AGRONEGÓCIO

Mercado de soja fecha a semana com pequena alta e grandes expectativas

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O mercado de soja em Chicago está fechando a semana com ligeira alta para os contratos da commodity com entrega em maio nesta quinta-feira (07.03), refletindo um cenário marcado pela volatilidade. Esta movimentação ocorre em meio à expectativa de antecipação do relatório de oferta e demanda de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A sessão foi influenciada por diversos fatores, entre eles as preocupações iniciais com o clima seco na Argentina, principal concorrente do Brasil no mercado global de soja. Essas preocupações impulsionaram os preços no início do dia, porém, as previsões de chuvas para os próximos dias no país vizinho amenizaram essas inquietações, limitando os ganhos.

Outro ponto de destaque foi a expectativa em torno do relatório do USDA, que pode trazer mudanças significativas nas estimativas de produção e demanda global de soja. Esta perspectiva contribuiu para a volatilidade do mercado, juntamente com a realização de lucros por parte de alguns investidores, o que limitou a alta dos preços.

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Os principais contratos apresentaram os seguintes movimentos:

  • Soja em grão com entrega em maio: fechou com uma alta de 0,75 centavo de dólar por bushel, alcançando US$ 11,48 1/4 por bushel.
  • Soja em grão com entrega em julho: registrou um aumento de 0,50 centavo de dólar por bushel, atingindo US$ 11,57 1/4 por bushel.
  • Óleo de soja: apresentou uma elevação de 0,22 centavo de dólar por libra-peso, alcançando US$ 62,32 por libra-peso.
  • Farinha de soja: registrou um aumento de US$ 1,20 por tonelada curta, fechando a US$ 444,70 por tonelada curta.

Para as próximas semanas, o mercado permanece atento ao clima na Argentina e à divulgação do relatório do USDA, buscando definir o rumo dos preços da soja. A expectativa é de que a volatilidade continue elevada até que haja maior clareza sobre esses fatores.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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