AGRONEGÓCIO
Algodão volta a crescer no Paraná e reforça liderança do Brasil no mercado mundial
Publicado em
11 de abril de 2025por
Da Redação
Depois de anos praticamente fora do mapa da cotonicultura, o Paraná está voltando a produzir algodão em pluma e reacendendo um ciclo que já foi símbolo de força agrícola no Estado. Quem se lembra das décadas de 1980 e 1990 sabe: o Paraná já foi o líder nacional na produção da fibra. Mas com o passar do tempo, a infestação do bicudo-do-algodoeiro, o avanço da soja e dificuldades econômicas acabaram derrubando a cultura.
Agora, o cenário é de esperança e retomada. A Associação dos Cotonicultores Paranaenses (Acopar) lançou um projeto para incentivar o plantio de algodão e recuperar a importância da pluma na região. Para a safra 2024/25, a área plantada no Estado deve chegar a 1,8 mil hectares, segundo estimativas da Conab. Pode parecer pouco, mas o plano é ambicioso: a meta da Acopar é atingir 60 mil hectares nos próximos anos.
Entre os fatores que tornam essa retomada promissora está o menor custo de produção no Paraná, quando comparado a outras regiões produtoras. O clima mais ameno em certas áreas, o uso mais eficiente de insumos e a proximidade com portos e centros industriais ajudam a melhorar a competitividade da pluma paranaense.
Outro ponto a favor é o avanço tecnológico. Com sementes mais resistentes, maquinário moderno e práticas de manejo mais sustentáveis, os produtores têm hoje condições muito melhores do que nas décadas passadas para lidar com pragas como o bicudo e obter bons rendimentos.
Brasil na liderança mundial – O momento não poderia ser mais favorável. O Brasil é, desde 2024, o maior exportador de algodão do mundo, ultrapassando os Estados Unidos. O setor cresceu nos últimos anos com base em três pilares: tecnologia, qualidade e rentabilidade. A produção brasileira de pluma aumentou pelo terceiro ano seguido em 2023 e segue firme em 2024.
Na safra 2023/24, o Brasil cultivou 1,9 milhão de hectares de algodão, com uma produção estimada em 3,7 milhões de toneladas de pluma. A produtividade média ficou em 1,8 tonelada por hectare, e o principal destino da exportação foi a China, um mercado exigente que reconhece a qualidade da fibra brasileira.
Os principais estados produtores continuam sendo Mato Grosso, Bahia e Mato Grosso do Sul, mas o avanço do Paraná mostra que o mapa do algodão pode voltar a se expandir.
Um pouco da história – O ciclo do algodão no Brasil começou no século 18, especialmente no Nordeste. Durante os séculos XVIII e XIX, o país chegou a ser um dos maiores fornecedores do mundo. Mas nas décadas de 1980 e 1990, a cultura foi gravemente afetada pelo bicudo-do-algodoeiro, uma praga devastadora que levou muitos produtores a abandonarem o cultivo.
Com o tempo, o setor se reorganizou, investiu pesado em pesquisa, controle biológico e práticas sustentáveis, e reconquistou espaço no mercado internacional.
A iniciativa da Acopar é vista com entusiasmo por técnicos, agrônomos e produtores. A retomada do algodão no Paraná representa não só diversificação da produção agrícola, mas também mais opções de renda para o campo, geração de empregos e incremento para a indústria têxtil regional.
Além disso, a cotonicultura permite o uso racional da área agrícola, com sistemas de rotação de culturas que ajudam a preservar o solo e controlar pragas de forma natural.
Para o produtor rural, o momento é de olhar com atenção para o algodão. Com planejamento, tecnologia e apoio técnico, a pluma pode voltar a brilhar nas lavouras do Paraná — e com ela, toda uma cadeia produtiva pode se fortalecer.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27
Published
10 horas agoon
3 de maio de 2026By
Da Redação
Isan Rezende
“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.
Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.
O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.
Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.
Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.
O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.
Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.
Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
São Paulo falha em segurar vantagem e Bahia arranca empate nos acréscimos
Flamengo e Vasco empatam em jogo eletrizante com gol nos acréscimos
Cuiabá mantém cenário de normalidade para meningite e reforça vacinação na rede municipal
Polícia Civil prende dois suspeitos e apreende sete armas de fogo em Nova Lacerda
Marcus Buaiz celebra um ano de casamento com Isis Valverde: ‘O tempo só confirmou ‘
GRANDE CUIABÁ
Cuiabá mantém cenário de normalidade para meningite e reforça vacinação na rede municipal
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta quinta-feira (30) a Nota Informativa nº 02/2026...
Várzea Grande entra no mês de aniversário com tradição e fé na Festa de Nossa Senhora da Guia
Várzea Grande entrou oficialmente no mês de aniversário. Completando 159 anos de história no próximo dia 15 de maio, a...
Prefeitura de Cuiabá convida população para a 16ª Conferência Municipal de Saúde; inscrições começam em maio
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), convida a população cuiabana a participar da 16ª...
MATO GROSSO
Polícia Civil prende dois suspeitos e apreende sete armas de fogo em Nova Lacerda
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu dois jovens, de 18 e 22 anos, e apreendeu sete armas de fogo,...
Policiais da Rotam salvam bebê de 20 dias após engasgamento em Juína
Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) salvaram a vida de um recém-nascido de apenas 20 dias,...
Corpo de Bombeiros resgata filhote de coruja e saruê em áreas urbanas do interior de MT
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, no sábado (2.5), o resgate de dois animais silvestres, sendo...
POLÍCIA
Policiais da Rotam salvam bebê de 20 dias após engasgamento em Juína
Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) salvaram a vida de um recém-nascido de apenas 20 dias,...
Polícia Civil prende dois suspeitos e apreende sete armas de fogo em Nova Lacerda
A Polícia Civil prendeu dois jovens, de 18 e 22 anos, e apreendeu sete armas de fogo, neste domingo (3.5),...
Polícia Civil prende suspeito de prática de homicídio em Campos de Júlio
A Polícia Civil prendeu um homem, de 37 anos, suspeito de matar Romário Nascimento de Souza, de 30 anos, ocorrido...
ENTRETENIMENTO
Marcus Buaiz celebra um ano de casamento com Isis Valverde: ‘O tempo só confirmou ‘
O empresário Marcus Buaiz, de 46 anos, emocionou seguidores neste domingo (3), ao celebrar um ano de casamento com a...
Marcelo Sangalo mostra bastidores de fim de semana com Ivete e Shakira no Rio
Marcelo Sangalo, de 16 anos, movimentou as redes sociais neste domingo (3), ao compartilhar registros dos bastidores de um fim...
Fabiana Justus celebra fim da quimioterapia com festa surpresa da família: ‘Acabou’
Fabiana Justus, de 39 anos, teve um motivo especial para comemorar nesta sexta-feira (1), A influenciadora concluiu sua última sessão...
ESPORTES
São Paulo falha em segurar vantagem e Bahia arranca empate nos acréscimos
São Paulo e Bahia protagonizaram um duelo movimentado neste domingo (03.05) e terminaram empatados em 2 a 2 no estádio...
Flamengo e Vasco empatam em jogo eletrizante com gol nos acréscimos
Flamengo e Vasco protagonizaram um clássico intenso e cheio de reviravoltas, encerrado com empate em 2 a 2 na tarde...
Atlético-MG supera crise, vence Cruzeiro no Mineirão e encerra série negativa no Brasileirão
Depois de três derrotas consecutivas, o Atlético-MG reencontrou o caminho das vitórias ao superar o Cruzeiro por 3 a 1...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
AGRONEGÓCIO5 dias agoSustentabilidade avança e passa a influenciar crédito, mercado e custos do setor
-
AGRONEGÓCIO5 dias agoSuinocultura deve atingir 53 milhões de cabeças até 2030
-
Esportes4 dias agoPalmeiras empata com Cerro Porteño no Paraguai e perde a liderança no grupo
-
AGRONEGÓCIO3 dias agoTratado entra em vigor nesta sexta e inaugura nova fase para as exportações brasileiras
