e buscar padrões de excelência, como o desempenho que levou o TJMT à conquista do Selo Diamante em 2025.

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Wanderlei dos Reis reforçou que a eficiência do Judiciário depende da aplicação consistente de técnicas de gestão em todas as comarcas e no Segundo Grau. Por isso, as aulas foram conduzidas de forma dinâmica, com debates que integraram teoria e prática, abordando desde gestão de pessoas e materiais até organização de prédios e recursos. Com mais de 22 anos de experiência e vasta formação acadêmica, o magistrado compartilhou conhecimentos acumulados em sua trajetória e na disciplina que ministra na Esmagis-MT desde 2007.

Corregedoria

O COFI seguiu na quinta-feira com uma imersão dos novos magistrados nos principais sistemas utilizados pelo Judiciário. O juiz auxiliar da Corregedoria João Filho de Almeida Portela apresentou o BNMP 3.0 e reforçou a importância do correto cadastramento das medidas penais e prisões, tanto para a eficiência da jurisdição criminal quanto para o desempenho institucional no Prêmio de Qualidade do CNJ. Também foi detalhado o funcionamento do PJeCor, sistema nacional unificado para procedimentos administrativos e disciplinares, acompanhado da entrega do Manual de Rotinas elaborado pelo TJMT — pioneiro no país.

Os juízes e juízas conheceram ainda o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), que centraliza informações sobre crianças acolhidas e pretendentes à adoção, e cuja boa utilização contribui para agilizar fluxos e reduzir o tempo de acolhimento. Na área de gestão, o DAPI apresentou os Painéis OMNI e a ferramenta OmnIA, que transformam dados judiciais em informações estratégicas para aprimorar produtividade, planejamento e priorização de processos.

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Para completar, os juízes substitutos foram introduzidos aos sistemas de apoio disponibilizados pelo CNJ, como SISBAJUD, Robô Mako, CCS Sigili Bancário, INFOJUD, SENSAJUD, SREI e outros, ampliando a compreensão das ferramentas que integram o cotidiano da magistratura.

Tecnologia

Para finalizar a semana, nesta sexta-feira (6 de fevereiro) teve início a abordagem do tema ‘Tecnologia da Informação e das Comunicações’, com os desembargadores Lídio Modesto da Silva Filho, Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro e com o juiz Vinicius Paiva Galhardo.

Ao todo, serão três dias de capacitação – que prosseguem na próxima semana – dedicados a esse tema no Cofi 2026.

Confira o cronograma completo das aulas de fevereiro.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mais dignidade: Justiça sem Fronteiras garante atendimento a morador em Santa Clara

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Homem e mulher conduzem uma pessoa em cadeira de rodas por uma área gramada. Ao fundo, há uma faixa de identificação da Expedição Justiça Sem Fronteiras e veículos estacionados.Uma busca que se arrastava há mais de um ano foi resolvida em poucas horas durante a 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras, realizada no distrito de Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade.

Promovida por meio da Justiça Comunitária do Poder Judiciário de Mato Grosso, a iniciativa leva serviços de cidadania, saúde, orientação jurídica, educação e assistência social a comunidades localizadas na faixa de fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Em Santa Clara de Monte Cristo, os atendimentos ocorrem até esta segunda-feira (15), na Escola Municipal Ponta do Aterro.

Com atuação integrada do Poder Judiciário Estadual, Justiça Federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e demais instituições parceiras, o morador Sebastian Costaleite Vaca, de 36 anos, teve garantidos direitos fundamentais que há anos eram aguardados pela família.

Sebastian possui deficiência física e intelectual e utiliza cadeira de rodas para se locomover. Desde o falecimento da mãe, os cuidados com ele foram assumidos pela irmã, Lilia Beatriz Costaleite Vaca, que enfrentava dificuldades para resolver questões burocráticas relacionadas à vida do irmão.

A história começou na primeira edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras, quando Lilia procurou atendimento para corrigir um erro na documentação de Sebastian e também solicitar a curatela. Neste ano, ela voltou à expedição para acompanhar o andamento da aposentadoria do irmão, processo que já estava em tramitação, mas ainda sem solução.Pessoa em cadeira de rodas é conduzida por um homem dentro de uma sala de atendimento. No local, servidores atendem outras pessoas sentadas em mesas com computadores.

Além da regularização da curatela, a família recebeu a confirmação de que Sebastian passará a receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Lilia também aproveitou a passagem da expedição pela comunidade para providenciar o Cartão SUS e atualizar a carteira de vacinação do irmão.

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“Desde que minha mãe faleceu sou eu quem cuido dele. Muitas vezes eu levava os documentos dele e pediam a curatela para comprovar que sou responsável por ele. Sem esse documento eu não conseguia resolver nada. Agora disseram que deu certo e vou receber a curatela. Também deram andamento no benefício dele e falaram que agora vai dar certo, graças a Deus”, contou.

Ela destaca que a presença da Expedição na comunidade foi fundamental para que a situação fosse resolvida. “Eu sou muito agradecida a Deus e a toda a equipe que veio aqui. Eu não tenho como viajar com ele. Ele já é um homem grande e é muito difícil levá-lo para outros lugares. Por isso, agradeço muito por essa expedição”, disse.

Solução construída em conjunto

Homem usando boné, óculos e camiseta da Expedição Justiça Sem Fronteiras posa para fotografia em ambiente interno.Coordenador da Justiça Comunitária, o juiz José Antonio Bezerra Filho afirmou que a história de Sebastian representa o propósito da Expedição Justiça Sem Fronteiras. “O caso dele nos acompanha desde a edição passada. Neste ano, com a união da Justiça Federal, Justiça Estadual e demais instituições parceiras, conseguimos garantir tanto a curatela, quanto o benefício assistencial. É um exemplo concreto de como a integração entre os órgãos públicos pode transformar vidas”, destacou.

Segundo o magistrado, situações como essa normalmente demandariam uma série de procedimentos e poderiam levar meses ou até anos para serem concluídas. “Quando chegamos a essas localidades, mostramos que é possível levar cidadania, inclusão e acesso à Justiça para quem mais precisa. O Sebastian sai com seus direitos assegurados e com uma perspectiva muito melhor para o futuro”, concluiu.

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Técnico judiciário da Justiça Federal de Mato Grosso, Romulo Medeiros explica que o caso exigiu articulação entre diversas instituições para garantir uma solução rápida. “Conversamos com todas as instituições envolvidas e conseguimos construir uma solução conjunta. O Judiciário adotou as providências necessárias e conseguimos ingressar com o pedido na Justiça Federal. A decisão favorável foi concedida ainda durante a expedição. Uma situação que vinha sendo buscada há mais de um ano foi resolvida em cerca de quatro horas”, detalhou.Homem com camiseta da Expedição Justiça Sem Fronteiras posa para fotografia em corredor ou área de atendimento, com pessoas desfocadas ao fundo.

Para Romulo, o caso demonstra a importância de levar os serviços públicos até comunidades distantes dos grandes centros. “Essa é a importância da Expedição Justiça Sem Fronteiras. Estamos falando de uma região onde o acesso aos serviços é muito difícil. Quando todas as instituições trabalham juntas, conseguimos oferecer respostas rápidas para pessoas que muitas vezes permaneceriam invisíveis ao Estado”, ressaltou.

Próxima parada

A 2ª Expedição Justiça Sem Fronteiras seguirá para o distrito de Vila Picada, em Porto Esperidião, última etapa da edição 2026. Os atendimentos serão realizados nos dias 17 e 18 de junho, na Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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