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Verde Novo distribui mais de 400 mudas de árvores no Multiação

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O Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) marcou presença na primeira edição de 2026 do Projeto Multiação. Neste sábado (28), a população que passou pelo Sesi Escola Várzea Grande em busca de um dos serviços ofertados pôde também levar para casa mudas de árvores nativas e frutíferas. Ao todo, mais de 400 foram distribuídas pelo Programa Verde Novo.
Foram entregues, por exemplo, mudas de ipês, goiaba, tamarindo, caju, jabuticaba, graviola, entre várias outras espécies adequadas para as características climáticas da região. Além disso, a equipe do Verde Novo realizou também orientação para o plantio consciente e planejado e também sobre cuidados com cada tipo de muda.
“Sempre damos essas orientações, para que as pessoas saibam qual espécie é realmente adequada para o local em que elas irão plantar. Então, trabalhamos também com a educação ambiental de toda a comunidade e isso traz informação para que seja feito um bom plantio e a muda possa se desenvolver da forma correta”, explicou a engenheira florestal do Verde Novo, Rosiani Carnaíba.
O mecânico Robson Borges foi um dos que aproveitaram a oportunidade de levar uma espécie diferente para casa. Segundo ele, o quintal de sua residência já conta com outros tipos de árvores, que agora ganharão a companhia da graviola entregue pelo Verde Novo. Ele contou que sua ideia é montar um pequeno bosque para que seu filho possa colher os frutos daqui a alguns anos.
“Essa ação é muito importante. Se fôssemos comprar uma muda dessa, pagaríamos de R$ 60 a R$ 100 e muitas pessoas não têm condições de pagar esses valores. Então, quando um programa como esse traz isso de graça para a sociedade é muito bom. Podemos dizer que realmente cria um verde novo nas nossas casas”, disse o mecânico.
O aposentado Mário Gumercindo de Abreu por sua vez escolheu duas mudas de ipês que serão levadas para sua residência na região do Pantanal. “Eu moro no Pantanal e essa é uma espécie de água, que vai dar certo lá. Vim aqui buscar serviços de dentista e ortopedista, mas vi que estavam distribuindo mudas e resolvi pegar também. Valeu muito a pena”, contou o aposentado.
Parceiro do PJMT, o Instituto Ação Verde também esteve presente no local. “A trajetória dessa parceria é extremamente exitosa. Já são praticamente 10 anos e tem sido muito gratificante receber depoimentos de pessoas que ganharam mudas e já estão colhendo os resultados não só para o ser humano, mas também para nossa biodiversidade”, comentou o diretor financeiro Álvaro Leite.
Verde Novo
Idealizado pelo desembargador Rodrigo Curvo em 2017, o Programa Verde Novo é uma iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso voltada à recuperação das florestas urbanas. Ao longo dos anos, já foram distribuídas e plantadas mais de 250 mil mudas de espécies nativas e frutíferas do Cerrado.
Como participar?
Para participar do programa de arborização, o cidadão ou instituição pode entrar em contato com o Verde Novo pelo e-mail [email protected] ou pelo ZapMudas (65) 3617-3090 e solicitar uma distribuição gratuita ou o plantio de mudas de árvores em terrenos, jardins e outros espaços públicos. Interessados em se voluntariar também podem fazer seu cadastro pelo site do Verde Novo, neste link.
Multiação
Várzea Grande recebeu a primeira edição do ano do Multiação, realizado pela Sistema Fiemt, por meio do Serviço Social da Indústria (Sesi) e a Rede Matogrossense de Comunicação (RMC), com a parceria de instituições, empresas, empresários e voluntários.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Programa de ressocialização forma 48 pessoas privadas de liberdade em Rondonópolis

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A imagem mostra a cerimônia de formatura das turmas do programa Quarenta e oito pessoas privadas de liberdade (PPLs) da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, e da Cadeia Pública Feminina de Rondonópolis concluíram o programa de ressocialização “A Viagem do Prisioneiro”. Foram quatro meses de reflexões sobre escolhas, responsabilidade, perdão e projeto de vida.

Desenvolvido entre os meses de março e junho, o curso reuniu quatro turmas, duas na unidade masculina e duas na feminina, com 12 participantes cada. A iniciativa, resultado de uma parceria entre a 4ª Vara Criminal de Rondonópolis e a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), é um estudo bíblico ecumênico voltado à valorização humana e ao fortalecimento do processo de ressocialização. Os participantes vivenciam rodas de conversa, dinâmicas de grupo e momentos de reflexão sobre suas próprias trajetórias.

