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Com as vacas mais caras do mundo, Brasil é líder em genética bovina de corte

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O mercado global de genética bovina movimentou em 2024 cerca de R$ 35,5 bilhões. Desse total, aproximadamente R$ 11 bilhões se referem exclusivamente à pecuária de corte e leite bovino. No Brasil, o segmento de gado zebuíno, especialmente da raça Nelore, ocupa posição de liderança com leilões milionários e matrizes avaliadas individualmente em mais de R$ 20 milhões.

O crescimento do setor é impulsionado por fatores como demanda global por carne e leite, acesso às tecnologias de reprodução assistida (como FIV, TE e genômica) e valorização crescente do melhoramento genético. De acordo com projeções internacionais, o mercado de genética animal deve  superar R$ 61 bilhões.

Com o maior rebanho bovino comercial do mundo, o Brasil se consolida como líder global na exportação e no desenvolvimento de genética zebuína, fornecendo sêmen, embriões e prenhezes para países da América Latina, África e Ásia. Os criadores que investem nesse mercado afirmam que o retorno está não apenas nas cifras, mas na confiança de colocar no campo animais cada vez mais produtivos e valorizados.

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A vaca Viatina-19 FIV Mara Móveis, de Uberaba (MG), por exemplo, entrou para o Guinness Book em 2023 como a vaca mais cara do mundo, avaliada em R$ 21 milhões após a venda de uma cota por R$ 7 milhões. Em 2024, a marca foi superada pela vaca Carina, que atingiu o valor de R$ 24 milhões ao receber um novo sócio. Ambas se tornaram referência em desempenho genético e retorno financeiro no agronegócio.

No último leilão realizado em Arandu (SP), entre os dias 19 e 21 de junho, o direito de reprodução de Viatina foi negociado por R$ 15 milhões, com garantia de nascimento de 20 fêmeas até dezembro de 2025. Cada aspirante a criador que investe nesse tipo de negócio recebe acesso à genética por tempo limitado, podendo gerar embriões de alto valor comercial e zootécnico.

Além de Viatina, outras filhas da matriz já conquistaram notoriedade. Dandha, campeã bezerra na Expozebu 2024, é uma delas. Outras descendentes incluem Pietra (50% vendida por R$ 1 milhão), Karisma (arrematada por R$ 950 mil com apenas 90 dias), Baviera e Burguesa. Ao todo, a Fazenda Napemo, em Minas Gerais, mantém oito filhas diretas da matriz Viatina em 350 hectares de estrutura voltada ao melhoramento genético.

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O mercado internacional também registra recordes, embora com foco na pecuária leiteira. No Canadá, a vaca Missy, da raça holandesa, foi vendida por US$ 1,2 milhão, o equivalente a R$ 6,6 milhões. Nos Estados Unidos, outras matrizes leiteiras já ultrapassaram US$ 1 milhão, mas nenhuma alcançou os valores negociados no Brasil em 2023 e 2024 para vacas zebuínas de corte.

Fonte: Pensar Agro

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Programa que reduziu roubos no campo enfrenta gargalo de comunicação

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Responsável por um dos programas de policiamento rural mais abrangentes do País, o Paraná enfrenta um gargalo tecnológico que ameaça limitar os resultados obtidos nos últimos anos. Apesar da redução de 34,6% nos roubos em propriedades rurais desde 2022, as viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar ainda operam sem conexão via satélite em grande parte das áreas mais remotas do Estado, dificultando a comunicação em regiões sem cobertura de telefonia ou internet.

O problema afeta um programa que reúne 37.362 propriedades cadastradas e mais de 24,6 mil propriedades certificadas. Em 2025, testes realizados pelo próprio governo estadual em Londrina e Tamarana demonstraram a viabilidade do uso de internet via satélite nas viaturas, permitindo comunicação estável mesmo durante os deslocamentos por estradas rurais. Mais de um ano depois, porém, a tecnologia ainda não foi incorporada ao sistema.

A demora levou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) a cobrar prioridade para a implantação do serviço nas equipes que atuam no campo. A entidade argumenta que a falta de conectividade compromete a capacidade de resposta da polícia justamente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos.

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“O trabalho da Patrulha Rural é fundamental para a segurança no campo, mas ainda existe um problema que precisa ser resolvido. Em muitas regiões, o produtor não consegue contato com a polícia em situações de emergência porque não há sinal de telefonia ou internet. A tecnologia é indispensável para reduzir essa distância”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, os testes realizados em 2025 apresentaram resultados considerados positivos e o relatório técnico foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta informou que a Polícia Militar realiza levantamentos para equipar as viaturas da Patrulha Rural, Polícia Ambiental, Batalhão de Fronteira e Polícia Rodoviária, entre outras unidades.

Para Meneguette, os investimentos em conectividade deveriam priorizar o meio rural, onde as limitações de comunicação são maiores.

“Pela própria dimensão territorial, é impossível manter equipes em todos os locais com rapidez. Por isso, a comunicação é uma ferramenta estratégica. O Paraná construiu um modelo de segurança rural que se tornou referência para outros Estados, mas é preciso avançar em tecnologia para garantir que esse sistema continue eficiente”, diz.

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A discussão ocorre em um momento em que a criminalidade no campo exige respostas cada vez mais rápidas e em que Estados produtores buscam ampliar o uso de tecnologias de monitoramento e comunicação nas áreas rurais. Especialistas em segurança pública avaliam que a conectividade tende a se tornar um dos principais pilares do policiamento rural nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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