AGRONEGÓCIO

Nespresso lançará cápsulas de café à base de papel compostável

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Após três anos de pesquisa e desenvolvimento, a Nespresso criou uma cápsula à base de papel compostável para entrar no lucrativo mercado de máquinas de café caseiras com alternativas cada vez mais ecológicas. Segundo a empresa, a demanda dos consumidores por embalagens compostáveis está crescendo.

Em comunicado, a Nespresso informou que a nova linha será testada inicialmente na França e na Suíça no sistema Nespresso Original e deverá ser lançada em diversos outros países europeus dentro de um ano. De acordo com a empresa, cerca de 45% dos franceses agora fazem compostagem doméstica de um ou mais tipos de resíduos biodegradáveis.

Como uma alternativa para quem prefere e tem acesso a uma composteira, a inovação visa ampliar as escolhas sustentáveis já oferecidas aos consumidores. Podendo ser utilizadas nas máquinas já existentes, as novas cápsulas não substituirão as atuais, apenas oferecerão uma alternativa para quem quiser compostá-las em vez de descartá-las em pontos de reciclagem. Hoje, a Nespresso oferece mais de 100 mil pontos de coleta de reciclagem de cápsulas de alumínio em 70 países.

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O CEO Guillaume Le Cunff, destacou que a inovação “é um complemento. O objetivo é oferecer uma escolha.” 

Ainda segundo Le Cunff, a cápsula compostável à base de papel complementará nossa oferta de cápsulas de alumínio recicláveis e feitas com 80% de alumínio reciclado. A cápsula à base de papel não comprometerá a experiência do sabor, nem a qualidade do café.  

Até a criação das novas cápsulas compostáveis, foram necessários três anos de pesquisa e cerca de 28 protótipos para encontrar o modelo certo.

Fonte: AgroPlus

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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