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Nespresso lançará cápsulas de café à base de papel compostável

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Após três anos de pesquisa e desenvolvimento, a Nespresso criou uma cápsula à base de papel compostável para entrar no lucrativo mercado de máquinas de café caseiras com alternativas cada vez mais ecológicas. Segundo a empresa, a demanda dos consumidores por embalagens compostáveis está crescendo.

Em comunicado, a Nespresso informou que a nova linha será testada inicialmente na França e na Suíça no sistema Nespresso Original e deverá ser lançada em diversos outros países europeus dentro de um ano. De acordo com a empresa, cerca de 45% dos franceses agora fazem compostagem doméstica de um ou mais tipos de resíduos biodegradáveis.

Como uma alternativa para quem prefere e tem acesso a uma composteira, a inovação visa ampliar as escolhas sustentáveis já oferecidas aos consumidores. Podendo ser utilizadas nas máquinas já existentes, as novas cápsulas não substituirão as atuais, apenas oferecerão uma alternativa para quem quiser compostá-las em vez de descartá-las em pontos de reciclagem. Hoje, a Nespresso oferece mais de 100 mil pontos de coleta de reciclagem de cápsulas de alumínio em 70 países.

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O CEO Guillaume Le Cunff, destacou que a inovação “é um complemento. O objetivo é oferecer uma escolha.” 

Ainda segundo Le Cunff, a cápsula compostável à base de papel complementará nossa oferta de cápsulas de alumínio recicláveis e feitas com 80% de alumínio reciclado. A cápsula à base de papel não comprometerá a experiência do sabor, nem a qualidade do café.  

Até a criação das novas cápsulas compostáveis, foram necessários três anos de pesquisa e cerca de 28 protótipos para encontrar o modelo certo.

Fonte: AgroPlus

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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