O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) realiza, na segunda-feira (13), uma audiência pública para debater o Plano de Mobilidade da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (PlanMob-VRC), com foco no transporte público. Relatos recebidos pelo deputado apontam dificuldade, em especial no transporte intermunicipal, para estudantes universitários e pessoas com deficiência, além de questões envolvendo as obras do Bus Rapid Transit (BRT) e outras intervenções.
A audiência será realizada na segunda-feira a partir das 9h na Sala das Comissões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Um dos pontos de debate será o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 48/2025, enviado pelo Governo do Estado e que institui o PlanMob-VRC – o texto foi aprovado em primeira votação no Plenário e aguarda a segunda votação na próxima semana.
“Milhares de pessoas transitam diariamente entre esses municípios, tendo Cuiabá como um polo onde se concentram os serviços de educação, principalmente universidades, e também outros serviços importantes de saúde, do comércio e do serviço público. E fazem esses trajetos com muita dificuldade, cruzando longas distâncias em veículos não adequados às suas necessidades, além de enfrentar os problemas do trânsito com as obras do BRT e outras intervenções. Precisamos discutir os problemas atuais e pensar no futuro para destravar a mobilidade da região metropolitana”, destacou Lúdio.
O Vale do Rio Cuiabá inclui os municípios de Acorizal, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio de Leverger e Várzea Grande. Cerca de 300 mil passageiros, em média, utilizam o transporte público todos os dias nessa região.
“Paralelamente, a realidade do Estado de Mato Grosso evidencia grandes distâncias entre municípios e a concentração de instituições de ensino superior em polos regionais, o que impõe a milhares de estudantes universitários a necessidade de deslocamento frequente. Esse cenário, muitas vezes associado a custos elevados e condições precárias de transporte, compromete o acesso e, sobretudo, a permanência no ensino superior. Situação ainda mais sensível é vivenciada por pessoas com deficiência, que enfrentam barreiras adicionais relacionadas à acessibilidade e à inadequação dos serviços de transporte intermunicipal”, diz trecho do requerimento da audiência pública.
A deputada estadual em exercício, Eliane Xunakalo (PT), acompanhada por um grupo de mulheres, entregou oficialmente à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o relatório final da Câmara Setorial Temática sobre Feminicídio em Mato Grosso.
O documento, elaborado pelo grupo de trabalho liderado por Edna Sampaio, deputada em exercício na ocasião, identifica os gargalos na proteção da vida das mulheres e oferece, aos governos federal, estadual e municipais, um mapa de problemas e possíveis soluções institucionais para mudar a realidade imposta às mulheres. Mato Grosso tem liderado, proporcionalmente, o ranking nacional de feminicídios nos últimos anos.
“Espero que as recomendações apresentadas neste relatório sejam acolhidas pelos nobres deputados, porque os senhores também vieram de uma mulher. Têm filhas, sobrinhas e, com certeza, mães, tias e avós. Por isso, esperamos que nos ouçam, porque esta não é uma questão partidária, mas uma causa pela preservação da vida”, afirmou, acrescentando “também as mulheres indígenas, infelizmente, têm sofrido feminicídio e violências, que violam nosso corpo e nossa alma”, afirmou.
Eliane Xunakalo afirmou que todos os dias há relatos, nos noticiários, de mulheres sendo mortas, estupradas e sofrendo violências. “Mas, infelizmente, não temos visto nenhum tipo de ação concreta. Precisamos de mais delegacias, que a Politec funcione onde é necessária, além, claro, de recursos, investimentos e políticas públicas, para fortalecer os aparelhos estatais de combate à violência”, defendeu.
Foto: MARCOS LOPES/ALMT
A deputada alertou para existência de onda de lista de mulheres estupráveis nas universidades. “Acredito que, para mitigar essa situação, é preciso uma educação, voltada para esse tema, nas escolas e nos lares. Além disso, o que acontece com as mulheres, com os indígenas e com os negros não deve ser tratado como mimimi. Estamos morrendo todos os dias e não vemos nenhuma ação efetiva para pôr fim a esta situação, que inclui, inclusive, lista de pessoas que podem ser molestadas, como fosse normal”, lamentou. “Por isso, precisamos tomar atitudes contra esta lista de mulheres estupráveis” concluiu a parlamentar.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.