AGRONEGÓCIO

Plano para conter o tarifaço será discutido nesta segunda e países árabes podem ajudar

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Integrantes do governo federal devem se reunir na tarde desta segunda-feira (11.08) para concluir o pacote de medidas destinado a mitigar os prejuízos causados pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Enquanto o governo prepara o contingenciamento, um levantamento da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira aponta que os países da Liga Árabe despontam como destino promissor. Em 2024, o agronegócio respondeu por 75,67% das vendas brasileiras para esses mercados, gerando cerca de R$ 97,26 bilhões — um salto de 30,42% em relação a 2023, quando a receita foi próxima de R$ 74,56 bilhões.

Desde 2019, quando o total registrado foi de aproximadamente R$ 43,73 bilhões, as exportações para a região vêm crescendo de forma consistente. Entre os itens mais vendidos ao bloco árabe estão carnes, grãos e açúcar. Já nas importações, fertilizantes ocupam a segunda posição no ranking, atrás apenas de combustíveis, com destaque para ureia e fosfato monoamônico (MAP), insumos essenciais para a produção agrícola nacional.

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Entre as ações que devem ser definidas nesta segunda-feira estão a ampliação do Reintegra — programa que devolve parte dos tributos pagos por pequenas empresas exportadoras — e a criação de linhas de crédito subsidiadas, nos moldes do apoio concedido a produtores do Rio Grande do Sul após a tragédia climática.

O pacote também deve incluir compras governamentais para absorver excedentes da produção, como no caso do pescado cearense que perderia mercado nos EUA, e a reativação do Programa Seguro-Emprego, que permite a redução temporária de jornada e salários para preservar postos de trabalho. A estratégia busca atender desde pequenas indústrias até segmentos do agronegócio, fortemente impactados pelo fechamento parcial do mercado norte-americano.

O pacote que será anunciado nesta terça-feira deverá indicar não apenas medidas emergenciais, mas também diretrizes para diversificar destinos e reduzir a dependência de mercados específicos, evitando que choques tarifários como o atual comprometam a balança comercial brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Nova proposta pode destravar até R$ 800 bilhões em crédito para o agronegócio

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A modernização do sistema de financiamento do agronegócio voltou ao centro da agenda política com a apresentação de um novo pacote de medidas que pode ampliar de forma significativa o volume de recursos disponíveis ao setor. Batizado de “Lei do Agro 3”, o conjunto de propostas foi apresentado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e prevê mudanças estruturais no crédito rural e no acesso ao mercado de capitais.

A proposta nasce dentro da Câmara Temática de Modernização do Crédito Agropecuário (ModerCred), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e reúne ajustes em 11 frentes, incluindo a Cédula de Produto Rural (CPR), os fundos de investimento do agro, garantias, subvenções, títulos privados e acesso a capital estrangeiro.

O impacto potencial é relevante. Pelas estimativas apresentadas ao grupo, as mudanças podem permitir a incorporação de mais de R$ 800 bilhões em operações via CPR, ampliando o peso do mercado privado no financiamento da produção agrícola.

Hoje, o setor ainda depende fortemente do crédito subsidiado do Plano Safra. No mercado de capitais, a participação do agro gira em torno de 3%, segundo dados apresentados no encontro, o que indica amplo espaço para crescimento. A estratégia da proposta é justamente reduzir essa dependência, ampliando fontes alternativas de financiamento.

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Entre os pontos centrais está a ampliação do uso de instrumentos privados e a melhoria das garantias, com ajustes legais que buscam dar mais segurança jurídica às operações. Também estão previstas mudanças para facilitar a entrada de capital estrangeiro, visto como uma fonte de recursos mais baratos em comparação às taxas praticadas no mercado doméstico.

Outro eixo relevante é a reorganização do sistema de registro de garantias e a padronização de custos cartoriais, temas que hoje encarecem e dificultam o acesso ao crédito, especialmente para médios produtores.

A proposta também dialoga com um dos principais gargalos atuais do setor: o endividamento rural. A expectativa é que a modernização do crédito ajude a criar novas alternativas de financiamento, reduzindo a pressão sobre os programas oficiais e abrindo espaço para reestruturação financeira de produtores.

Apesar do avanço na agenda de crédito, o ambiente regulatório ainda preocupa. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) aponta que pontos importantes da reforma tributária seguem sem definição, especialmente em relação ao aproveitamento de créditos fiscais, à lista de insumos beneficiados e às obrigações acessórias do produtor rural.

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Na avaliação do setor, a falta de clareza nesses pontos mantém a insegurança jurídica e pode elevar o custo de conformidade, afetando diretamente a competitividade do agro.

No conjunto, a chamada “Lei do Agro 3” sinaliza uma tentativa de mudança estrutural no financiamento do setor. Se avançar, a proposta pode reduzir a dependência de recursos públicos e ampliar o acesso a capital — mas o impacto dependerá da capacidade de transformar as medidas em regras efetivas e acessíveis ao produtor na ponta.


Fonte: Pensar Agro

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