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Governo vai investir R$ 7 milhões no combate a incêndios no pantanal

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R$ 7 milhões é quanto o governo de Mato Grosso do Sul anunciou, nesta segunda-feira (05.05), que vai investir em projetos de combate e prevenção a incêndios florestais no Pantanal. A verba será destinada a entidades privadas sem fins lucrativos, que terão a responsabilidade de executar as ações. O edital faz parte do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Bioma Pantanal, dentro do subprograma PSA Brigadas.

Apesar do investimento, o valor se mostra limitado diante da imensa área a ser protegida e da gravidade da crise ambiental que assola o bioma. A medida repassa ao setor privado parte da responsabilidade de combater os incêndios que têm devastado o Pantanal, comprometendo sua biodiversidade e o modo de vida das comunidades locais. Organizações poderão submeter projetos com valores entre R$ 75 mil e R$ 500 mil, e as ações terão que ser executadas em até 18 meses.

Os projetos selecionados serão divididos em dois lotes: o Lote 1 para povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares e o Lote 2 para outras organizações que atuam na região pantaneira. As inscrições estarão abertas entre 12 de maio e 13 de junho de 2025, e o resultado preliminar será divulgado até 1º de julho.

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As iniciativas podem incluir capacitação de brigadas voluntárias, manutenção de aceiros, monitoramento de incêndios, resgate de fauna e até a implantação de sistemas de alerta. O edital também valoriza o conhecimento tradicional das comunidades locais no manejo do fogo, promovendo a integração entre saberes técnicos e culturais.

SERVIÇO:
As inscrições estarão abertas de 12 de maio a 13 de junho

Para se inscrever acesse a plataforma Editais Prosas

Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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