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Dilmar Dal Bosco destaca inovação, logística e produção no Show Safra 2026 em Lucas do Rio Verde

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O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) participou, na tarde desta segunda-feira (23), da programação do Show Safra Mato Grosso 2026, em Lucas do Rio Verde, e voltou a associar o crescimento do campo em Mato Grosso à combinação entre conhecimento técnico, inovação, infraestrutura e ambiente favorável à produção. Realizado na sede da Fundação Rio Verde, o evento se consolidou como uma das principais vitrines do agronegócio brasileiro, reunindo nesta edição expositores, marcas, núcleos temáticos e uma agenda voltada à difusão tecnológica e à geração de negócios.

Durante a visita, Dilmar ressaltou que Lucas do Rio Verde simboliza uma virada histórica da produção agropecuária em Mato Grosso. Ao lembrar a ocupação produtiva da região, ele destacou que o avanço local não ocorreu por acaso, mas foi resultado de pesquisa, persistência e incorporação de novas tecnologias ao campo.

“Lucas do Rio Verde mostra como Mato Grosso soube transformar potencial em produtividade. Aqui houve coragem para começar, mas também houve busca por conhecimento, tecnologia e inovação para elevar a produção e dar competitividade ao setor”, afirmou o parlamentar.

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Na avaliação do deputado, o Show Safra traduz com clareza esse novo momento do agro mato-grossense, ao reunir soluções em máquinas, agricultura de precisão, biotecnologia, conectividade e gestão. A edição de 2026 é realizada entre 23 e 27 de março, tem como tema “Onde a produção vira oportunidade” e conta com espaços como Show Safra Aero, Pecuária, Connect, Negócios, Mulher, Agro 360 e Educação, novidade incorporada neste ano. A proposta da feira é aproximar produtores e empreendedores das soluções mais avançadas do mercado, mantendo foco em inovação, conhecimento e desenvolvimento sustentável.

Dilmar também vinculou o debate tecnológico à pauta da competitividade no campo, com atenção ao custo de produção e à rentabilidade de quem trabalha da pequena à grande escala.

“Quando a gente fala em agro, está falando de uma cadeia ampla, que vai do grande produtor ao agricultor que planta café, alface e outros alimentos do dia a dia. O desafio da política pública é ajudar a reduzir custo, melhorar logística e criar condições para que esse produtor tenha mais resultado, esse esforço passa pela atuação legislativa, pela melhoria das rodovias e pelo asfaltamento de estradas vicinais em parceria com o Governo do Estado e os municípios”, disse Dal Bosco.

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A presença da agricultura familiar no Show Safra 2026 também reforçou uma das frentes que o deputado costuma defender no Parlamento. A programação oficial inclui o Show Safra Agro 360, espaço voltado à valorização desse segmento, com workshops, exposição de cultivos e comercialização de produtos do campo, além de um fórum regional previsto dentro da agenda do evento. Para Dilmar, o fortalecimento do agro em Mato Grosso precisa caminhar junto com a inclusão produtiva e com investimentos que alcancem diferentes perfis de produtores, em uma lógica de desenvolvimento regional que una tecnologia, infraestrutura e oportunidade.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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