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Idosos participam de oficinas de crochê e pintura em tecido no CRAS Cristo Rei

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, está promovendo capacitações e atividades que incentivam a criatividade e o fortalecimento dos vínculos sociais da pessoa idosa no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro Cristo Rei. Nesta terça-feira (21.07), cerca de 48 idosos participaram de oficinas de crochê e pintura em tecido.

Antes das atividades, os participantes integraram uma roda de conversa e realizaram exercícios físicos, reforçando a proposta de promover bem-estar, saúde e integração social.

A técnica de referência do CRAS Cristo Rei, Hedilene Pedroso Machado, destaca que a iniciativa atende 48 idosos na unidade do Cristo Rei e outros 25 participantes na região do Alameda.

“Várzea Grande tem tratado a população idosa com grande atenção, e essa é mais uma ação que demonstra esse compromisso. Trabalhamos para oferecer cada vez mais qualidade de vida e oportunidades para que a pessoa idosa desenvolva seu potencial”, afirma Hedilene.

Moradora da região do Cristo Rei há 50 anos, Maria Francisca Alcântara, de 93 anos, participa da oficina de crochê e conta que a atividade faz parte de sua rotina.

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“Este é um dos meus passatempos favoritos. Amo fazer crochê e essa é mais uma oportunidade para aperfeiçoar minhas habilidades e também ajudar minhas colegas”, relata.

Participando pela primeira vez da oficina de pintura em tecido, Rosália Vieira dos Anjos, de 75 anos, afirma que a experiência foi surpreendente.

“Amei fazer pintura em tecido. É algo totalmente novo para mim, mas muito gratificante. Além disso, percebo que essas atividades estimulam nossa concentração. É uma ação muito especial para todos nós”, destaca.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Capacitação em hanseníase amplia diagnóstico e identifica 42 novos casos em Várzea Grande

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O que poderia ser apenas mais uma consulta de rotina acabou contribuindo para uma avaliação mais detalhada do tratamento de uma paciente com hanseníase em Várzea Grande. Sueli Alves da Rosa já fazia acompanhamento contra a doença e procurou a unidade de saúde durante uma capacitação realizada pela rede municipal para saber se já poderia receber alta da medicação.

Durante a avaliação, os profissionais entenderam que ainda era necessário manter o tratamento e o acompanhamento. A decisão foi tomada a partir da análise do quadro clínico da paciente, que deverá retornar à unidade para uma nova avaliação dentro do período definido pela equipe médica.

A situação de Sueli é um exemplo de como a capacitação aproxima o conhecimento técnico da realidade dos pacientes. Ao longo da atividade, os profissionais puderam avaliar casos reais, discutir condutas e aprofundar a identificação de sinais da doença, alterações neurológicas, reações hansênicas, recidivas e a necessidade de acompanhamento.

Realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Parque do Lago e Maringá, a capacitação resultou em 108 atendimentos e na identificação de 42 novos casos de hanseníase. Do total, 36 foram registrados em adultos e seis em crianças menores de 15 anos. Também foram identificadas 11 recidivas — retorno da doença — ou outros reingressos.

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O número de casos encontrados mostra a importância da avaliação dermatoneurológica e da busca ativa dentro da Atenção Primária. Entre os pacientes avaliados, também foram identificados casos com diferentes graus de incapacidade física (GIF): 15 pacientes com GIF 0, 23 com GIF 1 e 15 com GIF 2.

Os casos de crianças menores de 15 anos chamam atenção porque exigem uma investigação mais cuidadosa dos contatos e do histórico epidemiológico, além do acompanhamento pela equipe de saúde.

Conhecimento compartilhado entre municípios

Além dos profissionais de Várzea Grande, participaram da capacitação trabalhadores dos municípios de Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Poconé e Nova Brasilândia, ampliando a troca de experiências entre as equipes que atuam no enfrentamento da hanseníase.

Ao todo, 23 profissionais de Várzea Grande participaram diretamente da capacitação: 10 enfermeiros, 12 médicos e um dentista. A atividade foi conduzida pela enfermeira especialista Adriana de Oliveira Matos, responsável técnica pela Linha de Cuidado da Hanseníase e pelas equipes do Ambulatório de Atenção Especializada e Regionalizado em Hanseníase (AAER), localizado no Centro de Especialidade em Saúde, conhecido como Postão.

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Mais do que atualizar conhecimentos, a proposta foi levar os profissionais para dentro da realidade do atendimento. A partir dos casos encontrados nas próprias unidades, foi possível discutir diagnóstico, tratamento, avaliação dos nervos periféricos, prevenção de incapacidades e acompanhamento dos pacientes.

A orientação dos profissionais é que os pacientes em tratamento mantenham o acompanhamento e retornem às consultas mesmo quando percebem melhora. A hanseníase pode provocar alterações nos nervos e incapacidades físicas, e a avaliação regular permite identificar essas mudanças e agir antes que os danos se agravem.

A experiência reforça o papel das unidades de saúde como porta de entrada para o diagnóstico e o acompanhamento da hanseníase e mostra que, muitas vezes, uma avaliação cuidadosa pode fazer a diferença na condução do tratamento.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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