AGRONEGÓCIO

Governador de Mato Grosso reforça “tolerância zero” contra invasões de terras

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Em um ano, Mato Grosso contabilizou 30 tentativas de invasões de terras em 24 municípios, resultando na detenção de 125 pessoas envolvidas nessas ações.

Esses dados foram revelados durante um balanço apresentado pelo governador Mauro Mendes ao setor produtivo nesta sexta-feira (08.03). Durante o encontro, o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, expressou gratidão pelos esforços do governo estadual, destacando a importância da firmeza do governador na garantia da segurança.

No dia 8 de março de 2023, o governador Mauro Mendes havia se comprometido, durante uma reunião com o setor produtivo, a adotar uma postura de tolerância zero em relação a qualquer atividade de invasão, reforçando a firmeza do Estado contra atividades criminosas.

“Um ano se passou, e temos muito a comemorar. Não tivemos nenhuma invasão bem-sucedida. Foram 30 tentativas, e nenhuma delas foi adiante”, declarou Mauro Mendes durante a reunião desta sexta-feira.

Em 6 de fevereiro, o governo sancionou uma lei que estabelece punições para invasores de propriedades privadas rurais e urbanas no estado. A legislação, segundo o governador Mauro Mendes, é uma continuação das medidas tomadas desde 2023.

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A Lei nº 12.430 de 2024, de autoria do deputado estadual Claudio Ferreira, prevê que ocupantes comprovadamente ilegais e invasores de propriedades privadas serão impedidos de receber auxílio e benefícios de programas sociais do Governo do Estado, de ocupar cargos públicos de confiança e de contratar com o Poder Público Estadual.

Mauro Mendes ainda reiterou o compromisso do Estado em adotar uma postura de tolerância zero contra invasões de terras, incentivando os produtores a relatarem qualquer indício de invasão às autoridades competentes.

“Vamos manter o programa Tolerância Zero. Portanto, se você, produtor, identificar qualquer indício de invasão, comunique à Secretaria de Segurança, à prefeitura e às autoridades. Dentro da lei, em menos de 24 horas, agiremos para proteger aqueles que trabalham e produzem em Mato Grosso”, afirmou Mendes.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Nova proposta pode destravar até R$ 800 bilhões em crédito para o agronegócio

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A modernização do sistema de financiamento do agronegócio voltou ao centro da agenda política com a apresentação de um novo pacote de medidas que pode ampliar de forma significativa o volume de recursos disponíveis ao setor. Batizado de “Lei do Agro 3”, o conjunto de propostas foi apresentado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e prevê mudanças estruturais no crédito rural e no acesso ao mercado de capitais.

A proposta nasce dentro da Câmara Temática de Modernização do Crédito Agropecuário (ModerCred), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e reúne ajustes em 11 frentes, incluindo a Cédula de Produto Rural (CPR), os fundos de investimento do agro, garantias, subvenções, títulos privados e acesso a capital estrangeiro.

O impacto potencial é relevante. Pelas estimativas apresentadas ao grupo, as mudanças podem permitir a incorporação de mais de R$ 800 bilhões em operações via CPR, ampliando o peso do mercado privado no financiamento da produção agrícola.

Hoje, o setor ainda depende fortemente do crédito subsidiado do Plano Safra. No mercado de capitais, a participação do agro gira em torno de 3%, segundo dados apresentados no encontro, o que indica amplo espaço para crescimento. A estratégia da proposta é justamente reduzir essa dependência, ampliando fontes alternativas de financiamento.

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Entre os pontos centrais está a ampliação do uso de instrumentos privados e a melhoria das garantias, com ajustes legais que buscam dar mais segurança jurídica às operações. Também estão previstas mudanças para facilitar a entrada de capital estrangeiro, visto como uma fonte de recursos mais baratos em comparação às taxas praticadas no mercado doméstico.

Outro eixo relevante é a reorganização do sistema de registro de garantias e a padronização de custos cartoriais, temas que hoje encarecem e dificultam o acesso ao crédito, especialmente para médios produtores.

A proposta também dialoga com um dos principais gargalos atuais do setor: o endividamento rural. A expectativa é que a modernização do crédito ajude a criar novas alternativas de financiamento, reduzindo a pressão sobre os programas oficiais e abrindo espaço para reestruturação financeira de produtores.

Apesar do avanço na agenda de crédito, o ambiente regulatório ainda preocupa. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) aponta que pontos importantes da reforma tributária seguem sem definição, especialmente em relação ao aproveitamento de créditos fiscais, à lista de insumos beneficiados e às obrigações acessórias do produtor rural.

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Na avaliação do setor, a falta de clareza nesses pontos mantém a insegurança jurídica e pode elevar o custo de conformidade, afetando diretamente a competitividade do agro.

No conjunto, a chamada “Lei do Agro 3” sinaliza uma tentativa de mudança estrutural no financiamento do setor. Se avançar, a proposta pode reduzir a dependência de recursos públicos e ampliar o acesso a capital — mas o impacto dependerá da capacidade de transformar as medidas em regras efetivas e acessíveis ao produtor na ponta.


Fonte: Pensar Agro

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