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ABCZ anuncia mudanças no processo de emissão de certificados RGN

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A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) anunciou nesta segunda-feira (31) mudanças no processo de emissão de certificados de Registro Genealógico de Nascimento (RGN). Com a alteração, os próprios criadores e/ou equipe administrativa da fazenda poderão realizar a impressão dos documentos. 

A mudança, que passa a valer a partir do dia 7, trata-se de uma medida necessária, visto que, por questões legais, não será mais permitido o uso do tradicional ‘selo’ para validar o certificado RGN como um certificado RGD. “O fato é que considerando que esses documentos possuem certificação digital com validade em todo território nacional, eles não podem sofrer modificações, a exemplo da colocação do ‘selo’, devendo o documento impresso corresponder integralmente ao documento digital existente na base de dados do registro genealógico. Em função disso, e para evitar a necessidade de uma duplicidade de impressão, uma para o RGN e outra para o RGD, entendemos que liberar a impressão do RGN para o próprio criador foi a melhor alternativa”, afirma o superintendente técnico da ABCZ, Luiz Antonio Josahkian.

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Além de estar alinhada com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a medida ainda traz eficiência e ganhos econômicos para o associado, uma vez que ele pode escolher quantas vezes desejar imprimir o RGN. A novidade atua como uma ação de sustentabilidade, evitando o desperdício de papel. 

Vale ressaltar que a mudança ocorre apenas em relação ao RGN. O RGD passará a ser impresso pela ABCZ. 

Segundo Josahkian, os certificados de RGN emitidos pelo criador possuem um QR Code que permite a qualquer usuário consultar sua legitimidade on-line no banco de dados oficial da ABCZ.

Fonte: AgroPlus

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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