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Aquisição de insumos para a próxima safra segue lenta, destaca o Cepea

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O planejamento para a safra de verão 2023/24 nas regiões agrícolas do Brasil está avançando para a reta final. No entanto, um aspecto crucial chama a atenção: a compra de insumos para essa temporada está apresentando uma mudança significativa em comparação com anos anteriores.

Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, diferentemente das safras passadas, a aquisição de insumos para esta temporada está se desenvolvendo de maneira mais lenta. Esse cenário se deve, em parte, às expectativas dos produtores de uma possível queda nos preços médios dos fertilizantes, algo que não se concretizou como antecipado.

Os dados de julho de 2023 revelam que o ritmo de aquisição de fertilizantes nas principais regiões produtoras encerrou em uma média de 75%. No mesmo período do ano anterior, essa média foi substancialmente maior, atingindo 87,3%. A diferença, expressa em pontos percentuais, representa um declínio de 13 pontos na aquisição em comparação com o ano anterior.

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Esse descompasso na aquisição de fertilizantes sinaliza um cenário peculiar, desafiando a expectativa de muitos produtores e analistas do setor. Com as diferenças de 13 pontos percentuais na compra em relação ao mesmo período do ano passado, a temporada de cultivo de grãos está se encaminhando para um contexto de decisões cuidadosas e um ajuste estratégico.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

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No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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