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Queda de braço entre produtores e compradores paralisa o mercado de arroz

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O mercado de arroz em casca no Brasil está passando por um momento de tensão, com negociações mais travadas e uma espécie de “queda de braço” entre produtores e compradores. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, a disputa se concentra na definição dos preços, com cada lado buscando defender seus interesses.

Os produtores de arroz, por sua vez, têm demonstrado preferência por comercializar a matéria-prima no porto de Rio Grande (RS), onde as ofertas para exportação se mostram mais atrativas, mesmo com a recente desvalorização do dólar. Essa estratégia visa garantir margens de lucro mais elevadas e aproveitar a demanda externa pelo produto.

Já os compradores, como as unidades de beneficiamento, têm mostrado resistência em elevar os preços de compra. A dificuldade na venda do arroz beneficiado, pressionada por varejistas e atacadistas, tem levado esses agentes a adiar novas aquisições. Somente aqueles com necessidade urgente de repor seus estoques se dispuseram a pagar valores ligeiramente superiores.

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Os pesquisadores do Cepea apontam que as negociações no mercado interno têm sido pontuais e com a conclusão de compromissos financeiros de vendedores que esperam uma valorização futura do arroz em casca. No entanto, essa expectativa pode não se concretizar, caso a demanda interna continue fraca e a pressão dos compradores se mantenha.

Fatores que influenciam o mercado:

  • Variação do dólar: A desvalorização da moeda norte-americana tem impactado diretamente a competitividade do arroz brasileiro
  • Demanda interna: A demanda interna por arroz tem sido mais fraca, pressionando os preços.
  • Custos de produção: O aumento dos custos de produção, como fertilizantes e energia, têm pressionado as margens dos produtores.
  • Estoques: Os níveis de estoque de arroz no país também influenciam a dinâmica do mercado.

Fonte: Pensar Agro

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Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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