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Brasil fecha acordo com a Argélia e vai ampliar exportações de frango: US$ 6,73 bilhões até agosto

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Nesta quinta-feira (12.10), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) anunciou que o Brasil e a Argélia finalizaram as negociações para a abertura do mercado argelino à carne de frango brasileira.

De acordo com a pasta, o acordo foi concretizado após a revisão de certificados e auditorias que serviram de base para a análise e definição dos requisitos fitossanitários necessários para a importação do produto nacional. No Brasil, essas ações foram realizadas em colaboração com o Ministério da Agricultura e Pecuária.

Em seu comunicado, o Itamaraty destacou a liderança do Brasil nas exportações de carne de frango e ressaltou que o país é o segundo maior produtor desse tipo de carne no mundo. O Brasil consolidou sua posição como um fornecedor confiável e competitivo, destinando 36% da produção nacional ao mercado internacional.

Até agosto deste ano, as exportações brasileiras de carne de frango atingiram a marca de US$ 6,73 bilhões, um aumento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2022.

No ano anterior, o Brasil exportou US$ 9,52 bilhões em carne de frango, com um volume de 4,6 milhões de toneladas direcionadas para 170 mercados, conforme informado no comunicado.

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou o acordo alcançado entre o Brasil e a Argélia para a exportação de carne de frango. A entidade ressaltou que a Argélia produz aproximadamente 340 mil toneladas de carne de frango, resultando em um consumo per capita de cerca de 7 quilos por ano.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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