MATO GROSSO

Alunos reforçam amizade e integração nos Jogos dos Estudantes Militares da Rede Estadual

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Mais do que a busca de medalhas e desempenho nas provas, o que marcou o início do 5º Jogos dos Estudantes Militares de Mato Grosso, nesta sexta-feira (27.3), em Sinop, foi um sentimento visível de pertencimento entre os participantes.

Até domingo (29.3), estudantes de 29 escolas da Rede Estadual participam de uma programação que ocupa ginásios, o estádio municipal e unidades escolares da cidade, em disputas que misturam raciocínio, preparo físico, disciplina e trabalho em equipe.

Cada escola participa com delegações formadas por 28 alunos, em modalidades como Ordem Unida, cabo de guerra, cubo mágico, xadrez, corrida intelectual e pega-ladrão.

Mas, entre uma prova e outra, o que também ganha espaço são os encontros, as conversas e a chance de construir laços com colegas de outras cidades. A programação prevê justamente momentos de convivência e integração, reforçando valores como companheirismo e espírito coletivo, marcas dos colégios militares em Mato Grosso.

Para Pedro Arthur, de 17 anos, aluno da Escola Militar Tiradentes, de Cuiabá, os jogos já fazem parte da própria trajetória escolar. Participando pela terceira vez, ele se vê como um veterano do evento. “Participei pela primeira vez em 2022”, contou. Neste ano, ele disputa as provas de Pega-Ladrão e Ordem Unida e fala com segurança de quem conhece bem o ambiente.

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“A primeira exige habilidades cognitivas, agilidade corporal e velocidade. A segunda é pura disciplina e praticamos todos os dias. Ordem Unida é só um fragmento das muitas ações que praticamos na escola militar. Acredito que vamos nos sair bem em todas as provas. Meu time está preparado”, contou.

Amanda Azambuja, da EE Militar Dom Pedro II Presidente Médici, em Cuiabá

A empolgação também acompanha quem chegou agora. A aluna Amanda Azambuja, de 16 anos, da Escola Estadual Militar Dom Pedro II Presidente Médici, em Cuiabá, participa dos jogos pela primeira vez e escolheu justamente uma das novidades desta edição, a Corrida Intelectual.

“Estou muito empolgada porque treinei muito para essa prova”, disse. Ao explicar a dinâmica, Amanda mostra que a competição vai além da velocidade mental. “A corrida intelectual é uma prova coletiva de raciocínio rápido, em que os estudantes enfrentam desafios de conhecimento em etapas, com tempo limitado para responder”, disse.

A disputa exige atenção, estratégia, comunicação e cooperação entre os integrantes da equipe. Para Amanda, esse é justamente um dos diferenciais do evento, a oportunidade de crescer junto com os outros. “Já fiz muitas amizades nesse primeiro dia de programação”, contou.

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O mesmo sentimento é compartilhado por Eliezer Amaral, de 17 anos, aluno da Escola Estadual Militar Dom Pedro II Tenente-Coronel Evandro Dias de Souza, em Alta Floresta. Participando pela segunda vez e inscrito nas provas de xadrez, ele resume o significado dos jogos em duas dimensões que caminham juntas: integração e pertencimento.

“Minhas habilidades sociais melhoram muito após a participação nos jogos”. Na avaliação do estudante, a experiência fortalece não apenas o vínculo com a própria escola, mas também a percepção de que ele faz parte de algo maior, construído coletivamente.

Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, é justamente nesse ponto que os Jogos dos Estudantes Militares ganham um valor que ultrapassa a competição. “Ao reunir adolescentes de diferentes municípios, o evento promove uma vivência em que disciplina e convivência deixam de ser conceitos abstratos e passam a ser percebidos no cotidiano, no apoio ao colega, no respeito ao adversário e no orgulho de representar a escola”, define.

Em Sinop, os jogos começam oficialmente nesta sexta-feira, às 19h, no Centro de Eventos, mas, para muitos estudantes, a experiência já começou nesta manhã, no ginásio José Carlos Pasa, com Ordem Unida e reencontro com os colegas de eventos anteriores.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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