AGRONEGÓCIO

São Paulo oferece curso de exportação para micros e pequenos

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O Governo de São Paulo criou o Programa Paulista de Capacitação para Exportações (Exporta SP) que poderia servir de exemplo para outros estados. Criado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e executado pela InvestSP, o programa é uma oportunidade única para pequenos negócios ampliarem sua atuação e entrarem no mercado global, com apoio especializado e gratuito.

Com aulas 100% online, o Exporta SP já abriu inscrições para a turma do primeiro semestre de 2025. Ao longo de quatro meses, os participantes terão acesso a 20 aulas coletivas ministradas por especialistas da InvestSP e da Fundação Instituto de Administração (FIA). Os empreendedores também participarão de workshops voltados à criação de redes de contato e aprendizado sobre temas como preços, inteligência comercial, marketing, contratos internacionais, logística e vendas.

O programa não apenas capacita, mas também incentiva pequenos produtores e empresários a superarem desafios do comércio internacional, como logística e definição de preços competitivos. Além disso, é gratuito, o que o torna acessível a muitos que, de outra forma, não teriam condições de participar de capacitações deste tipo.

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Com vagas destinadas a empreendedores de todas as regiões do estado e foco na diversidade de segmentos, o Exporta SP é uma referência que outros estados poderiam adotar. Iniciativas como essa promovem a inclusão de pequenos negócios no mercado internacional, contribuindo para a geração de empregos e renda local.

Os interessados em participar podem preencher o formulário de cadastro e avaliação de maturidade exportadora disponível no site da InvestSP. É uma oportunidade de crescimento que pode transformar pequenas ideias em grandes negócios globais.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Rota pelo Pacífico pode reduzir custo e ampliar exportações do agro

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O governo federal deu mais um passo para tirar do papel uma antiga demanda do agronegócio: criar uma rota de exportação pelo Oceano Pacífico para reduzir a dependência dos portos brasileiros. O Ministério da Agricultura instituiu nesta semana o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico, iniciativa que pretende estruturar um corredor internacional de transporte ligando Mato Grosso aos portos do Chile e do Peru.

Na prática, o programa não constrói estradas nem define um cronograma de obras, mas cria um comitê gestor responsável por coordenar ações entre os governos brasileiro e boliviano, facilitar acordos sanitários e aduaneiros e atrair investimentos para tornar o corredor operacional.

A proposta interessa principalmente a Mato Grosso, maior produtor de grãos do país. Hoje, boa parte da soja, do milho, do algodão e da carne produzidos no Estado percorre entre 2 mil e 2,3 mil quilômetros até portos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itaqui (MA), Miritituba (PA) e Barcarena (PA). Além da longa distância, o elevado fluxo de cargas pressiona o custo do frete durante a safra.

Pela nova alternativa, a produção seguiria da região oeste de Mato Grosso até Vila Bela da Santíssima Trindade, na fronteira com a Bolívia. A partir dali, cruzaria cidades bolivianas como San Ignacio de Velasco e Santa Cruz de la Sierra, seguindo pela malha rodoviária do país até alcançar portos no Oceano Pacífico, como Arica, Iquique e Antofagasta, no Chile, ou Ilo, no Peru.

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À primeira vista, o trajeto terrestre não representa uma redução expressiva da distância em relação aos portos brasileiros. O principal ganho está no transporte marítimo. Para cargas destinadas à China, ao Japão, à Coreia do Sul e a outros mercados asiáticos, a saída pelo Pacífico reduz o tempo de navegação em comparação com as rotas que partem do Atlântico, além de diminuir a dependência dos corredores logísticos hoje concentrados no Sul, Sudeste e Arco Norte.

A proposta também amplia as alternativas para o escoamento da safra em períodos de maior demanda. Mato Grosso deverá colher mais de 100 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), volume que exige investimentos permanentes em infraestrutura de transporte.

Outro ponto considerado estratégico é o abastecimento de insumos agrícolas. A integração com a Bolívia pode facilitar a chegada de fertilizantes e outros produtos utilizados na produção rural, diversificando as rotas de abastecimento e reduzindo a dependência de corredores já sobrecarregados.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, classificou a iniciativa como um avanço para o setor. Segundo ele, o Estado sempre enfrentou o desafio da distância entre as áreas produtoras e os portos de exportação, o que reduz a competitividade do agronegócio mato-grossense.

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Apesar do potencial, o corredor ainda depende de uma série de investimentos. Mato Grosso já executa obras de pavimentação em direção à fronteira, mas será necessário melhorar a infraestrutura rodoviária em território boliviano, além de harmonizar procedimentos alfandegários, sanitários e de fiscalização entre os dois países.

Para especialistas em logística, a rota bioceânica não substituirá os portos brasileiros, mas funcionará como uma alternativa estratégica. Quanto maior o número de corredores disponíveis para o escoamento da produção, menor tende a ser a pressão sobre o frete, aumentando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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