Um dos formandos, M.N.M.F, contou que a experiência provocou mudanças na forma de enxergar a própria trajetória. “Desde o início houve uma transformação. O programa mexe com as nossas vivências e com o nosso comportamento. A pessoa que inicia o curso não é a mesma que conclui. Cada participante tem sua história, suas dores e seu processo de vida. Essa troca de experiências transforma tanto quem participa, quanto quem conduz os encontros”, afirmou.

Segundo ele, as dinâmicas desenvolvidas durante as aulas tornaram os encontros mais significativos e contribuíram para aproximar os participantes das reflexões propostas. “Elas ajudavam a trazer para a prática aquilo que era estudado, tornando os encontros mais participativos e mostrando que a mudança é possível”, relembrou.

A imagem mostra a cerimônia de formatura das turmas do programa Para a juíza da 4ª Vara Criminal de Rondonópolis, Sabrina Andrade Galdino Rodrigues, a inciativa foca no fortalecimento da dimensão espiritual, que é um dos pilares do processo de ressocialização previsto no Plano Estadual Pena Justa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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“A parte espiritual precisa ser trabalhada para que a ressocialização seja alcançada na sua integralidade. A prática de um crime necessariamente passa pela flexibilização de valores morais. Por isso, entendo ser de suma importância que a espiritualidade e as religiões sejam trabalhadas, porque elas resgatam valores que precisam ser fortalecidos na sociedade”, argumentou.

“Essas 48 pessoas tiveram a oportunidade de conhecer o Evangelho de Marcos, compreender quem é Jesus, por que ele veio e o que significa segui-lo. São histórias muitas vezes marcadas por dores, angústias e abandono. O programa oferece ferramentas para que encontrem força para enfrentar o cárcere e possam organizar um projeto de vida pautado na legalidade e em valores morais quando retornarem ao convívio social”, disse Sabrina Andrade.

A coordenadora do Setor de Educação da Mata Grande, Creuza Rosa Ribeiro lembrou que após uma desconfiança inicial, o envolvimento dos participantes cresceu ao longo dos encontros.

A imagem mostra um dos encontros do programa “Apresentamos o programa dentro da unidade e quem demonstrou interesse pôde se inscrever. No início, muitos chegaram desconfiados, imaginando que seria apenas uma atividade religiosa. À medida que conheceram a proposta, compreenderam que se trata de um programa ecumênico de valorização humana, desenvolvido em mais de 100 países. A curiosidade deu lugar ao interesse e ao desejo de conhecer mais. Foi possível perceber um envolvimento crescente dos participantes a cada encontro”, contou.

A diretora da Cadeia Pública Feminina, Maria Giselma Ferreira da Silva destacou a participação ativa das detentas durante todo o curso.

“As alunas demonstraram interesse, respeito e envolvimento com as atividades, participando ativamente das reflexões e dos momentos de diálogo. Ao longo do curso, foi possível perceber maior engajamento, disciplina, respeito mútuo e abertura para refletir sobre escolhas, responsabilidade, perdão e projeto de vida, fortalecendo o processo de ressocialização”, destacou.

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Para a voluntária e facilitadora do curso na Mata Grande, Florinda Paula Dias de Oliveira, o impacto do programa ficou evidente nos testemunhos compartilhados ao longo dos encontros.

“Um dos momentos mais marcantes foi quando alguns participantes começaram a relatar experiências pessoais e a compartilhar como as reflexões estavam repercutindo fora das reuniões. Um deles contou que voltou para a cela pensando nas escolhas que o levaram ao cárcere e compreendeu que precisava perdoar para seguir em frente. No encontro seguinte, retornou dizendo que se sentia mais leve. Outro participante, ao concluir o curso, se ofereceu para atuar como voluntário nas próximas turmas, demonstrando o quanto foi impactado pela experiência”, relatou.

Sobre o programa – “A Viagem do Prisioneiro” é um programa internacional de ressocialização baseado no Evangelho de Marcos, desenvolvido pela Prison Fellowship International (PFI) e aplicado no Brasil pela FBAC. A metodologia é composta por oito encontros realizados em pequenos grupos de até 12 participantes, conduzidos por voluntários capacitados. O objetivo é fortalecer valores humanos, incentivar a reflexão sobre escolhas e contribuir para a construção de novos projetos de vida entre pessoas privadas de liberdade.

Os voluntários e facilitadores mostram que Jesus também passou por sentimentos como abandono, medo e solidão, reforçando a ideia de que todo ser humano é maior que o seu erro e possui uma chance de futuro. O projeto atua fortemente nas Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs) e em presídios comuns.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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