AGRONEGÓCIO

Fávaro destaca as boas práticas seguidas por 98% dos produtores rurais

Publicado em

O ministro de Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou a vanguarda dos produtores rurais brasileiros na adoção de práticas sustentáveis. Segundo ele, dados apresentados pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, mostram que 98% dos produtores do país seguem práticas agropecuárias alinhadas à sustentabilidade, deixando apenas 2% em desconformidade com a legislação vigente.

O ministro destacou a adesão ao Código Florestal brasileiro por parte dos produtores e elogiou o emprego de tecnologias que favorecem uma pecuária e uma agricultura mais sustentáveis, uma atitude que, segundo ele, é fonte de orgulho nacional.

Fávaro também fez questão de ressaltar o progresso da genética brasileira e a posição de destaque do Brasil no cenário mundial como um dos principais exportadores de carne bovina.

A pecuária se consolida como um dos pilares da sociedade e economia brasileiras, com dados da Pesquisa da Pecuária Municipal de 2022 (PPM) do IBGE apontando um crescimento de 2,1% no setor e um aumento de 17,5% no valor de produção em relação ao ano anterior, atingindo a cifra de R$ 116,3 bilhões. Além disso, o país possui um rebanho de 234,4 milhões de cabeças de gado, superando o número de habitantes.

Leia Também:  FPA reage a decisão do STF que permite desapropriar terras por crimes ambientais

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Alta dos insumos e eventos climáticos ampliam pressão sobre o agronegócio

Published

on

O avanço dos custos de produção e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio mineiro em 2026. A avaliação é de que o setor convive simultaneamente com os reflexos das tensões geopolíticas internacionais, que afetam o mercado global de insumos, e com fenômenos climáticos cada vez mais imprevisíveis, capazes de comprometer a produtividade no campo.

Segundo dados apresentados durante evento realizado em Belo Horizonte, os custos dos insumos agrícolas acumularam alta de cerca de 70% desde 2019. O aumento atinge diretamente a rentabilidade dos produtores rurais e acaba repercutindo ao longo da cadeia, influenciando os preços dos alimentos que chegam ao consumidor.

A pressão sobre os custos ocorre em um contexto de forte dependência de fertilizantes e outros insumos importados. Conflitos internacionais, restrições comerciais e oscilações nos mercados globais têm provocado instabilidade nos preços e aumentado a preocupação de produtores e entidades do setor.

Diante desse cenário, uma das apostas para reduzir a vulnerabilidade das propriedades rurais tem sido a ampliação do uso de bioinsumos e o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras. A estratégia busca diminuir a dependência de produtos importados e aumentar a eficiência produtiva das lavouras.

Leia Também:  Comércio de bioinsumos movimentou quase R$ 4,190 bilhões no Brasil

O incentivo ao uso de variedades mais resistentes também integra esse movimento. A expectativa é que cultivares com maior tolerância a estresses climáticos e menor exigência de determinados insumos possam contribuir para reduzir custos e ampliar a resiliência das atividades agrícolas.

Minas Gerais ocupa posição de destaque na agropecuária nacional, com forte participação em cadeias como café, leite, batata, citros e diversas outras culturas. Essa diversidade produtiva ajuda a distribuir riscos e fortalece a participação do agronegócio na economia estadual.

Nos últimos anos, o setor registrou crescimento das exportações e ampliou sua contribuição para a geração de renda e empregos. Ainda assim, produtores continuam enfrentando desafios relacionados ao acesso ao crédito, à incorporação de novas tecnologias e à gestão das propriedades diante de um ambiente de negócios cada vez mais complexo.

Entre as preocupações mais imediatas está a influência do clima sobre as lavouras. Em regiões produtoras de café, episódios recentes de chuva de granizo têm gerado apreensão entre agricultores devido ao potencial de danos às plantações. Além das perdas diretas, eventos desse tipo aumentam a incerteza sobre a produção e podem afetar a qualidade dos grãos.

Leia Também:  91,8% dos produtores rurais do Brasil seguem critérios ambientais, sociais e de governança

A combinação entre custos elevados e instabilidade climática reforça a necessidade de investimentos em inovação, pesquisa e gestão de risco. Para especialistas do setor, a capacidade de adaptação será cada vez mais determinante para manter a competitividade da agropecuária brasileira nos próximos anos.

Mesmo diante das dificuldades, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia mineira. A expectativa é que o avanço de tecnologias, a adoção de práticas sustentáveis e a busca por maior eficiência produtiva permitam ao setor enfrentar um cenário marcado por desafios globais e mudanças cada vez mais rápidas no ambiente de produção.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA