A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) está realizando obras de reforço na estrutura da ponte sobre o Rio Cuiabá, na MT-010, próximo a Rosário Oeste. Para a realização das obras com mais segurança, a Sinfra-MT publicou uma portaria restringindo o trânsito de veículos com mais de 10 toneladas de Peso Bruto Total.
A obra está sendo realizada para corrigir patologias que foram identificadas e que poderiam levar a riscos estruturais em médio prazo. O investimento realizado pelo Governo do Estado é de R$ 14,5 milhões no reforço da ponte, que tem 217,2 metros de extensão.
A restrição aos veículos com PBT superior a 10 toneladas leva em conta que é preciso garantir a segurança dos usuários e a integridade da estrutura durante a fase de execução dos serviços. Os veículos enquadrados na portaria não poderão transitar na ponte até a conclusão dos serviços, prevista para o segundo semestre deste ano.
A restrição é válida durante as 24 horas do dia, inclusive nos fins de semana e nos feriados. Para efeitos de fiscalização, será levado em conta o PBT registrado no Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), o documento do carro, independente de suas dimensões ou do peso carregado no momento.
Para encontrar o PBT do carro, verifique o canto superior direito do documento do automóvel, o dado fica logo ao lado das informações sobre a potência e cilindrada. No caso do documento digital, a informação sobre o peso fica na segunda página, também no canto superior direito.
Veículos de passeio, em sua totalidade, não se enquadram na restrição publicada. A portaria permite a passagem de veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os veículos de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito, além das ambulâncias, conforme disposto no Código Brasileiro de Trânsito.
Os veículos que tiverem mais de 10 toneladas de PBT devem procurar outras rotas para se deslocar entre Rosário Oeste e Cuiabá, como a BR-163.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reuniu, nesta terça e quarta-feira (9 e 10.6), mais de 200 participantes na Oficina do Planejamento Regional Integrado (PRI), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, com o objetivo de construir de forma participativa a proposta para a organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS) nas macrorregiões do Estado.
O evento foi realizado em parceria com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Ministério da Saúde. Participaram das discussões representantes da Secretaria, dos Escritórios Regionais de Saúde (ERS), dos municípios, e das demais instituições.
“Se nós não tivermos a nossa rede organizada, regionalizada, pensando em um atendimento integral, a linha de cuidado do paciente, não adianta ter o melhor hospital do país porque esse atendimento não vai chegar em quem precisa, que é o usuário do SUS [Sistema Único de Saúde]”, afirmou a secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi.
O presidente do Cosems-MT, Marco Felipe, destacou que o tema tem sido discutido há muitos anos e precisa realmente ser tirado do papel e colocado em prática. “Eu tenho certeza que daqui discutiremos várias formas. As melhores cabeças pensantes na área de Mato Grosso em saúde estão aqui reunidas, então isso é o mais importante”, disse.
Conforme a chefe do Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados (Nger) da SES, Claudete de Souza, a oficina materializou o compromisso de todos os participantes pelo fortalecimento do SUS com a construção de soluções integradas para os desafios da saúde.
“Ao longo desses dois dias, tivemos a oportunidade de compartilhar experiências, conhecimento, perspectivas, buscando construir de forma participativa propostas para a organização da rede de atenção à saúde nas macrorregiões de Mato Grosso, fortalecendo a governança regional e contribuindo para a elaboração dos planos regionais nas macrorregiões de saúde”, avaliou.
A assessora técnica do Conass Tereza Cristina Amaral falou sobre o “Planejamento Regional Integrado no Fortalecimento da Regionalização do SUS”. A técnica do Nger Glória Maria Melo palestrou sobre a “Trajetória do PRI/MT e os Objetivos da Fase IV”.
Regiane Mendonça, também do Nger, tratou sobre o “Panorama da Rede de Atenção à Saúde nas Macrorregiões”. A servidora da SES Eugênia Callejas abordou os “Fundamentos Conceituais para Organização da Rede de Atenção à Saúde”. Também houve debate sobre a Rede materno-infantil e a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).
Nesta quarta-feira, foi realizada uma análise da capacidade instalada da Rede de Atenção à Saúde, com aplicação no contexto macrorregional. Os participantes criaram um instrumento para o cálculo da capacidade instalada, com aplicação prática.
Ao fim da oficina, os profissionais fizeram um documento com as prioridades estratégicas para a organização da RAS, com os principais desafios identificados, agendas prioritárias da Fase IV do Planejamento Regional Integrado, e temas orientadores da programação macrorregional.
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