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ALMT homenageia mais de 100 profissionais da gastronomia de 16 municípios de MT

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Foto: Hideraldo Costa/ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou na noite de terça-feira (26), sessão solene especial para destacar a força da gastronomia mato-grossense durante a 8ª edição da Homenagem à Classe Gastronômica de Mato Grosso, no Sesc Arsenal, em Cuiabá. A solenidade, requerida pelos deputados Wilson Santos (PSD) e Gilberto Cattani (PL), integrou a abertura oficial da programação gastronômica e contou com a entrega de moções de aplausos, comendas e títulos de cidadão mato-grossense.

O evento reuniu profissionais de 16 municípios e reconheceu mais de 100 trabalhadores, empresários, chefs de cozinha e representantes do setor que contribuem diariamente para fortalecer a culinária regional, impulsionar a economia e preservar as tradições culturais de Mato Grosso por meio da gastronomia.

Wilson Santos ressaltou que a iniciativa nasceu há oito anos, a partir de uma provocação do chef e gastrônomo Fábio Cruz, presidente da Associação dos Profissionais de Cozinha de Mato Grosso (APC-MT), responsável pela articulação e organização da homenagem ao longo dos anos. “Este evento foi uma provocação individual do nosso amigo Fábio, que é o idealizador, o pensador e o construtor deste evento. É ele quem, junto com nossas assessorias, trabalha o ano inteiro para definir os homenageados”, declarou.

O deputado ainda informou que os parlamentares Eduardo Botelho e Janaína Riva, ambos do MDB, também integram o grupo de apoiadores da homenagem, mas não puderam comparecer devido a compromissos paralelos na agenda. Logo, defendeu a relevância econômica da gastronomia que movimenta milhares de empregos em Mato Grosso. “O segmento da gastronomia envolve mais de 70 mil profissionais entre cozinheiros, atendentes, empresários, recepcionistas, chefs e trabalhadores que ajudam diariamente a movimentar a economia estadual”, pontuou.

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O deputado Gilberto Cattani reforçou a conexão entre a gastronomia e o agronegócio, defendendo a relação de interdependência entre campo e cidade.

“O que seria da gastronomia sem a carne, o leite, o frango, o óleo de soja? Mas também, o que seria do agronegócio se a gastronomia não consumisse e processasse todos esses produtos? O campo não é inimigo da cidade e a cidade não é inimiga do campo”, disse o parlamentar.

O chef Fábio Cruz celebrou o crescimento da iniciativa ao longo dos últimos anos e destacou o apoio recebido da Assembleia Legislativa. “Há oito anos, nós começamos com um público pequeno e hoje alcançamos cerca de 15 mil pessoas durante o evento. Isso demonstra o quanto tivemos apoio e como a gastronomia mato-grossense vem sendo valorizada. Esse evento se consolidou em Mato Grosso”, posicionou.

Entre os homenageados esteve o vereador de Barra do Garças, Dr. Paulo Raye (MDB), que recebeu a Comenda Dante de Oliveira. Ele também é médico de profissão e contou que a paixão pela gastronomia começou como hobby e ganhou força nas redes sociais. “Eu gosto de cozinhar há muitos anos. Comecei mostrando receitas na internet e hoje já tenho mais de 200 mil seguidores. Isso me fez gostar ainda mais da gastronomia. Ser reconhecido pelo que a gente faz é muito gratificante. Eu realmente não esperava”, relatou.

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Com 28 anos de carreira na televisão, a apresentadora Márcia Capes, de Tangará da Serra, também recebeu a Comenda Dante de Oliveira pelo trabalho desenvolvido há quase três décadas na divulgação da culinária regional e do empreendedorismo gastronômico. Ela afirmou que sempre buscou abrir espaço para pequenos produtores e cozinheiros em seus programas. “Eu levo muitas pessoas que produzem comida para mostrar o trabalho delas. Gente que está começando, que faz produtos artesanais. Eu gosto de dar visibilidade para quem empreende através da cozinha”, explicou.

Homenageado na solenidade com uma moção de aplausos, o empresário e churrasqueiro Alfredo Camacho, proprietário da empresa “Chama o Alfredo” de Cuiabá, contou que começou na gastronomia, em 2018, de maneira informal e transformou a atividade em profissão após o reconhecimento dos próprios clientes. “Gostaram do meu trabalho, do meu atendimento e me incentivaram a formalizar a empresa. Me sinto muito feliz e grato por esse reconhecimento”, contou.

A programação do festival seguiu até quarta-feira (27), com atrações musicais, edição especial da Feira Gastronômica e da Feira da Agricultura Familiar, além de arrecadação de alimentos não perecíveis destinados ao Projeto Mesa Brasil do Sesc.

O público também participou de experiências gastronômicas voltadas à harmonização de vinhos, queijos e azeites com a azeitóloga Ana Paula Belotto, o sommelier Gabriel Raele e a Quinta da Cartucheira. O encerramento da programação contou ainda com o tradicional “Panelaço de Maria Isabel”, reunindo sabores típicos da culinária mato-grossense.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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