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Assembleia Legislativa homenageia defensores públicos e concede títulos de cidadão mato-grossense

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) homenageou defensores públicos do estado, durante sessão especial realizada nesta quinta-feira (21), na semana em que se comemora o Dia Nacional da Defensoria Pública, celebrado em 19 de maio. A solenidade, requerida pelo deputado Diego Guimarães (Republicanos), reuniu defensores públicos e representantes de instituições que receberam títulos de cidadão mato-grossense, comendas e moções de aplausos pelos serviços prestados ao estado.

Advogado de formação, o parlamentar destacou a importância da Defensoria Pública no acesso da população mais vulnerável à Justiça e lembrou a trajetória da instituição em Mato Grosso.

“A Defensoria Pública representa aquelas pessoas que não têm condições de contratar um advogado. É ela quem atua na defesa do direito à saúde, à família, à liberdade, ao acesso a serviços básicos e tantas outras garantias fundamentais. Hoje é um dia de celebrar homens e mulheres que estão na ponta, ouvindo o sofrimento das pessoas e lutando para assegurar direitos”, afirmou Diego Guimarães.

O deputado também defendeu o fortalecimento da instituição. “A Assembleia Legislativa reconhece o valoroso trabalho dos defensores públicos e reafirma a importância de garantir estrutura e condições para que continuem atendendo a população mato-grossense”, acrescentou.

A defensora pública-geral de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro, ressaltou que a homenagem representa um reconhecimento institucional ao trabalho desenvolvido pela Defensoria Pública e reforçou a campanha “Raízes que Transformam”, desenvolvida pela instituição neste ano.

“Muitos defensores vieram de outros estados e criaram raízes em Mato Grosso. Construíram suas famílias aqui e passaram a contribuir diretamente para melhorar a vida da população. Esse pertencimento fortalece também as políticas públicas e o enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio”, declarou.

Maria Luziane destacou ainda a preocupação da instituição em ampliar o atendimento especializado às mulheres vítimas de violência. “A Defensoria Pública quer fortalecer cada vez mais o acolhimento às mulheres em situação de violência. Quando esses profissionais se tornam parte do nosso estado, eles também passam a lutar ainda mais pela transformação dessa realidade”, disse.

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Entre os homenageados da noite esteve o defensor público João Vicente Nunes Leal, natural de Salvador (BA), atua em Nova Mutum. Em Mato Grosso desde 2014, ele recebeu o título de cidadão mato-grossense durante a sessão.

“Mato Grosso me acolheu e me deu a oportunidade de exercer minha profissão com dedicação e responsabilidade. Hoje me sinto muito honrado em receber esse reconhecimento. A Defensoria Pública tem um papel fundamental, inclusive no combate à violência contra a mulher e na garantia do direito de defesa dentro do processo judicial”, afirmou.

O defensor também ressaltou a necessidade de atuação permanente das instituições no enfrentamento à violência. “Cada órgão do sistema de Justiça precisa cumprir o seu papel para que as decisões tenham legitimidade e os direitos sejam respeitados”, completou.

O pai do homenageado, o promotor de Justiça aposentado, Olivan Costa Melo, veio de Ilhéus (BA) especialmente para acompanhar a solenidade e falou emocionado sobre o reconhecimento ao filho. “É um momento de muito orgulho para toda a família. João agora é oficialmente cidadão mato-grossense e isso representa o reconhecimento do trabalho sério e comprometido que ele realiza. Somos muito gratos por essa homenagem”, declarou Melo.

A defensora pública Paula Ferreira Fernandes falou em nome dos homenageados e destacou o papel humanizado da instituição no atendimento à população.

“A Defensoria Pública vai muito além dos números e dos atendimentos jurídicos. Cada pessoa que chega até nós busca acolhimento, esperança e muitas vezes a última chance de acesso ao Estado. É um trabalho que transforma vidas”, afirmou.

Segundo ela, os defensores públicos homenageados vieram de diferentes regiões do país, mas hoje têm Mato Grosso como lar. “Todos nós trouxemos nossas histórias, nossas raízes e nossos sotaques, mas temos um propósito em comum: servir à população mato-grossense com dedicação e humanidade”, concluiu.

Confira a lista de homenageados:

Comenda Marechal Rondon – Concedida para integrantes do grupo que participou da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2004 e 2017.

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De acordo com o deputado Diego, os profissionais mato-grossenses, que compuseram a força internacional foram fundamentais para a retomada da paz, a garantia dos direitos humanos e a reconstrução da confiança da população haitiana nas instituições democráticas.

São eles: Adão Gonçalves da Silva Soares, Admilson Antônio de Assis, Awdrey Alecxander Oliveira de Assim, Everson Barros de Siqueira, Helber Barnabe das Neves Ramos, Heleton Correia da Silva, Jetron Mikuri Borda, João Luís Barbosa de Oliveira, Makson Tavares Campos de Araújo, Márcio Alexandre Antenor, Paulo Sergio Raymundo, Roney Benedito de Siqueira, Silvio Domingos da Silva, William Drosck e Gilmar da Silva Eufrásio. Drosck e Eufrásio foram homenageados pela atuação decisiva no resgate de uma família durante forte enxurrada em Matupá.

Comenda Dante de Oliveira – Carlos Martins e Claudiney Serrou dos Santos.

Título de Cidadão Mato-grossense – Adroaldo Machado Da Motta, Ana Lúcia Gonçalves Bandeira Duarte, André Luciano Barbosa, Antônio Góes De Araújo, Carolina Henrica Borin Giordano Zandonai, Carolina Renée Pizzini Weitkiewic, Cristiane Obregon Almeida De Alencar, Daniel Rodrigo De Souza Pinto, Denis Thomaz Rodrigues, Diogo Madrid Horita, Diego Rodrigues Costas, Eduardo Silveira Ladeia, Érico Ricardo Da Silveira, Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato, Janaina Yumi Osaki, Jardel Mendonça Santana Marquez, João Cláudio Ferreira De Sousa, João Vicente Nunes Leal, Jorge Alexandre Felipe Viana Munduruca, Juliano Botelho De Araújo, Júlio Meirelles Carvalho, Júlio Vicente Andrade Diniz, Leandro Fabris Neto, Leandro Jesus Pizarro Torrano, Marcelo Rodrigues Leirião, Maria Cecília Alves Da Cunha, Maxuel Pereira Dias, Nelson Gonçalves De Souza Junior, Paula Ferreira Fernandes, Paulo Isidóro Gonçalves, Paulo Roberto Da Silva Marquezini, Rafael Rodrigues Pereira Cardoso, Ricardo Morari Pereira, Rubens Vera Fuzaro Junior, Tiago Venicius Pereira Passos, Ubirajara Vicente Luca, Vinicius William Ishy Fuzaro.

Moção de Aplausos – Angelita Rodrigues da Silva Amorim e Luiza Boabaid de Carvalho Couto.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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